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11.26.2009

Gestores da internet preparam novas regras

Por: Ana Luiza Mahlmeister - Valor On-line

Com 40 anos de vida, a internet se prepara para mudanças importantes. Criada como uma rede universitária, a Arpanet, no fim da década de 60, a rede mundial de computadores massificou o protocolo IP - o padrão que permite a troca de dados entre os computadores -, foi acumulando camadas de outras redes e agora precisa dar novos passos para continuar crescendo. Para ir além dos atuais 2 bilhões de computadores conectados, os gestores da rede iniciaram um movimento de migração gradual do protocolo IPv4 para o IPv6, que aceita um número praticamente ilimitado de máquinas interligadas.

Outra mudança importante será nos nomes de domínio de primeiro nível (".com", ".net", ".org" etc) que somam apenas 22 e limitam a expansão dos negócios na rede. Previsto inicialmente para o ano que vem, o guia do candidato aos novos domínios - o conjunto de normas que regulará a candidatura aos nomes que serão criados - está em sua versão três, mas a definitiva não tem data para ser lançada. "Há muitos interesses em jogo, pois [a mudança] afetará diretamente marcas e produtos, além de abrir um leque muito maior de empresas registradoras de domínios", explica Karla Valente, diretora de produtos e serviços da Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (Icann, na sigla em inglês) que esteve em São Paulo para participar do evento "A internet do futuro", também patrocinado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet).

A Icann, que elabora as normas da internet, propõe a ampliação ilimitada de domínios genéricos de primeiro nível ou gTLDs (generic Top-Level Domain), o nome que vem depois do ponto (com, org etc), sem incluir os nomes de países, regidos por outras regras. Na prática, uma empresa poderia se candidatar a ser proprietária de qualquer palavra na rede mundial como www.notícias, www.finanças ou www.futebol, por exemplo. Os novos domínios podem ser comunidades como www.ianomami, marcas de empresas, setores como www.bancos, produtos e entidades. Para a Icann, isso aumentará muito a complexidade de administração dos domínios, que podem chegar às centenas e até milhares.

Só podem se candidatar pessoas jurídicas. Para se aplicar a um domínio será necessário preencher uma proposta on-line no site da Icann e pagar US$ 185 mil de taxa de análise. Essa candidatura será analisada por vários conselhos internos e colocada em consulta pública para a manifestação de outras empresas. Caso haja oposição, há outras taxas de defesa do domínio. Uma vez aprovado o domínio, a taxa de manutenção anual é de US$ 25 mil. As empresas que se candidataram a determinado domínio poderão fazer uso dele ou licenciá-lo para outros interessados. "A empresa que detém o 'notícias', por exemplo, poderá comercializar o nome para um jornal ou revista que queira fazer uso dele", diz Karla. No caso de duas empresas se aplicarem ao mesmo domínio, haverá leilão, elevando o gasto para muito além dos US$ 185 mil iniciais.

A Icann também poderá enviar a candidatura para análise do World Intelectual Property Organization, que arbitra sobre marcas e propriedade intelectual.

Um dos principais obstáculos ao lançamento do Guia do Candidato é definir possíveis bloqueios de candidaturas e se a Icann poderá fazer isso. A propriedade virtual de palavras como "Deus", "holocausto", "Jesus", "Islã", entre muitas outras, devem provocar polêmica. Há também a oposição de empresas que anteveem a pressão de registrar domínios de todos os seus produtos, elevando muito os custos. Outra dificuldade está nas normas de aceitação de nomes de comunidades pois haverá dificuldade para provar que são representativas (como o domínio www.tupi-guarani, por exemplo). Essas questões não são fáceis de resolver e podem consumir todo o ano que vem, afirma Karla.

Hoje, existem 900 empresas registradoras de domínios (as chamadas "registrars") no mundo. A mais famosa é a Verisign (dona do ".com" e ".net"), com 50% do mercado. Eduardo Parajo, presidente da Abranet, acha difícil que a ampliação dos nomes de domínio represente uma oportunidade para os pequenos provedores de acesso à internet. "O investimento de uma licenciadora de domínios começa em US$ 500 mil. É um mercado para grandes empresas", afirma Parajo.

10.02.2009

Problemática das Redes Sociais

Por: O Gerente

"Socorro! Meu chefe quer ser meu amigo no facebook" este é um post do Jeremiah Owyang que debate acerca de uma situação corriqueira hoje em dia: As redes sociais se transformaram num local perfeito para conhecer os candidatos e/ou funcionários.

O artigo debate a questão de um amigo dele em que o chefe pediu para ser adicionado no facebook (maior rede social do mundo, em expansão pelo Brasil, mas fortíssima nos EUA) e a resposta do Jeremiah foi muito interessante.

Ele destaca 5 possibilidades de resposta e faz um contraponto com o a posição do chefe.

Divido com vocês as possibilidades e contraponto com a minha opinião.

1. Não faça nada - Apenas ignore o pedido (o facebook não avisará a pessoa nada) e deixe assim mesmo.

2. Negue o pedido - Responda para o chefe dizendo que o facebook é apenas para familiares e amigos. Neste quesito a chance de problemas de relacionamento são grandes.

