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7.16.2019

Podcast "Minhas aulas no curso de Turismo": Artigo: Converter potencial em produto: eis o grande desafio

Converter potencial em produto: eis o grande desafio


Casa do Artesão, Apiaí (SP).
Por: Aristides Faria, professor do Instituto Federal de São Paulo.

O ciclo de vida das destinações turísticas tem início, em verdade, antes que determinadas localidades sejam efetivamente destino de viagem para as pessoas, seja por motivo de lazer ou negócios.

Acredito que esta noção seja bastante clara para os colegas e estudantes que se interessam por planejamento turístico. Em geral, para o grande público, tenho a impressão de que esta informação não seja tão precisa.

Pergunto: Em qual momento uma cidade “se transforma” em destino turístico? A indagação induz a uma série de reflexões – bastante interessantes – que eu comentarei neste texto.

Lhe convido a conhecer Apiaí, município localizado na região do Vale do Rio Ribeira, próximo à divisa entre os estados de São Paulo e Paraná, e onde residem cerca de 25.000 apiaienses[1].

Apiaí possui território de 974,322 km² (IBGE, 2019), onde é possível conhecer atrativos como o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), onde, dentre mais de 500 cavernas catalogadas, há pouco mais de uma dezena abertas para visitação (PETAR, 2019).

É importante mencionar que, além do PETAR, há outras importantes unidades de conservação abertas à visitação pública na região. Destaco o Parque Estadual Caverna do Diabo, o Parque Estadual Ilha do Cardoso e o Parque Estadual Intervales.

Em 1999, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu ampla fração desta região enquanto “Sítios do Patrimônio Mundial Natural”.

Foi declarado que:

“As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste, nos estados de Paraná e São Paulo, reúnem alguns dos melhores e maiores exemplos de Mata Atlântica no Brasil. As 25 áreas protegidas que formam o sítio (cerca de 470 mil hectares, no total) preservam a riqueza biológica e a história evolucionária dos últimos vestígios de vegetação atlântica remanescentes. Com montanhas cobertas por densas florestas, passando por áreas de mangue, ilhas costeiras com montanhas isoladas e dunas, a área compreende um ambiente natural rico e um cenário de grande beleza” (UNESCO, 1999).

A pacata cidade apresentou bom desempenho no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) (0,710), em 2010, o que situa Apiaí na faixa de “Desenvolvimento Humano Alto” (índices entre 0,700 e 0,799). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,835, seguida de Renda, com índice de 0,662, e de Educação, com índice de 0,647 (PNUD, 2019).

Vistos estes dados gerais, fica bastante clara a relevância desta região para o desenvolvimento turístico do estado de São Paulo e mesmo do mosaico de áreas naturais protegidas/unidades de conservação sediadas no Paraná e nos municípios do extremo Sul paulista.

Fica evidente, sobretudo, o amplo potencial para a implementação de projetos de fomento ao turismo e à valorização das tradições regionais – no mesmo sentido do que fez a UNESCO. Aliás, em 2019, completa-se vinte anos deste reconhecimento internacional.

Apiaí foi categorizado como um “Município de Interesse Turístico” pelo Governo do Estado de São Paulo, no contexto da Lei Complementar nº 1.261, de 29 de abril de 2015. Assim, o município goza de prioridade na aplicação de recursos públicos estaduais em obras e serviços empregados no fomento ao turismo.

Retomo minha pergunta inicial: Em qual momento uma cidade “se transforma” em destino turístico?

Eventos (muito!) anteriores à promulgação desta lei complementar ou mesmo de demais políticas públicas que buscaram, de algum modo, alavancar o turismo paulista, compõem a base da oferta de Apiaí e região. Assim, há que se observar os mais variados fatores que convergem ou divergem do objetivo final de se consolidar a atividade turística como vetor de desenvolvimento socioeconômico dos municípios do Vale do Ribeira.

Em minha visão, o desafio reside em convertermos todo o potencial mencionado em produtos voltados a segmentos específicos da demanda turística nacional e internacional.

