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10.09.2020

Gestão Pública Municipal no Brasil: múltiplos olhares

Coletânea sobre a administração de municípios chega ao mercado editorial brasileiro, reunindo autores e temas de grande relevância para o país.

 

Estudar, experimentar e escrever sobre gestão pública municipal fizeram parte de toda a trajetória do organizador desta obra. Desde seus primeiros passos na academia, o professor Aristides Faria Lopes dos Santos demonstrou interesse sobre a temática.

 

Muito desta paixão, entretanto, vem de viver as cidades por onde passou. Experimentar o espaço urbano é parte essencial deste livro, ou seja, caminhar, observar, sentir a(s) cidade(s) ajudaram a construir os “múltiplos olhares” proposto aqui.

 

O organizador da obra partiu da premissa de que a ação governamental pode dinamizar a dinâmica mercadológica de um dado território municipal e regional. Isso significa que gestores públicos devem buscar exercer a liderança e o protagonismo em suas localidades no sentido de mobilizar a sociedade em busca de prosperidade, justiça social e convívio harmonioso entre as mais variadas “tribos”.

 

Gestão compartilhada, Vigilância Socioassistencial, Educação, Saúde Pública, Gestão Ambiental, Cultura e Turismo são os grandes temas abordados pelas pesquisas componentes desta obra, dando título a cada uma de suas partes.

 

“Gestão Pública Municipal no Brasil: múltiplos olhares” foi organizado em partes indissociáveis que contemplam os seguintes temas Gestão compartilhada, Vigilância Socioassistencial, Educação, Saúde Pública, Gestão Ambiental, Cultura e Turismo.

 

Os artigos que integram cada uma destas seções complementam-se e incitam à percepção holística da administração pública em nível municipal, a partir de “múltiplos olhares”.

 

Sobre o organizador

 

Aristides Faria Lopes dos Santos, organizador da obra, é graduado em Turismo (Unisul, 2000-2002), Especialista em Gestão de Recursos Humanos (UFSC, 2003), possui MBA em Gestão de Projetos (Unisantos, 2011) e é Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi (2013-2015), onde hoje é doutorando em Hospitalidade.

 

Atualmente é professor em regime de dedicação exclusiva do curso superior de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão).

 

Dedica-se ao desenvolvimento do Sistema Integrado de Gestão de Destinos Turísticos (SIGESTur) (www.sigestur.com) e implementação do Observatório do Turismo (www.observatoriodoturismo.com), ações voltadas ao gerenciamento de municípios e regiões turísticas. 

9.24.2020

Jornalista é o maior apresentador da história do espetáculo

#MarceloFurtado
#MarceloFurtado
Num universo de grandes nomes Marcelo Furtado apresenta a encenação da Vila de São Vicente pela décima vez e tornando-se o maior apresentador da história da Cidade em número de participações.

Em um universo que conta com diversos artistas renomados como, por exemplo, os diretores Roberto Marchese, Amaury Alves, Taná Correa que acumulavam está tarefa até meados de 1996, Marcelo Furtado dividiu este posto com grandes nomes do cenário regional como, por exemplo, o jornalista Douglas Gonçalves e o apresentador Rogério Jardim.

Marcelo esteve à frente do posto de mestre de cerimônias do espetáculo em diversas gestões e ressalta a confiança dos prefeitos e secretários de cultura com os quais trabalhou. A primeira oportunidade veio na gestão do prefeito Tércio Garcia.

De lá pra cá Marcelo carimbou sua participação levando entusiasmo e animação para a plateia nos anos de 2009 a 2013 e 2016 a 2020!

Ao ser perguntado de onde vem à inspiração para passar a emoção ao microfone ele explica:

Dou uma volta nos grande elenco onde ficam os atores da comunidade, é impossível sair de lá desanimado, a garra desses atores é o combustível para a emoção, a criatividade do povo vicentino é inenarrável por mais emoção que passe não tem nada que se compare ao orgulho que esses atores da comunidade nos passam, é impossível sair de lá sem ficar com a alma renovada do orgulho de estarmos na primeira Cidade onde o Brasil começou.

