..:: [Pesquisa] ::..

..:: [Translate] ::..

Mostrando postagens com marcador Negociação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Negociação. Mostrar todas as postagens

6.03.2010

Mulheres são melhores líderes que homens

Mulheres que ocupam cargos executivos são vistas como melhores líderes do que os homens, aponta um novo estudo da Universidade Duke, dos Estados Unidos. O importante, de acordo com os especialistas, é que elas quebrem a barreira do estereótipo de que são muito "sensíveis" para comandar uma negociação.

A pesquisa, que foi publicada no Journal of Applied Psychology, concluiu que as mulheres são consideradas mais eficientes para assumir cargos de lideranças, e elas também sabem levar melhor os relacionamentos profissionais do que os homens. "Em ambientes de negócios, competência e simpatia costumam ter um certo nível de compatibilidade para as mulheres", destaca o coordenador Ashleigh Rosestte.

Avaliação - O levantamento para avaliar o papel das mulheres à frente dos negócios foi feito com mais de 300 estudantes da universidade - de graduação e pós-graduação -, que analisaram as características de líderes fictícios. Quando compararam as trajetórias de mulheres e homens citados e a razão de seu sucesso, eles se mostraram mais favoráveis à ascensão delas. Eles justificaram dizendo que as mulheres são mais competentes, principalmente por enfrentar os preconceitos da sociedade para assumir funções antes exclusivamente masculinas.

"Muitas vezes, as mulheres têm que trabalhar duas vezes mais para obter a metade do reconhecimento conferido aos homens. Então, executivas bem-sucedidas podem se beneficiar desta percepção, levando vantagem no posto de líder", explica Rosestte, salientando que os traços de um líder tradicional, geralmente remetidos a um homem, devem ser eliminados.

..:: Fonte: Veja.com

Endomarketing ainda é pouco usado por muitas empresas

Por: Bernt Entschev - ParanaShop

Aos olhos de muitos empresários e donos de pequenas e médias empresas, o investimento em um setor de Comunicação ainda não é visto com bons olhos. Parece ser outro gasto supérfluo, mas a comunicação interna pode mudar – e muito – o interior e o clima de trabalho de uma empresa por dentro. Qual empresa nunca pensou em fazer uma campanha para redução de custos e economia de papel? Este tipo de ação é um exemplo de marketing interno.

Baseado em ações de marketing aliado ao setor de RH, profissionais destinados a isso podem desenvolver o endomarketing e garantir grandes melhorias no que diz respeito a assuntos de interesse dos colaboradores. A partir do momento em que o RH constata uma necessidade dos funcionários, a área de comunicação desenvolve campanhas para atender essas demandas.

Para Bernt Entschev, headhunter e presidente da De Bernt Entschev Human Capital, o endomarketing “tem papel fundamental no que diz respeito a fazer o colaborador vestir a camisa da empresa”. Ele ressalta ainda que as ações promovem a integração entre funcionários, setores e hierarquias, tornando o ambiente de trabalho mais agradável. “É muito confortável trabalhar em um ambiente onde ninguém se sente superior ou inferior a ninguém. Todos são iguais, afinal de contas”, completa Bernt.

Há uma variedade imensa de ações que podem ser desenvolvidas. Além de comunicar mudanças através de canais tradicionais como jornal mural ou newsletter, podem ser ofertados ainda cursos, palestras, workshops, festas, descontos e bônus especiais nas lojas da empresa etc. “O canal de comunicação empresa-funcionário é importantíssimo para que ele se sinta integrado a ela. Quando ele acredita na empresa e nos produtos/serviços que ela oferece, certamente vai trabalhar com muito mais gosto pelo seu desenvolvimento”.

4.11.2010

Chemtech desenvolve talentos através de mentores

Por: Patrícia Bispo Portal RH.com.br

A constate necessidade de aprendizado levou o homem a evoluir da conhecida "idade da pedra" até a Era da Tecnologia na Informação. Durante esse período de desenvolvimento, o ser humano utilizou sua capacidade de relacionamento para disseminar e adquirir novas informações. Isso é facilmente perceptível em todas as fases da vida humana e começa muito cedo. Para se ter um exemplo por qual todos passam, basta apenas reportar o momento em que uma criança nasce. A partir do momento em que ela sai do ventre da sua mãe, para sua sobrevivência ela é levada a aprender a mamar.

O processo de aprendizado para o homem o acompanha ao longo da sua trajetória, não importa a sua cultura, sua nacionalidade e tampouco seu grau de instrução acadêmica. A palavra de ordem é: aprendizado contínuo. Nas organizações, o fato repete-se mesmo que as pessoas não percebam. Na Chemtech, por exemplo, empresa de consultoria e prestação de serviços em engenharia e TI, os próprios colaboradores inseriram no seu dia a dia a vontade de aprendizado, mas com uma peculiaridade: eles buscaram a orientação e se espelhavam em outros colegas de trabalho com mais experiência para aprimorar novas competências.

Esse fato foi considerado tão positivo que a área de Recursos Humanos valorizou a iniciativa dos funcionários e formalizou as ações, criando oficialmente em 2005 o Programa de Mentorado. Atualmente, a empresa conta com 50 mentores capacitados e mais de 400 mentorados em todos os escritórios. Essa prática estimulou uma integração ainda maior entre os funcionários e estimulou um acompanhamento personalizado do desenvolvimento profissional de cada colaborador, através da troca de experiência entre os mentores e mentorados.