Parece simples, mas se trata de processo participativo e, necessariamente, dialogado entre todos os atores envolvidos e – espera-se – comprometidos com esta causa.

Nos vemos em Apiaí!

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

Referências
ALESP. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Lei Complementar nº 1.261, de 29 de abril de 2015. Disponível em: <http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei.complementar/2015/lei.complementar-1261-29.04.2015.html>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades: Apiaí (SP). Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/apiai/panorama>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
PETAR. PARQUE ESTADUAL TURÍSTICO DO ALTO RIBEIRA. Petar online. Disponível em: <https://www.petaronline.com.br/>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
PNUD. PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil: Apiaí (SP). Disponível em: <http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/apiai_sp>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
SÃO PAULO. Parque Estadual Caverna do Diabo. Disponível em: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-estadual-caverna-do-diabo/>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
SÃO PAULO. Parque Estadual Ilha do Cardoso. Disponível em: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-estadual-ilha-do-cardoso/>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
SÃO PAULO. Parque Estadual Intervales. Disponível em: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-estadual-intervales/>. Acesso em: 15 de julho de 2019.
UNESCO. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA. Patrimônio Mundial Natural no Brasil. Disponível em <http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/natural-sciences/environment/world-natural-heritage/#c1076385>. Acesso em: 15 de julho de 2019.



[1]  O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que o município possuía 25.191 em 2010 e que, em 2018, sua população projetada era de 24.526 habitantes (IBGE, 2019).

Foto: Prefeitura Municipal de Apiaí < http://apiai.sp.gov.br/site/casa-do-artesao/ >.

7.11.2019

Podcast ECdH: Turismo em pauta no programa Em Cima da Hora


..:: ECdH | Em Cima da Hora ::..

Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

..:: SIGESTur ::..

O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

É um projeto embrionário, cujo protótipo de seu aplicativo encontra-se disponível em < http://app.vc/sigestur >.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria


7.10.2019

Desenvolvimento metropolitano e o (tal do) turismo regional

Caros leitores,

Eu gostaria de tecer alguns comentários a respeito do artigo “O turismo como eixo indutor de desenvolvimento regional”, assinado pelo deputado estadual Caio França (PSB-SP) – sempre brilhante.

Vocês podem acessar o texto a partir do link a seguir: https://www.atribuna.com.br/opiniao/caiofranca/o-turismo-como-eixo-indutor-de-desenvolvimento-regional-1.58933

Quem acompanha o blog [RH em Hospitalidade] sabe que atuo no setor de viagens e turismo baseado em Santos, município localizado no litoral do estado de São Paulo.

Há muito se percebe certo desconforto por parte de formadores de opinião aqui da região com o marasmo e a flagrante carência de vantagens competitivas de nossa região no mercado turístico. Em tese, aliás, trata-se de um destino denominado “Costa da Mata Atlântica”, composto por nove municípios.

Digo “em tese”, pois caso se tratasse efetivamente de um destino turístico consolidado, viveríamos em outro ambiente cultural e de negócios. Bem, ocorre que no texto é dito que o turismo deve ser “eixo”. Em verdade, a atividade turística carrega potencial para ser vetor. Assim, prescinde-se de líderes e agentes políticos e públicos que sejam protagonistas, conduzindo nosso avanço e não atravessando nosso caminho tal qual um eixo.

A tentativa de mencionar nosso potencial por meio da citação aleatória de “vocações, atrativos e atividades” não representa, em minha visão, o esforço que estudantes, estudiosos, profissionais autônomos, empresários e entidades setoriais empreendem há mais de um século.

Centenário que não foi celebrado, aliás. Me refiro à instalação dos primeiros serviços hoteleiros, de transportes e de infraestrutura voltada à preparação de Santos e região para os múltiplos fluxos turísticos, por exemplo.