Marcelo ainda explica que a função de mestre de cerimônias vem desde a Grécia antiga onde as grandes batalhas eram apresentadas por este tipo de profissional. Ao longo do tempo no Oriente médio e nos tempos atuais a função se destaca como um porta voz dos governos. 

“Fazemos o esquenta e o final do espetáculo”...

Apresentar o CAPITÃO MOR de toda a nossa historia Martim Afonso pela décima vez é uma honra!


8.10.2020

“Internet pro bem” se torna livro voltado para a conscientização das pessoas acerca do uso responsável das redes sociais

 Jornalista Marcelo Furtado de São Vicente aposta na conexão responsável para fazer um mundo melhor.


Fake News, estelionato amoroso, brigas de família, amizades desfeitas, pedofilia, exposição de fotos, famílias corrompidas, golpes financeiros, perda de emprego e de oportunidades são exemplos de situações de risco que estamos sujeitos a vivenciar enquanto conectados à internet de forma desatenta. Essas e outras ameaças virtuais são abordadas em quase 30 histórias relatadas no livro.

Com o título “Internet pro Bem”, o jornalista Marcelo Furtado, de São Vicente (SP), transforma um projeto iniciado por “lives” (compostas por ações mútuas de benfeitorias sociais, existente há 4 anos e veiculado pelo facebook) numa coletânea de histórias relatadas ao autor em forma de desabafo por pessoas que acompanhavam a página “Internet pro Bem”.

“A pandemia de uma maneira muito dolorida nos obrigou a aprender que a internet quando usada para o bem pode potencializar as diversas formas de ajudar ao próximo, desde coisas mais básicas que antes não dávamos valor e ficávamos discutindo e brigando nas redes. Podemos unir mundos, emprestar mais, consumir menos, ter mais economia, mais agilidade na resolução de problemas no nosso cotidiano e nas instituições de forma integrada. Tenho a impressão que algumas pessoas estavam ou ainda estão se perdendo no ambiente virtual, usando a rede para disseminar situações negativas, de discórdias, de fraudes, trapaças, propagando situações que, em alguns casos, prejudicam de verdade na vida real. Então o livro vem com a proposta de, efetivamente, fomentar essa conscientização”, ressalta o autor.

Nessa primeira tiragem o jornalista doou todos os direitos autorias do livro para a Associação CRERES, que auxilia dependentes químicos na área continental de São Vicente. Como não será possível fazer um lançamento presencial ainda por conta da pandemia, quem tiver interesse de ter acesso à obra deve solicitar um exemplar por família por meio do telefone da Associação (13) 98881-5512.

Marcelo ressalta que seu único objetivo é que as pessoas se atentem à importância do conteúdo dos assuntos relatados no livro, propagando e disseminando conhecimentos, a fim de facilitar a conscientização da sociedade conectada à tecnologia e informação de fácil acesso.

5.20.2020

Reflexões sobre o potencial impacto do "megaferiado" paulistano na disseminação do novo Coronavírus no litoral paulista


Por : Aristides Faria, professor do Instituto Federal de São Paulo

Em virtude de meu trabalho por meio do Observatório do Turismo, projeto idealizado no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão), eu gostaria de compartilhar alguns dados e reflexões sobre o "megaferiado".

A partir de algumas discussões entre amigos e familiares em torno da antecipação de dois feriados para hoje (20/05/2020) e amanhã (21), pensei em coletar dados que proporcionassem alguma lógica aos debates - bastante acalorados. Além disso, dia 22 de maio, sexta-feira, será ponto facultativo. Há, ainda, a possibilidade de que segunda-feira seja feriado local também.

Ocorre que, neste caso, as pessoas tendem a se deslocarem para outros municípios no entorno da Região Metropolitana de São Paulo. Assim, conclui-se que há tendência de movimentação sentido municípios turísticos do interior e litoral paulista.

Natural e tradicionalmente, os municípios não têm infraestrutura para suportar a demanda turística durante feriados e períodos de alta temporada (verão ou inverno, a depender do caso). O ponto-chave da discussão é que o turismo paulista se caracteriza pela hospedagem em residências secundárias. Com isso, conclui-se que os turistas, em grande quantidade, são investidores, ou seja, possuem imóveis e mesmo automóveis para uso ocasional nos municípios turísticos do estado de São Paulo.

