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3.29.2020

Atividade turística pode ser vetor para a reestruturação social e econômica pós-pandemia

Escrevo este texto em 29 de março de 2020, quando o Coronavírus CID10 impôs um novo modo vida a cidadãos de todo o planeta. País após país têm submetido seus habitantes a um período de quarentena por tempo indeterminado.

Em 11 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a presente crise como pandemia, o que motivou intensos esforços para a desmobilização da cadeia produtiva do turismo. Isto é, importantes ações de contenção da mobilidade das pessoas foram tomadas de maneira a reduzir os riscos de contaminação comunitária importada e massiva nos mais diferentes países.

O deslocamento das pessoas, seja por trabalho ou lazer, por exemplo, é condição elementar do setor de viagens e turismo. Do mesmo modo, serviços de hospedagemgastronomia entretenimento, dependem em boa parte dos fluxos turísticos. Neste sentido, torna-se evidente que o primeiro – e um dos principais – setores da economia global a sentirem os efeitos colaterais da presente pandemia foi o turístico.

Feita esta contextualização, acredito que os leitores já perceberam que será longa a jornada para se reestruturar o setor turístico quando esta crise passar. Está claro, então, que os negócios do setor, assim como da frágil economia brasileira como um todo, demandarão intensos esforços para ingressar em nova fase de crescimento dentro dos ciclos (macro e micro) econômicos.

Algumas perguntas essenciais para os gestores de destinos e serviços turísticos:
  • Quais segmentos turísticos são prioritários em sua localidade?
  • Quais setores da economia são predominantes em sua região?
  • Quais serviços turísticos são predominantes em seu destino?
  • Quanto tempo durará o período de quarentena (rígido, moderado, vertical, horizontal... seja como for)?
  • Em qual prazo sairemos do período recessivo no qual estamos prestes a mergulhar involuntária e inevitavelmente?
  • O empresariado local e regional compartilha de confiança mútua, sendo capaz de estabelecer parcerias sólidas com vistas ao reestabelecimento econômico sustentável?


Particularmente, não espero respostas a todos estes questionamentos. Aliás, estou seguro de que há muitas outras perguntas a serem feitas. Penso, sim, que o estabelecimento de visão compartilhada e o empreendimento de esforços despidos de cores partidárias são condicionantes para o bom sucesso de quaisquer estratégias que venham a ser implementadas no sentido de reestruturar o setor de viagens e turismo no mundo, no Brasil, no litoral paulista e aqui em Cubatão.

Me parece sensato antever que uma vez que, tão logo seja possível encerra o período de quarentena, as pessoas buscarão o lazer e o entretenimento (especialmente ao ar livre), assim como opções de turismo de baixo custo (em geral). É tempo de planejar a oferta de produtos inovadores capazes de proporcionar experiências memoráveis!

A pretensa derrocada da economia regional e mesmo nacional não pode ser o rótulo do medo, mas motivação para a criatividade, o empreendedorismo e o estabelecimento de alianças estratégicas entre negócios de micro, pequeno, médio e grande portes, baseadas na confiança, cooperação e no altruísmo – característicos das relações de hospitalidade.

Preciso mencionar que é tempo de repensar – muito – sobre quais são, na prática, os papéis do poder público e dos agentes políticos. A politização de uma questão de saúde pública em nada ajuda a mobilização da sociedade para a ação eficiente e efetiva.

A consecução de resultados eficazes se dará, em minha visão, tão somente por meio da ação planejada liderada por docentes, pesquisadores, servidores públicos, empresários e/ou cidadãos conscientes de sua corresponsabilidade local, regional e planetária.

Neste sentido, destinos e prestadores de serviços turísticos têm a chance de repensar seu posicionamento e suas prioridades, assim como potencialidades e fraquezas para que a atividade turística se consolide como vetor para a reestruturação social e econômica pós-pandemia.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

UNWTO | Healing solutions for tourism challenge


UNWTO | Healing solutions for tourism challenge


10.03.2019

12 anos de muitas batalhas!!


Caros amigos,

Hoje (03) o blog [RH em Hospitalidade] completa 12 anos de vida!

Fico muito feliz em poder celebrar esta data e poder compartilhar um pouco desta alegria por meio de nossa página e redes sociais vinculadas.

Renovo o convite para que participem ativamente por meio dos diversos canais disponíveis e mantenham contato ao longo de todo o ano!

Que venham mais 12 anos de muitas batalhas!!

Vida longa, Paz e Prosperidade!!

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

7.25.2019

ECdH #25: Informação e opinião sobre o setor no litoral paulista


..:: ECdH | Em Cima da Hora ::..

Caros colegas,

Participarei semanalmente como debatedor no programa “Em Cima da Hora” (ECdH), conduzido pelo jornalista Eraldo Santos, com comentários do advogado Dr. Sydnei Costa. As transmissões são feitas pela página da rádio no Facebook e pelo canal da Rádio da Vila no Youtube.

No blog do “Observatório do Turismo” eu irei postar textos a respeito de cada transmissão, assim como compartilharei todas minhas participações.

Desde já faço votos de sucesso e peço a colaboração de todos colegas na divulgação desta iniciativa, que visa o benefício de todos nós.

..:: SIGESTur ::..

O "Observatório do Turismo" guarda relação estreita com o "Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos" (SIGESTur), que é outra frente de ação em pesquisa e extensão universitária a qual eu lidero no âmbito do IFSP Câmpus Cubatão.   

É um projeto embrionário, cujo protótipo de seu aplicativo encontra-se disponível em < http://app.vc/sigestur >.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria