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6.03.2010

Carreira x futebol: sua área diz quem você seria dentro de campo!

Por: Flávia Furlan Nunes - InfoMoney

Este ano é de Copa do Mundo, o que torna comum as comparações entre diversos temas e o futebol, paixão nacional. E o ambiente corporativo não poderia ficar de fora desta onda: você sabia que a área em que atua pode definir qual posição ocuparia dentro de campo?

A equipe da Junto Fast Recruitment, formada pelos headhunters Ricardo Nogueira, Mariana Gaspar e Lucas Padilha, preparou essa analogia para o InfoMoney.

..:: Dentro de campo: cada posição, uma área diferente ::..

O goleiro, por exemplo, deve ter reflexo apurado e grande flexibilidade. Quem são eles? Os profissionais de TI (tecnologia da informação), que protegem a empresa, por meio da segurança da informação.
Em seguida, estão os zagueiros, que costumam ter grande força e resistência, em detrimento das técnicas de drible, típicas de jogadores mais ofensivos. Afinal, sua função é primariamente a de bloquear as proximidades da grande área. Com essas características, eles podem ser comparados à área jurídica, responsável por colocar “ordem na casa” nos momentos de ataque de um adversário.
Depois dos zagueiros, estão em campo os laterais e alas, que oferecem a ligação entre a defesa e o meio-de-campo. Eles são jogadores com resistência e velocidade, já que devem apoiar o ataque – podendo até finalizar – e também defender o time dos adversários pelos lados. A analogia é com a área de comunicação, que deve ter agilidade com a informação para se defender e atacar.

..:: Leia o artigo completo no Portal InfoMoney!

Razão x Emoção: líder deve ficar atento para não basear decisões nos sentimentos

Por: Gladys Ferraz Magalhães - InfoMoney

A dualidade razão e emoção está presente no dia-a-dia de qualquer pessoa, porém, no cotidiano daquelas que exercem papéis de liderança, ela é mais forte. Assim, alerta a gerente-geral da Right Management, Elaine Saad, estes profissionais devem ficar sempre alertas para que a emoção não ultrapasse a razão na hora de tomar decisões.
Com o passar dos tempos, nos apegamos àqueles que trabalham conosco, passamos a gostar dessas pessoas, do que elas são em sua essência. Porém, muitas vezes, isso nos cega para enxergar o que eles são verdadeiramente como profissionais”, diz.
De acordo com Elaine, o líder que toma decisões considerando mais o relacionamento que tem com os funcionários do que a capacidade profissional dos mesmos corre o risco de prejudicar a empresa e a própria carreira.

Isso porque tal atitude acaba por gerar em alguns funcionários o sentimento de injustiça, o que acaba desmotivando a equipe e, consequentemente, impactando a performance da organização, o que, por sua vez, pode fazer com que o líder perca posições ou seja preterido em promoções dentro da empresa.

..:: Autoconhecimento ::..

Dessa forma, quem exerce o papel de líder deve procurar separar a amizade do ambiente profissional, levando sempre em consideração o que é correto para a empresa. Para se ter mais claro este conceito, a especialista cita o técnico da seleção brasileira masculina de futebol, Dunga, no momento da convocação dos jogadores que disputarão a próxima Copa do Mundo.
“Uma frase sua que me chamou muito a atenção foi particularmente a que ele menciona que, muitas vezes, ao analisar a lista, seu coração o chamava para alguns nomes, porém sua razão o fez optar por outros”.
Para que os profissionais não caiam na armadilha de sempre priorizar a amizade em vez da empresa, Elaine dá a seguinte dica: “A pessoa precisa se autoconhecer e, caso perceba que é mais emocional, deve pensar em como toma decisões. Para isso, um exercício é escrever os fatores que o norteia nas tomadas de decisões e partilhar com a chefia e colegas para ver se está utilizando mais a razão do que a emoção”.

4.12.2010

Faça como Moisés: Aja!

Por: Ricardo Ventura - Palestrante, Casado, Brasileiro, Paulistano e Feliz!

Quando Moises foi incumbido de libertar o povo Hebreu da escravidão no Egito (Páscoa, Pessach), ele indagou Deus de como ele, um homem comum, pastor de cabras no deserto, poderia fazê-lo.