Bem, independentemente de diversas variáveis busquei concentrar meu olhar sobre os dados que possuímos acerca da incidência de Coronavírus na população paulista. Considerado a dimensão da população residente em cada uma das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), com relação ao número de casos suspeitos e confirmados (somados), obtive um fator denominado Taxa de Contaminação (TC).

Comparei o cenário real (desconsiderei subnotificações) com dois cenários: incidência da TC do município de São Paulo sobre a população residente em cada município - que possui sua própria TC (Cenário SP); e incidência da TC da RMBS sobre a população residente em cada município (Cenário BS).

No gráfico, o cenário real, com dados consolidados em 20/05/2020, está representado pelas barras de cor verde. Os dados do "Cenário SP" constam em cor azul e os do "Cenário BS" são representados pela cor amarela.

Fica patente que há possibilidade real de que venhamos enfrentar aumento da disseminação do novo Coronavírus entre residentes dos municípios da RMBS - onde eu resido. Como estamos em momento totalmente atípico, não vou comentar - agora - sobre a quantidade de pessoas que se deslocarão entre a capital paulista e os municípios turísticos do estado de São Paulo por conta do "megaferiado".

Os dados falam por sim. Compartilho, então, alguma contribuição para o debate...

Um forte abraço - à distância!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

5.07.2020

Revista recebe artigos sobre turismo e governança territorial em tempos de pandemia

Por: Joao Doarth

A equipe editorial da Revista Ateliê do Turismo (ISSN 2594-8407) convida toda a comunidade acadêmica a submeter artigos, ensaios, relatos, entrevistas e resenhas inéditos para uma edição especial, intitulada “Lições e perspectivas sobre turismo e governança territorial em tempos de pandemia”, a ser publicada em outubro de 2020.

São esperados textos com resultados de pesquisas aplicadas acerca dos diversos segmentos da atividade turística, assim como estudos bibliométricos e ensaios teóricos sobre turismo, hospitalidade e temas relacionados.

Este projeto editorial foi pensado no contexto da pandemia, motivado pela disseminação, em escala global, do Coronavírus (CID10) e a consequente moléstia denominada COVID-19.

Os editores incentivam, entretanto, que os autores submetam estudos sobre crises de saúde pública passadas, a atual e mesmo futuras.

Sugere-se a interface entre temas centrais desta edição especial – turismo e governança territorial – e assuntos como sustentabilidade, gestão de crises, responsabilidade social corporativa, empreendedorismo, macroeconomia, gestão e políticas públicas, saúde pública e competitividade, por exemplo.

A Revista Ateliê do Turismo possui periodicidade semestral e conta, usualmente, com a contribuição de autores nacionais e internacionais, contemplando como missão proporcionar um espaço de diálogo, difusão e reflexão científica, proporcionando o fomento, acessibilidade e disseminação dos estudos acadêmicos e científicos relacionados ao Turismo e Hospitalidade.

Para esta edição, atuará como convidado, para coordenação e supervisão, o Prof. Dr. Aristides Faria Lopes dos Santos, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

O periódico tem abrangência nacional e internacional, e os trabalhos escritos podem ser enviados em português, espanhol e inglês. O prazo para submissões é até o dia 15 de setembro de 2020.

Mais informações podem ser consultadas no site da revista, nos menus institucional  (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about), submissões (https://periodicos.ufms.br), equipe editorial (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about/editorialTeam) e contatos (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about/contact).

Fonte: https://cpaq.ufms.br/revista-recebe-artigos-sobre-turismo-e-governanca-territorial-em-tempos-de-pandemia/

4.06.2020

Panorama do mercado brasileiro de viagens e turismo pré-pandemia

Por: Aristides Faria, docente do Instituto Federal de São Paulo.

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu como pandemia a presente crise de saúde pública motivada pela disseminação em escala global do novo Coronavírus (CID10), o que motivou intensos esforços para a desmobilização da cadeia produtiva do turismo.

Isto é, importantes ações de contenção da mobilidade das pessoas foram tomadas de maneira a reduzir os riscos de contaminação comunitária importada e massiva nos mais diferentes países.

Aqui você pode acessar um documento que apresenta um - breve - panorama do mercado brasileiro de viagens e turismo nos anos recentes, ou seja, pré-pandemia.