3. Adicione ele - e corra o risco de ver a tua vida exposta de forma integral. Não é o simples fato de aceitá-lo. É compartilhar com ele tudo que está sendo dividido na rede social.
4. Redirecione para o LinkedIn - exponha que o facebook é apenas para assuntos particulares e dê o seu perfil no linkedin que é para assuntos profissionais. Contudo aqui pode ficar aquela dúvida, se não sou teu amigo sou apenas chefe, o que estás querendo esconder?
5. Usar os recursos de permissão e filtro no Facebook - embora muitos desconheçam, o facebook permite filtros e demonstração de conteúdos específicos para os grupos filtrados.

A melhor alternativa segundo Jeremiah (eu concordo) é a de número 5, ou seja, aceite seu chefe, crie um grupo específico para ele e limite o que pode ser visto.

Aliás, se fizeres assim com todos os grupos que pertence, facilitará ainda mais os relacionamentos, pois os familiares verão assuntos familiares, trabalho de trabalho, etc. Sem bagunça, sem mistura de assuntos, tipo um João te chamando de traidor e Judas que só você e ele sabem da estória engraçada que levou a este apelido, mas um colega de trabalho pode até mesmo deixar de falar contigo se ler algo assim.

..:: E se você é chefe? ::..

Os líderes devem ter uma sensibilidade maior em relação aos funcionários. Devem avaliar bem se a relação que possuem é de trabalho ou amizade, quiçá ambos. O fato de solicitar para serem adicionados é muito mais amplo do que apenas estarem próximos. É um pedido de "estarem conectados" virtualmente, sabendo o que fazem, resultado da balada, etc. Pode ser muito mais do que um colega de trabalho quer e "pode" dizer.

As redes sociais são muito invasivas se não utilizadas corretamente. Devemos ter cuidado, principalmente se estamos na liderança de equipes.

E o que você acha disto?

7.29.2009

Networking em redes sociais: você acompanha essa tendência?

Por: Renato Grinberg* – Portal Administradores

Networking nada mais é que a construção de relacionamentos que atendem a interesses pessoais e profissionais.

É estar antenado às novidades e às tendências de mercado para se atualizar ao que acontece e fazer novos contatos. Antes da revolução da internet, os únicos meios de fazer esse relacionamento eram por meio de visitas, almoços, cartas e feiras de negócios, métodos necessários ainda hoje, mas que demandam muito tempo e nem sempre são viáveis.

Os meios de comunicação eletrônicos revolucionaram o modo com que as pessoas se relacionam e constroem suas listas de contatos. Hoje muitos profissionais e executivos aderem às novas redes sociais online graças à facilidade do uso, a rapidez e à instantaneidade. Por esses motivos, ferramentas como o Twitter e o LinkedIn, por exemplo, deram certo e hoje fazem tanto sucesso.

Para a conquista de uma oportunidade de emprego, nada melhor mesmo que um bom networking. O microblog Twitter é cada vez mais utilizado para este fim. Portais de recrutamento agora o utilizam para divulgação de vagas e os seguidores economizam tempo, pois as recebem em sua página principal em tempo real. Já o LinkedIn é utilizado exclusivamente para fins profissionais e tem a finalidade de permitir a troca de experiências, a atualização dos acontecimentos do mercado e a interação sobre novas práticas de empresas.

Além disso, uma novidade que, pouco a pouco, toma conta do mercado são as redes colaborativas, que conectam o empregador aos candidatos que estão em busca de uma oportunidade de emprego. Há alguns anos as empresas eram acostumadas a receber pilhas de currículos e demoravam muito tempo para filtrá-los. Hoje as ferramentas da internet e do computador fazem isso em segundos. É muita facilidade e possibilidade de integração.

Esses são apenas alguns exemplos das muitas possibilidades de interação. O que mudou com a ascensão da internet foi que ela trouxe uma maneira muito mais rápida, prática e assertiva de realizar contatos. Basicamente, o acesso a informação se tornou muito mais democrático. Mas é importante ressaltar que não podemos esquecer-nos completamente do contato pessoal e que a internet e qualquer outra ferramenta de comunicação deve ser usada como um facilitador para esse tipo de contato e não como um substituto.

Se utilizados corretamente, os meios de comunicação online e as redes sociais podem ser ótimas ferramentas de apoio ao profissional para conquistar espaço no mercado de trabalho, por meio de outras pessoas que já estão lá, além de divulgar o seu potencial e as competências a quem precisa saber da sua existência. Tenha bom senso e aproveite o que a internet oferece ao seu favor.


* O autor é diretor Geral da Trabalhando.com.br e especialista em mercado de trabalho. Aos 35 anos, Grinberg tem em seu currículo passagem por várias multinacionais, como a diretoria Geral da Latin American Multichannel Advertising Council (LAMAC), além de uma carreira internacional tendo trabalhado em empresas como a Sony Pictures e Warner Bros. em Los Angeles. Renato é formado em Música e Filosofia pela FAAM, pós-graduado em administração de empresas pela UCLA e possui MBA pela University of Southern California, Marshall School of Business.