- Como eu poderei ter com o faraó do Egito, meu Senhor?

- Confia! Disse Deus.


E Moises agiu!

Moises não ficou reclamando que não tinha as ferramentas apropriadas.

Que não tinha um organograma feito em 3D para se orientar.

Que não tinha sorte.

Que não era uma boa época para tal.

Que o faraó era da direita.

Que não falava egípcio.

Que a concorrência (as dançarinas da dança do ventre) era mais persuasiva que ele.

Que ia ser complicado convencer uma nação inteira para ir ver um terreno e para isso atravessar um deserto por 40 anos.

Que vá lá! Eles eram escravos, mas não estavam passando fome, e que no deserto só haveria ervas amargas e pães sem fermento.

Moises agiu!

Moises pegou sua meta e foi atrás! Sou favorável a ter um plano! Como um bom coach, reconheço que devemos ter um plano de ação. Que devemos analisar o cenário aonde se quer chegar, alinhar as nossas necessidades, verdades e crenças!

Mas uma coisa eu aprendi com a PNL... Aja! Faça com o que você tem nas mãos!
Não espere ter as melhores ferramentas para começar a agir!! Faça hoje! Faça ainda hoje alguma ação que remeta ao seu objetivo! Vá montando seu avião enquanto voa! Não espere ter um 747 para lançar vôo!

Enfim, feliz Pessach! Espero que você comece ainda Hoje sua Páscoa, sua caminhada à terra prometida!

Amém!

3.13.2010

O papel do líder na condução de sua equipe

Por: Marcelo Prauchner Duarte - Administradores.com.br

O líder não manda, mas ajuda a tomar as decisões necessárias de forma a desenvolver pessoas para que cada vez mais estas assumam riscos e possam inovar em suas atividades profissionais.

Liderar pessoas é um desafio para quem lidera e para quem é liderado. Este é um tema ao qual estamos expostos diariamente a inúmeras matérias, treinamentos e conferências. Embora exista uma literatura ampla sobre isso, eu sou da opinião que este assunto somente aprendemos com a prática, humildade, paciência e muita determinação.

Se o conceito de liderar é complexo, não podemos dizer que ser liderado é menos complexo. O liderado deve também buscar a sua realização, o seu crescimento e a capacitação constante. O grande líder é aquele que pode contar com uma grande equipe. Penso que a sabedoria de um líder está em montar uma equipe altamente capacitada, que sinta-se apoiada e com poder para tomar as decisões necessárias.

Quanto ao liderado, ele deve também perceber que o mundo está mudando e que não bastam apenas as competências técnicas, mas acima de tudo a sua capacidade de se auto-liderar. Estamos cada vez mais caminhando para uma estruturação horizontal nas empresas e, para isso, não apenas os líderes precisam estar aptos e preparados, mas os liderados também.

Acredito que nos próximos anos viveremos uma revolução na forma de trabalhar e poderemos compartilhar experiências em redes cada vez mais amplas e abrangentes, sendo, a nossa capacidade de liderança um fator determinante para o sucesso nesse novo cenário.

O grande líder desenvolve talentos e, diante desse cenário, tem atuado para criar grandes líderes em suas atividades profissionais, capacitados a assumir desafios, autônomos em suas decisões, responsáveis pelas suas realizações e preparados para assumir as conseqüências dos seus atos.

Sendo assim, o líder não manda, mas ajuda a tomar as decisões necessárias de forma a desenvolver pessoas para que cada vez mais estas assumam riscos e possam inovar em suas atividades profissionais, realizando trabalhos de qualidade.

Cada um de nós é um líder, que merece um investimento constante em desenvolvimento para aperfeiçoar-se nessa arte milenar, que inova a cada dia e certamente propicia a seus executores renovações constantes.

..:: O autor é Especialista em Tecnologia. Atualmente atua como Gerente de Infraestrutura do Banco Carrefour.



Livros - Submarino.com.br

3.06.2010

Liderando gênios - Não posso evitar...

Por: Rodolfo Araújo

"O que faz um monte de cabeças-de-bagre ter sucesso e uma seleção de gênios fracassar? Falta de coordenação, planos ruins ou uma estratégia capenga? A resposta talvez inclua um pouco de cada, além de outro fator determinante: a liderança.