O autor faz menção a “cartilhas que nos apontam” (...). Recomendo uma então: leiam o livro “Competitividade no setor de viagens e turismo: estudo de casos múltiplos no litoral paulista” (Ed. Scortecci, 2016), de minha autoria.

A obra encontra-se à venda pelo Amazon: https://www.amazon.com.br/Competitividade-Viagens-Turismo-M%C3%BAltiplos-Paulista/dp/8536649682/ref=mp_s_a_1_1?keywords=aristides+faria&qid=1562770859&s=books&sr=1-1

O autor menciona, também, o “projeto antigo” de implementação de um sistema de gerenciamento da entrada e circulação de veículos turísticos no/entre os municípios da região.

Convido-os a acompanharem o blog do “Observatório do Turismo | SIGESTur” < www.sigestur.com > e a baixarem o protótipo do “Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos” < http://app.vc/sigestur >.

O trade vem trabalhando para preencher tal lacuna, deputado. Precisamos – muito! – de vosso apoio!!

Por fim, renovo meus votos de vida longa, paz e prosperidade!!

Aproveito, ainda, para adiantar o (pré) convite para a próxima edição do Seminário de Hospitalidade do Litoral Paulista (SEHLIPA). Acompanhem as novidades do evento < www.sehlipa.com >!

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

Mercado de locações por temporada em Praia Grande (SP)

Caros leitores,

Gostaria de sugerir consulta à plataforma AirDNA (https://www.airdna.co/), que comercializa relatórios sobre o mercado de locações por temporada em destinos de todo o mundo.

O site faz um raio-X da oferta de leitos, apartamentos e imóveis (parciais ou não) anunciados no Airbnb.

Feito o diagnóstico a partir destes dados, você poderia cruzar os dados obtidos com outros dados disponíveis.

Veja o diagnóstico que fiz do destino Praia Grande (SP):

Mercado imobiliário: Praia Grande, São Paulo (AirDNA: 02/2019) from Aristides Faria

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

Curso Ecoturismo & Turismo de Aventura: aulas 01 a 14

Curso Gestão Pública: aulas 01 a 15

Curso Marketing e Turismo: aulas 02 a 16

Curso Organização de Eventos (I): aulas 01 a 17

Curso Fundamentos do Turismo (I): aulas 01 a 19

7.09.2019

Observatório do Turismo | SIGESTur

Turismo em pauta no Programa Em Cima da Hora da Rádio da Vila


..:: ECdH | Em Cima da Hora ::..

Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

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O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

É um projeto embrionário, cujo protótipo de seu aplicativo encontra-se disponível em < http://app.vc/sigestur >.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria


Programa Em Cima da Hora da Rádio da Vila: playlist completa!




..:: ECdH | Em Cima da Hora ::..

Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

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O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

É um projeto embrionário, cujo protótipo de seu aplicativo encontra-se disponível em < http://app.vc/sigestur >.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria


Destinos turísticos inteligentes e sustentáveis


Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

A vocação turística de Guarujá é inegável. Fatores como a oferta hoteleira e gastronômica excelentes e a beleza cênica de suas praias e mirantes ajudaram a consolidar o município como importante destino turístico nos mercados nacional e internacional.

Além destes aspectos, a riqueza histórica e cultural também é marcante e ano a ano consolida o lema “Viva o Guarujá o ano todo” na memória de quem já visitou a cidade e no imaginário de quem sonha em fazê-lo.

Feita esta introdução, chamo a atenção dos leitores para dois atores inerentes ao negócio do turismo: de um lado o vendedor e do outro o comprador. Isto é, o anfitrião, que acolhe aos visitantes, prestando-lhe serviços de hotelaria, gastronomia, entretenimento e transportes, por exemplo, e os hóspedes que consomem esta oferta.

O turismo, então, se desenvolve a partir destas relações, ou seja, quão melhor for o desempenho dos negócios locais, mais competitivo o destino como um todo tenderá a ser. Em teoria, parece simples, mas há muitos fatores que impactam direta e indiretamente este processo.