É esperado que este texto, o qual já vinha em elaboração por razões diversas, possa servir de ponto de partida ou referência para estudos futuros a respeito da reestruturação social e econômica do setor pós-pandemia.

Acesse o artigo completo aqui!

3.29.2020

Atividade turística pode ser vetor para a reestruturação social e econômica pós-pandemia

Escrevo este texto em 29 de março de 2020, quando o Coronavírus CID10 impôs um novo modo vida a cidadãos de todo o planeta. País após país têm submetido seus habitantes a um período de quarentena por tempo indeterminado.

Em 11 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a presente crise como pandemia, o que motivou intensos esforços para a desmobilização da cadeia produtiva do turismo. Isto é, importantes ações de contenção da mobilidade das pessoas foram tomadas de maneira a reduzir os riscos de contaminação comunitária importada e massiva nos mais diferentes países.

O deslocamento das pessoas, seja por trabalho ou lazer, por exemplo, é condição elementar do setor de viagens e turismo. Do mesmo modo, serviços de hospedagemgastronomia entretenimento, dependem em boa parte dos fluxos turísticos. Neste sentido, torna-se evidente que o primeiro – e um dos principais – setores da economia global a sentirem os efeitos colaterais da presente pandemia foi o turístico.

Feita esta contextualização, acredito que os leitores já perceberam que será longa a jornada para se reestruturar o setor turístico quando esta crise passar. Está claro, então, que os negócios do setor, assim como da frágil economia brasileira como um todo, demandarão intensos esforços para ingressar em nova fase de crescimento dentro dos ciclos (macro e micro) econômicos.

Algumas perguntas essenciais para os gestores de destinos e serviços turísticos:
  • Quais segmentos turísticos são prioritários em sua localidade?
  • Quais setores da economia são predominantes em sua região?
  • Quais serviços turísticos são predominantes em seu destino?
  • Quanto tempo durará o período de quarentena (rígido, moderado, vertical, horizontal... seja como for)?
  • Em qual prazo sairemos do período recessivo no qual estamos prestes a mergulhar involuntária e inevitavelmente?
  • O empresariado local e regional compartilha de confiança mútua, sendo capaz de estabelecer parcerias sólidas com vistas ao reestabelecimento econômico sustentável?


Particularmente, não espero respostas a todos estes questionamentos. Aliás, estou seguro de que há muitas outras perguntas a serem feitas. Penso, sim, que o estabelecimento de visão compartilhada e o empreendimento de esforços despidos de cores partidárias são condicionantes para o bom sucesso de quaisquer estratégias que venham a ser implementadas no sentido de reestruturar o setor de viagens e turismo no mundo, no Brasil, no litoral paulista e aqui em Cubatão.

Me parece sensato antever que uma vez que, tão logo seja possível encerra o período de quarentena, as pessoas buscarão o lazer e o entretenimento (especialmente ao ar livre), assim como opções de turismo de baixo custo (em geral). É tempo de planejar a oferta de produtos inovadores capazes de proporcionar experiências memoráveis!

A pretensa derrocada da economia regional e mesmo nacional não pode ser o rótulo do medo, mas motivação para a criatividade, o empreendedorismo e o estabelecimento de alianças estratégicas entre negócios de micro, pequeno, médio e grande portes, baseadas na confiança, cooperação e no altruísmo – característicos das relações de hospitalidade.

Preciso mencionar que é tempo de repensar – muito – sobre quais são, na prática, os papéis do poder público e dos agentes políticos. A politização de uma questão de saúde pública em nada ajuda a mobilização da sociedade para a ação eficiente e efetiva.

A consecução de resultados eficazes se dará, em minha visão, tão somente por meio da ação planejada liderada por docentes, pesquisadores, servidores públicos, empresários e/ou cidadãos conscientes de sua corresponsabilidade local, regional e planetária.

Neste sentido, destinos e prestadores de serviços turísticos têm a chance de repensar seu posicionamento e suas prioridades, assim como potencialidades e fraquezas para que a atividade turística se consolide como vetor para a reestruturação social e econômica pós-pandemia.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

UNWTO | Healing solutions for tourism challenge


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