Plutarco escreveu - parafraseando o general ateniense Chabrias - que é muito mais temível um exército de cervos comandado por um leão do que um exército de leões comandado por um cervo. Mas se os liderados são verdadeiros gênios, por que seria tão difícil assim liderá-los?


Discuti este tema recentemente a partir do Outliers: The Story of Success, do Malcolm Gladwell, onde ele exalta a diferença que as habilidades sociais podem fazer na vida profissional - e, lógico, pessoal.

Gladwell cita o caso de Robert Oppenheimer, o brilhante físico americano que viria a ser o líder do Projeto Manhattan, a iniciativa aliada que construiu as bombas atômicas detonadas na II Guerra Mundial.

Um fora-de-série desde criança (aos nove anos ele respondia em latim o que lhe perguntassem em grego) Oppenheimer não tinha qualidades de líder nem, tampouco, qualquer experiência prévia em gestão, além de ser dono de um temperamento irascível, segundo seus biógrafos. Seu passado registrava, inclusive, uma felizmente fracassada tentativa de homicídio contra seu professor de doutorado em Cambridge, via uma poética maçã envenenada.

Mesmo com esse anti-Currículo, Oppenheimer conseguiu a proeza de impressionar o General Leslie Groves, líder militar do projeto, tornando-se o catalisador do empreendimento que reuniu grandes gênios de uma época. Mas se liderar pessoas comuns já não é uma tarefa trivial, que dirá então ser o responsável por uma equipe de pessoas notáveis onde muitas delas são, provavelmente, mais inteligentes do que o próprio líder?

Um excelente artigo da Harvard Business Review lança alguma luz sobre o tema e oferece, ainda, preciosas dicas de sobrevivência. Em Leading Clever People: How do you manage people who don't want to be led and may be smarter than you?†, Rob Goffee e Gareth Jones foram a fundo na questão, entrevistando os líderes das maiores corporações mundiais, buscando entender como eles eram capazes de extrair o máximo dos inúmeros gênios que comandavam."

..:: Artigo na íntegra: Liderando gênios - Não posso evitar...

10.02.2009

Parabéns, Brasil!

Problemática das Redes Sociais

Por: O Gerente

"Socorro! Meu chefe quer ser meu amigo no facebook" este é um post do Jeremiah Owyang que debate acerca de uma situação corriqueira hoje em dia: As redes sociais se transformaram num local perfeito para conhecer os candidatos e/ou funcionários.

O artigo debate a questão de um amigo dele em que o chefe pediu para ser adicionado no facebook (maior rede social do mundo, em expansão pelo Brasil, mas fortíssima nos EUA) e a resposta do Jeremiah foi muito interessante.

Ele destaca 5 possibilidades de resposta e faz um contraponto com o a posição do chefe.

Divido com vocês as possibilidades e contraponto com a minha opinião.

1. Não faça nada - Apenas ignore o pedido (o facebook não avisará a pessoa nada) e deixe assim mesmo.

2. Negue o pedido - Responda para o chefe dizendo que o facebook é apenas para familiares e amigos. Neste quesito a chance de problemas de relacionamento são grandes.

3. Adicione ele - e corra o risco de ver a tua vida exposta de forma integral. Não é o simples fato de aceitá-lo. É compartilhar com ele tudo que está sendo dividido na rede social.
4. Redirecione para o LinkedIn - exponha que o facebook é apenas para assuntos particulares e dê o seu perfil no linkedin que é para assuntos profissionais. Contudo aqui pode ficar aquela dúvida, se não sou teu amigo sou apenas chefe, o que estás querendo esconder?
5. Usar os recursos de permissão e filtro no Facebook - embora muitos desconheçam, o facebook permite filtros e demonstração de conteúdos específicos para os grupos filtrados.

A melhor alternativa segundo Jeremiah (eu concordo) é a de número 5, ou seja, aceite seu chefe, crie um grupo específico para ele e limite o que pode ser visto.

Aliás, se fizeres assim com todos os grupos que pertence, facilitará ainda mais os relacionamentos, pois os familiares verão assuntos familiares, trabalho de trabalho, etc. Sem bagunça, sem mistura de assuntos, tipo um João te chamando de traidor e Judas que só você e ele sabem da estória engraçada que levou a este apelido, mas um colega de trabalho pode até mesmo deixar de falar contigo se ler algo assim.

..:: E se você é chefe? ::..

Os líderes devem ter uma sensibilidade maior em relação aos funcionários. Devem avaliar bem se a relação que possuem é de trabalho ou amizade, quiçá ambos. O fato de solicitar para serem adicionados é muito mais amplo do que apenas estarem próximos. É um pedido de "estarem conectados" virtualmente, sabendo o que fazem, resultado da balada, etc. Pode ser muito mais do que um colega de trabalho quer e "pode" dizer.

As redes sociais são muito invasivas se não utilizadas corretamente. Devemos ter cuidado, principalmente se estamos na liderança de equipes.

E o que você acha disto?

9.13.2009

Recompensa funciona melhor que punição, mostra estudo de Harvard

New Scientist - na Folha de S. Paulo

Quer cooperação? Recompensar acertos pode ser mais eficaz que punir os erros, indica um novo experimento em teoria dos jogos, divulgado na revista "Science" desta sexta-feira (4).

No jogo dos Bens Públicos - um modelo de economia experimental -, jogadores escolhem se querem ou não contribuir com dinheiro para um montante comum. Este é multiplicado e redistribuído igualmente, independentemente de quem contribui e de quem não o faz.

Quando as pessoas jogam uma versão pura do jogo, a tentação de tirar proveito da situação - pegar a recompensa sem contribuir nada - frequentemente leva à rápida desintegração da cooperação.

Pesquisa anterior mostrou que a cooperação é promovida ao permitir que os jogadores punam os aproveitadores: jogadores cooperativos pagariam uma pequena taxa que os permitisse infligir uma perda ao transgressor. Esta abordagem era mais efetiva que a recompensa, pelo menos em jogos em que os jogadores trocavam de parceiros a cada rodada.

David Rand e seus colegas na Universidade Harvard, que trabalham com assuntos tão diversos como economia, matemática e biologia, modificaram o jogo dos Bens Públicos para refletir o que eles argumentam ser um cenário mais natural: as pessoas jogam com o mesmo grupo por muitas rodadas, estabelecendo reputações uma com a outra.

Os jogadores poderiam escolher recompensar ou punir os outros a uma pequena taxa, caso o fizessem. Rand percebeu que recompensar ou punir conduziam igualmente à cooperação e a ganhos maiores.

No entanto, quando os jogadores tinham a opção de punir ou recompensar, e escolhiam recompensar, eles terminavam com um ganho final líquido ainda maior. "Ajudar o grupo acabava se tornando de interesse individual", diz o pesquisador.

"Você coça as costas do grupo e eu coço as suas", exemplifica.

..:: Almoço grátis ::..

Sam Bowles, professor de ciências comportamentais do Instituto Santa Fé, em Novo México, aponta que o jogo de Rand não reflete de maneira precisa economias reais. Ele indica, por exemplo, que sob as leis de Rand, o doador pagava US$ 4,00 e o beneficiado "magicamente" recebia US$ 12,00. Ele chama isto de um cenário artificial. "Se você pode levar embora o almoço de graça, tem alguma coisa errada", diz Bowles.

Rand explica que tais recompensas desproporcionais frequentemente acontecem quando nós investimos tempo, esforço e dinheiro ajudando as pessoas à nossa volta: ajudar um amigo a mudar os móveis, por exemplo, ou indicar um colega para uma promoção.

Ações como estas podem ter um menor custo para nós do que o benefício que podem proporcionar aos outros. "Este tipo de interação produtiva é a base de nossa sociedade e não deveria ser desconsiderada", argumenta ele.

8.10.2009

Dá para simplificar?

Por: Eloi Zanetti - Consultor de Marketing

Nunca o ambiente empresarial brasileiro contou com tanta gente "bem preparada" à disposição dos gerenciamentos dos negócios como nos dias atuais. Por outro lado, nunca se viu tanto desperdício financeiro, de tempo e de esforço humano por causa de projetos mal elaborados, planos infalíveis e má-gestão administrativa. As possibilidades se abriram e hoje todo mundo é doutor em alguma coisa - menos na arte da simplicidade. Com mestres em gerenciamento brotando por todos os cantos, sobram arrogância e vaidade e faltam simplicidade e humildade.