Há dois termos em voga quando tratamos sobre gestão de destinos turísticos: inteligentes e sustentáveis. Em síntese, o primeiro refere-se ao gerenciamento dos múltiplos atores atuantes no destino, de sua marca e dos fluxos de visitantes também. O segundo diz respeito à manutenção da boa qualidade ambiental, estrutural e de serviços a moradores e visitantes ao longo do tempo.

Notem, caros leitores, que ambos os termos são indissociáveis! A questão-chave é: quem exercerá a liderança e o protagonismo na gestão do destino turístico?

Na Costa da Mata Atlântica, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista, a resposta ainda está no ar. No papel, temos um arranjo institucional importante, mas que não parece conferir legitimidade a qualquer uma das organizações que habitam este universo: Agência Metropolitana da Baixada Santista, Costa da Mata Atlântica Convention & Visitors Bureau, Sebrae, Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, variadas Instituições de Educação Superior, Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Sindicato dos Trabalhadores em Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares de Santos, Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira e Sindicato Estadual dos Guias de Turismo de São Paulo, além de outras diversas entidades estaduais que mantém representantes na região.

Em nível local, nas nove cidades da região, esta constelação não é menos brilhante, nem conta com muito menos estrelas. Além disso, soma-se a estas organizações, um sem número de empresários de micro e pequeno portes, estudantes (profissionais em formação), profissionais autônomos e mesmo aqueles que atuam na informalidade.

Guarujá manterá e ganhará vantagens competitivas conforme gerenciar estes atores, suas demandas e encontrar uma visão compartilhada entre todos ou quase todos estes. A inteligência competitiva está nas pessoas que liderarão este processo. Quem serão?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br


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Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

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O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

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Aristides Faria


Agenda Propositiva do Turismo


Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Ao longo de minha carreira tive a oportunidade de trabalhar na iniciativa privada, como empregado e empresário, no terceiro setor e, também, na administração pública. Atualmente, dedicado à atividade acadêmica, busco compartilhar estas experiências com alunos e colegas no sentido de colaborar com o desenvolvimento da região da “Costa da Mata Atlântica”, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista.

A partir de minhas experiências e pesquisas mais recentes notei que dois temas se destacaram, tanto negativa quanto positivamente: liderança e protagonismo.

O desenvolvimento do setor de viagens e turismo não se faz isoladamente do restante da economia, aliás é esta simbiose que faz da atividade turística algo tão dinâmico, vivo e – quase que – independente dos cenários econômicos cíclicos, momentâneos.

Notem, caros leitores, que temos até aqui quatro elementos fundamentais para o fortalecimento (ou enfraquecimento) do setor: uma região turística formalmente estabelecida, diversos setores que compõem esta atividade econômica, além da liderança e do protagonismo citados anteriormente.

Quando me refiro a liderança, quero dizer que há uma série de instituições atuantes no turismo, de modo que cada uma busca exercer sua representatividade dentro do arranjo institucional do turismo. Sobre o protagonismo, vejo que algumas destas instituições, além de representarem seus respectivos segmentos, poderão conduzir aos demais atores atuantes no setor de viagens e turismo rumo a um horizonte desejado.

Variados fatores interferem no exercício deste protagonismo. Em minha visão, a vaidade e o individualismo são dois destes fatores. A carência generalizada de competência técnica e a (des)continuidade de políticas públicas também se destacam neste sentido.

Estas conclusões foram obtidas a partir do projeto “Agenda Propositiva do Turismo”, que desenvolvi em 2014 (com posterior atualização em 2016) aqui na região da Costa da Mata Atlântica. A ação, autônoma e apartidária, buscou reunir informações e evidências atualizadas sobre a administração pública do turismo na região, propondo ações governamentais para dinamizar o setor.

O projeto foi desenvolvido em três frentes concomitantes: pesquisa de opinião pública, visitas técnicas a equipamentos turísticos e postos de informações e reuniões com profissionais do setor.

Os resultados deste projeto foram amplamente divulgados e apresentados publicamente ainda em 2014 na Escola Técnica Estadual Aristóteles Ferreira (Santos), na faculdade de Turismo da Uniesp (Diadema) e durante o II Seminário Municipal de Turismo de Itanhaém, promovido por alunos do curso Técnico em Turismo Receptivo da Escola Técnica Estadual Adolpho Berezin.

É essencial que o destino turístico Costa da Mata Atlântica se consolide a partir da união entre os múltiplos atores atuantes no setor e que desta relação – positiva e propositiva – possa emergir um ou mais protagonistas que venham liderar o desenvolvimento turístico regional.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br


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Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

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O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

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Aristides Faria


Desenvolvimento sustentável da atividade turística em nível municipal

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Para o desenvolvimento sustentável da atividade turística em nível municipal, a atuação consorciada entre os múltiplos atores atuantes no setor de viagens e turismo configura-se como um dos mais importantes fatores de sucesso para esses destinos.

Mesmo sem analisar um caso concreto, a experiência tem mostrado amplamente que destinos turísticos bem-sucedidos são gerenciados profissionalmente por pessoas comprometidas com visão e objetivos compartilhados entre todas as suas partes interessadas.

Do lado oposto, a arrogância e o egocentrismo compõem um rol de aspectos que competem contra o desenvolvimento sustentável do setor. Além disso, configura um ambiente no qual vigora a hostilidade entre os atores atuantes no turismo, o que termina por impactar negativamente a obtenção de vantagens competitivas para o destino como um todo.

Em verdade, eu gostaria de apontar neste texto, caros leitores, a importância na consolidação de observatórios para subsidiar o trade turístico no gerenciamento de destinos turísticos. Os observatórios são organismos ou grupos dedicados ao estudo, à análise e ao monitoramento do desempenho de um campo da ciência ou do mercado.

Durante o primeiro semestre de 2016 tive a oportunidade de apresentar o Observatório do Turismo (www.observatoriodoturismo.com) ao então Secretário de Turismo do município de Guarujá, Sr. Emerson dos Santos Lopes. A ação resulta de projetos de extensão universitária e iniciação científica que desenvolvi no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Câmpus Cubatão), no biênio 2016-2017. Além disso, o Observatório do Turismo compõe meus estudos em nível de Mestrado (2013-2015) e Doutorado (2016-2019) em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. Atualmente, está no ar um formulário de pesquisa, mas terei prazer em disponibilizar os resultados do Observatório do Turismo por e-mail.

A questão é: não se estrutura um sistema de gestão de um destino turístico consolidado e tradicional como o Guarujá de um dia para o outro. É essencial, por exemplo, que se construa um criterioso histórico do desenvolvimento da atividade turística na cidade e região, de modo que sejam amplamente conhecidas tendências (“lições aprendidas” e experiências) e perspectivas futuras do mercado no qual o destino figura.

As relações de hospitalidade e hostilidade entre os múltiplos atores atuantes no turismo da cidade dão o tom de seu desempenho mercadológico. É essencial que cada um desses atores execute as ações que lhe competem no contexto coletivo, colaborando para a evolução de todo o sistema de turismo, além de trabalhar para aumentar a competividade de seu próprio negócio.

Entidade setoriais são essenciais neste sentido, ou seja, é esperado que sejam capazes de arregimentar o empresariado rumo a uma posição futura planejada. Em minha visão, particularmente, isso se faz por meio da colaboração e de certo desprendimento por parte dos gestores de empresas privadas e dirigentes do poder público.

Discursos proferidos em tempo verbal passado não me parecem agregar muito valor a este propósito. Acredito, sim, que as “lições aprendidas” e as experiências anteriores são fundamentais, mas vejo que não são fiadoras de sucesso presente ou futuro. Reforço: o sucesso me parece depender da ação consorciada entre os múltiplos atores atuantes no setor de viagens e turismo. Vamos juntos?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

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No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

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Aristides Faria