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5.20.2020

Reflexões sobre o potencial impacto do "megaferiado" paulistano na disseminação do novo Coronavírus no litoral paulista


Por : Aristides Faria, professor do Instituto Federal de São Paulo

Em virtude de meu trabalho por meio do Observatório do Turismo, projeto idealizado no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão), eu gostaria de compartilhar alguns dados e reflexões sobre o "megaferiado".

A partir de algumas discussões entre amigos e familiares em torno da antecipação de dois feriados para hoje (20/05/2020) e amanhã (21), pensei em coletar dados que proporcionassem alguma lógica aos debates - bastante acalorados. Além disso, dia 22 de maio, sexta-feira, será ponto facultativo. Há, ainda, a possibilidade de que segunda-feira seja feriado local também.

Ocorre que, neste caso, as pessoas tendem a se deslocarem para outros municípios no entorno da Região Metropolitana de São Paulo. Assim, conclui-se que há tendência de movimentação sentido municípios turísticos do interior e litoral paulista.

Natural e tradicionalmente, os municípios não têm infraestrutura para suportar a demanda turística durante feriados e períodos de alta temporada (verão ou inverno, a depender do caso). O ponto-chave da discussão é que o turismo paulista se caracteriza pela hospedagem em residências secundárias. Com isso, conclui-se que os turistas, em grande quantidade, são investidores, ou seja, possuem imóveis e mesmo automóveis para uso ocasional nos municípios turísticos do estado de São Paulo.

Bem, independentemente de diversas variáveis busquei concentrar meu olhar sobre os dados que possuímos acerca da incidência de Coronavírus na população paulista. Considerado a dimensão da população residente em cada uma das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), com relação ao número de casos suspeitos e confirmados (somados), obtive um fator denominado Taxa de Contaminação (TC).

Comparei o cenário real (desconsiderei subnotificações) com dois cenários: incidência da TC do município de São Paulo sobre a população residente em cada município - que possui sua própria TC (Cenário SP); e incidência da TC da RMBS sobre a população residente em cada município (Cenário BS).

No gráfico, o cenário real, com dados consolidados em 20/05/2020, está representado pelas barras de cor verde. Os dados do "Cenário SP" constam em cor azul e os do "Cenário BS" são representados pela cor amarela.

Fica patente que há possibilidade real de que venhamos enfrentar aumento da disseminação do novo Coronavírus entre residentes dos municípios da RMBS - onde eu resido. Como estamos em momento totalmente atípico, não vou comentar - agora - sobre a quantidade de pessoas que se deslocarão entre a capital paulista e os municípios turísticos do estado de São Paulo por conta do "megaferiado".

Os dados falam por sim. Compartilho, então, alguma contribuição para o debate...

Um forte abraço - à distância!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

5.07.2020

Revista recebe artigos sobre turismo e governança territorial em tempos de pandemia

Por: Joao Doarth

A equipe editorial da Revista Ateliê do Turismo (ISSN 2594-8407) convida toda a comunidade acadêmica a submeter artigos, ensaios, relatos, entrevistas e resenhas inéditos para uma edição especial, intitulada “Lições e perspectivas sobre turismo e governança territorial em tempos de pandemia”, a ser publicada em outubro de 2020.

São esperados textos com resultados de pesquisas aplicadas acerca dos diversos segmentos da atividade turística, assim como estudos bibliométricos e ensaios teóricos sobre turismo, hospitalidade e temas relacionados.

Este projeto editorial foi pensado no contexto da pandemia, motivado pela disseminação, em escala global, do Coronavírus (CID10) e a consequente moléstia denominada COVID-19.

Os editores incentivam, entretanto, que os autores submetam estudos sobre crises de saúde pública passadas, a atual e mesmo futuras.

Sugere-se a interface entre temas centrais desta edição especial – turismo e governança territorial – e assuntos como sustentabilidade, gestão de crises, responsabilidade social corporativa, empreendedorismo, macroeconomia, gestão e políticas públicas, saúde pública e competitividade, por exemplo.

A Revista Ateliê do Turismo possui periodicidade semestral e conta, usualmente, com a contribuição de autores nacionais e internacionais, contemplando como missão proporcionar um espaço de diálogo, difusão e reflexão científica, proporcionando o fomento, acessibilidade e disseminação dos estudos acadêmicos e científicos relacionados ao Turismo e Hospitalidade.

Para esta edição, atuará como convidado, para coordenação e supervisão, o Prof. Dr. Aristides Faria Lopes dos Santos, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

O periódico tem abrangência nacional e internacional, e os trabalhos escritos podem ser enviados em português, espanhol e inglês. O prazo para submissões é até o dia 15 de setembro de 2020.

Mais informações podem ser consultadas no site da revista, nos menus institucional  (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about), submissões (https://periodicos.ufms.br), equipe editorial (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about/editorialTeam) e contatos (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about/contact).

Fonte: https://cpaq.ufms.br/revista-recebe-artigos-sobre-turismo-e-governanca-territorial-em-tempos-de-pandemia/

4.06.2020

Panorama do mercado brasileiro de viagens e turismo pré-pandemia

Por: Aristides Faria, docente do Instituto Federal de São Paulo.

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu como pandemia a presente crise de saúde pública motivada pela disseminação em escala global do novo Coronavírus (CID10), o que motivou intensos esforços para a desmobilização da cadeia produtiva do turismo.

Isto é, importantes ações de contenção da mobilidade das pessoas foram tomadas de maneira a reduzir os riscos de contaminação comunitária importada e massiva nos mais diferentes países.

Aqui você pode acessar um documento que apresenta um - breve - panorama do mercado brasileiro de viagens e turismo nos anos recentes, ou seja, pré-pandemia.

É esperado que este texto, o qual já vinha em elaboração por razões diversas, possa servir de ponto de partida ou referência para estudos futuros a respeito da reestruturação social e econômica do setor pós-pandemia.

Acesse o artigo completo aqui!