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2.18.2009

Menos qualificados lideram reajuste salarial em 2008

Por: André Lobato - Folha de S.Paulo

Das 10 áreas de atuação consideradas pela pesquisa Bolsa de Salários do Datafolha em 2008, 9 tiveram entre os cargos com maior reajuste salarial ocupações para as quais o mercado não exige ensino superior.

Em segundo lugar, com 9,61% de aumento, ficou a posição de fresador de ferramentaria meio-oficial, profissional que lida com máquina de corte. A carreira é do grupo de ocupações da produção.

Entre os cargos com maior ganho em seus grupos, o único para o qual o mercado exige diploma universitário é o de engenheiro civil sênior, que obteve 8,74% de aumento.

Segundo Roberto Gonzalez, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, um aumento mais substancial nos salários dos setores com menor qualificação era esperado.

"Isso acontece pelo efeito do aumento do salário mínimo. Outra explicação é que o aumento de vagas e a dificuldade de encontrar os profissionais fizeram com que as empresas aumentassem os salários."

Na média, o trabalhador da Grande São Paulo, área em que o levantamento é feito, teve aumento de 7,15%. A inflação acumulada apurada pelo IPC, da Fundação Getulio Vargas, foi de 6,16%. O aumento real médio, portanto, foi de 0,99 ponto percentual.

Entre os 10 grupos de ocupações pesquisados, 3 se destacaram no crescimento.

A categoria de outros serviços foi a que obteve o maior reajuste médio, com 7,61%. O posto de açougueiro liderou os aumentos do grupo.

O grupo de ocupações da produção ficou com reajuste médio de 7,5%, tendo como primeiro lugar o cargo de fresador de ferramentaria meio-oficial.

Os funcionários de caixa tiveram o melhor rendimento do grupo de administração, vendas e finanças, cujo aumento médio foi de 7,41%.

Menores variações


Já as menores variações médias ficaram para os grupos ligados a uma maior qualificação profissional. A categoria de diretores e gerentes contabilizou 6,64% de crescimento médio. A função de diretor industrial, líder no grupo, amargou 4,07% de aumento, abaixo da inflação.

Em penúltimo lugar ficou o grupo de ocupações de nível superior, com 6,77%, cujo pior resultado foi o cargo de engenheiro eletrônico, com 4,36%.
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