De uns tempos para cá, aqueles que sabem resolver as coisas, receosos de serem tachados de simplórios, deixam de expor suas idéias e opiniões porque pode pegar mal e parecer ingênuo falar o óbvio ululante. Afinal, as cabeças coroadas foram recrutadas por meio de complexos processos de busca e seleção. Seguem os gurus da moda e discutem processos administrativos inovadores com nomes "que a gente nunca ouviu falar". São íntimos do linguajar técnico-acadêmico, frequentam com desenvoltura as universidades estrangeiras e muito pouco o nosso quintal - o enorme mercado brasileiro, seu povo e seus costumes.

Em meio a tanta empáfia, o funcionário comum, aquele que detém a experiência e sabe resolver as coisas de forma simples e direta, se sente intimidado e pensa: "Vou ficar quieto e na minha, porque eles é que sabem das coisas. Não adianta dar opinião porque a conversa ainda não chegou ao meu setor." É o velho Brasil do "canudo" e do "doutor" repetindo-se em um ambiente que deveria ser de inovação e modernidade - o empresarial.

A conversa é parecida em toda parte. Promessas de metas a qualquer custo, cortes implacáveis nas despesas, agregação de valores, quebra de paradigmas, mudanças, reengenharias, incorporações, satisfação aos stakeholders, sustentabilidade e governança corporativa. Eles chegam com suas mochilas da moda e seus laptops carregados de apresentações cheias de efeitos e virtuosismos, mas vazias de conteúdo e praticidade. Como dizia o humorista: "Tá todo mundo enrolando." Mas, como a busca da simplicidade dá muito trabalho, criam-se dificuldades, justamente para esconder incompetências. Desconfie daqueles que não sabem sintetizar e explicar um projeto em apenas duas folhas de papel.

Foram fabricadas tantas cabeças coroadas nos últimos tempos, que encontrar alguém que pense de forma simples e enxergue o óbvio está como procurar uma mosca branca. É famosa a história do vendedor de ração animal que replicou um arrogante gerente de produto que tentava justificar seu baixo desempenho comercial: "Ora, a nossa ração de cachorro não vende porque a cachorrada não gosta dela."

Está na hora de reler um clássico da administração, "O Óbvio Adams", um livrinho escrito em 1916 que trata da história de um cidadão que só enxergava o óbvio e por causa disso resolvia os problemas mais complicados. Personagem que foi replicado na figura do senhor Chance, vivido por Peter Sellers no filme "Muito Além do Jardim". E, atenção, simples não quer dizer simplório.

Num país que pela formação cartorial tem na cultura o gosto pela complicação ser visto como simples é ser visto como esquisito. Complicamos tanto a nossa legislação e sistema político que beiramos à ingovernabilidade. Criamos tantos emaranhados nas leis trabalhistas e ambientais que inviabilizamos empregos e o bom andamento dos processos. Por causa deste nosso gosto em dificultar as coisas, tornamo-nos campeões em perda de tempo, dinheiro e oportunidades. Nossos concorrentes no mercado internacional adoram a nossa maneira de fazer negócios. Faz parte da cultura brasileira criar dificuldades para vender facilidades.

É preciso entender que a simplicidade, por carregar na sua essência o máximo de sofisticação e elegância, é como a verdade - nos liberta.

7.07.2009

Trabalho em equipe: aprenda a jogar nesse time

Por: Viviane Macedo - Emprego Certo, UOL

Desenvolver sozinho um trabalho com qualidade é tão importante quanto ter um bom rendimento trabalhando em equipe. Essas duas habilidades diferentes são esperadas em qualquer profissional, porque há momentos e situações para cada uma delas - em qualquer área, em todo trabalho.

Quando a concentração é necessária para a leitura de um contrato ou redação de um texto, nada melhor que uma sala silenciosa e ninguém para interromper o pensamento. Agora, quando o assunto é a análise para melhoria de um projeto ou a busca por novas ideias para o desenvolvimento de um trabalho, não há o que substitua uma equipe competente, pensando junto e contribuindo com diferentes perspectivas.

Mesmo diante do segundo caso, há quem prefira trabalhar sozinho e sem opiniões diferentes da sua. No entanto, no papel e até mesmo durante as entrevistas de emprego são poucos e quase raros aqueles que assumem não ter essa competência. "Alguns profissionais encontram maior dificuldade em prezar pelo trabalho em equipe, em virtude do egocentrismo. As pessoas não aceitam compartilhar o conhecimento, os sonhos, as metas. Existe muito o 'eu' e isso não permite uma integração do grupo", afirma o palestrante e especialista no assunto, Dalmir Sant'anna, que diz ser fácil identificar profissionais com essa inabilidade.

Sant'anna explica que o individualismo, muito latente em alguns, é a maior causa da formação de equipes fracas e de pouco sucesso. "Quando paramos para estudar grupos que não dão certo, percebemos que eles são tão segregados, tão individualistas que não conseguem se desenvolver", diz. "Alguns profissionais sabem tudo da área, entendem tudo do trabalho, mas são incapazes de ensinar a pessoa que está ao lado", completa.

Estudando o outro lado, equipes fortes e com bom desempenho têm em comum, segundo Sant'anna, o reconhecimento por parte do gestor e dos demais integrantes do grupo. Ao invés da famosa "puxada de tapete", o mais percebido é o reconhecimento entre as pessoas. "Você percebe que não há um querendo boicotar o outro, mas sim, pessoas reconhecendo as diferenças, percebendo o nível de envolvimento de cada uma e, principalmente, sabendo dar parabéns para aquela que alcançou a meta", conta o palestrante.

..:: Tem de jogar junto ::..

Para ter um bom desenvolvimento em grupo é preciso muito mais que se relacionar bem com as pessoas. Segundo o consultor do Instituto MVC, Américo Marques Ferreira, trabalhar bem em equipe não é uma competência isolada, mas sim, um conjunto de habilidades que permitem que pessoas diferentes tenham objetivos em comum e caminhem no mesmo rumo. Nesse sentido, o mercado espera muito de todos os lados - profissionais e lideranças.
"O líder precisa dar exemplo, saber apoiar, estabelecer direcionamento, cobrar resultados, entre muitas outras coisas. E o profissional para participar de uma equipe precisa ter capacidade de empatia, saber ouvir, colaborar, perseguir objetivos comuns e assim por diante", explica Ferreira.
O consultor direciona o assunto para o âmbito do esporte para exemplificar. Num jogo de futebol, o que seria do melhor do mundo, se aquele que não é tão consagrado quanto ele não passasse a bola? O que seria do goleiro se os outros jogadores não tentassem impedir a chegada do adversário na grande área? E o que seria do técnico se o time não estivesse alinhado, pensando em equipe e buscando a meta? Nada. Sabe por quê? Porque uma equipe só desenvolve junto, senão não pode ser chamada de equipe.

"Quando pegamos um time todo fragmentado, onde o ego é mais importante do que o resultado da equipe como um todo, vemos a equipe que tem as competências mais elevadas perdendo para uma outra que sabe trabalhar em coletividade, mesmo sendo mais fraca", exemplifica Ferreira. Para ele, isso é reflexo claro do mercado de trabalho, quando não há cooperação mútua entre as pessoas, os resultados são comprometidos.

..:: Transformando eu em nós ::..

A afirmação não é de que o trabalho individual será extinguido, muito pelo contrário, ele sempre existirá, afinal, em equipe ou não, sempre chega a hora de sentar e desenvolver a sua parte. Mas o que tem de acabar é o pensamento individualista, pouco coletivo. "Isso só será mudado quando as pessoas deixarem o ego um pouco de lado e perceberem que o que tem de aparecer não é o nome delas individualmente, mas o nome da equipe, do grupo", aponta Sant'anna.

Para que essa transformação seja efetiva será preciso parar de perder tempo com o que não é importante e focar no que realmente tem valor. "Há profissionais que perdem muito mais energia em não permitir que o outro alcance um objetivo do que em fazer com que a equipe seja bem-sucedida. Isso precisa ser repensado", afirma Ferreira.

"Precisamos estar em constante evolução e não parar nunca, isso ajuda na afirmação pessoal, que também pode melhorar a questão do trabalho em equipe", garante Sant'anna, que finaliza "O mercado valoriza muito profissionais que conseguem ter bons desempenhos - individualmente e em equipe".