..:: Leia o artigo completo no Portal RH.com.br

Que el Mundial de Fútbol no pare el ritmo de la oficina

Por: CNN Expansion

Un especialista en Recursos Humanos ofrece tips para adoptar dentro de la organización para aprovechar el Mundial de Fútbol como factor de vínculo en los lugares de trabajo y evitar caída de productividad.

Cada partido implica 120 minutos de focalización del empleado en el balón. Lo mejor es asumir el hecho y ayudar que en ese tiempo la oficina no se anarquice.

El Mundial de Fútbol es un evento que se repite una vez cada cuatro años, es la contienda deportiva más importante y más vista a nivel global. Naturalmente, Centroamérica no es la excepción y la expectativa de los aficionados regionales es mayor este año por la participación de la selección de Honduras.
..:: ¿Tu empresa está preparada para enfrentar el mes del Mundial sin perder horas de trabajo? ::..
Según Alexander Rodel, de la Asociación Mexicana de Empresas de Capital Humano (AMECH), este evento deportivo se puede utilizar como el pretexto perfecto para incrementar la interacción entre los colaboradores de la organización.

Pero, para ello, las empresas deberían tomar en cuenta una serie de factores, asegura Rodel. Entre ellos, tomar en cuenta la diferencia horaria con la nación sede (Sudáfrica) del evento.

Es muy probable que la mayoría de los partidos de interés se den a la hora de entrada o a la hora de comida, "por lo que las empresas deben contar con una buena estrategia para lograr que sus colaboradores no dejen de trabajar", advierte el especialista.
..:: ¿Qué hacer? ::..
Aunque depende de la cultura organizacional y la infraestructura de cada empresa, "es recomendable colocar televisores en las oficinas para que la gente pueda observar los partidos, esto genera que se pueda seguir trabajando durante el partido o inmediatamente después de que termine. Asimismo, beneficiará la interacción entre los trabajadores y sus directivos quienes pueden compartir esos momentos", indica Rodel.

También puede ser una buena opción colocar un televisor de pantalla grande o un proyector en el comedor de la empresa, o un lugar espacioso dentro las oficinas.

"Si se considera esta opción, es importante solicitar que los empleados direccionen sus extensiones a su celular, de tal manera que si algún cliente llama u otro colaborador requiere asistencia se le pueda seguir brindando aún durante los 120 minutos (aproximadamente) que dura un partido de fútbol".

Rodel aconseja también aprovechar la oportunidad para hacer un desayuno o una comida "mundialista" con los empleados y sus directivos. Esto, dice, generará compromiso y mayor interacción entre todos los colaboradores, lo que eventualmente se refleja en la productividad y en los resultados de la organización.


3.06.2010

IBELG ::: Estudos & Pesquisas ::: O que esperar de 2010

Por: Marco Aurélio Bedê - Instituto Brasileiro de Excelência em Liderança e Gestão (IBELG)

"De acordo com a mais recente estimativa do FMI, a economia mundial registrou no ano passado o pior desempenho das últimas 3 décadas em termos de taxa de crescimento, com queda de 0,8% no PIB mundial. Esse péssimo indicador é um resultado da crise financeira internacional, cujo estopim foi a quebra do Lehman Brothers, em fins de 2008.

Passado o período de maior turbulência (2008/2009), poderíamos nos perguntar, a crise de fato acabou? O que vem a seguir? Qual a situação do Brasil? O que devemos esperar de 2010? E para os próximos cinco anos? E o que nos aguarda até 2.020?

Essas são algumas das questões que são abordadas pelas palestras oferecidas pelo IBELG, e cuja análise vamos aqui sumarizar, com maior foco no ano de 2010.

Ainda é cedo para afirmar categoricamente que a crise acabou. Os principais elementos que levaram à crise continuam presentes. O sistema financeiro norte-americano e europeu foram “saneados” apenas parcialmente. Graças à ajuda bilionária dos governos dos países desenvolvidos conseguiu-se evitar o colapso do sistema financeiro internacional. Porém, os bancos dos países desenvolvidos continuam mal das pernas, com prejuízos elevados, fruto de aplicações elevadas em ativos de elevado risco, que não são tão fáceis se desfazer.

Além disso, os elevados níveis de desemprego em países como Estados Unidos e na Zona do Euro tendem a retardar a recuperação mundial. Para se ter uma idéia do problema, só no último mês quase 2 milhões de pessoas solicitaram seguro desemprego nos Estados Unidos. Por outro lado, na China se verifica situação inversa: o governo retirando as medidas de apoio à economia, visto que aquele país entrou em 2010 já em forte ritmo de crescimento. No entanto, são poucos os países nessa situação, e a maioria deles ainda deve demorar a apresentar taxas de crescimento mais robustas."

..:: Artigo completo: IBELG » Estudos & Pesquisas

2.01.2010

Minoria no controle

"De forma gradual, o Brasil conta a cada ano que passa com um número maior de companhias em que o comando é exercido por um acionista relevante, porém sem a maioria absoluta do capital. Lentamente, a estrutura de propriedade corporativa do país, conhecido pela elevada concentração familiar, começa a mudar. Em 2009, sete empresas foram incluídas no seleto grupo daquelas cujo controle é exercido pela minoria e duas companhias pulverizaram suas ações.

A decisão de emitir mais papéis para capitalizar o negócio levou à diluição dos principais acionistas das construtoras Rossi Residencial e MRV, da companhia de consumo Hypermarcas e da empresa de concessões rodoviárias CCR. A conversão de dívida em capital e a saída dos fundadores pulverizou o capital da Brasil Ecodiesel. A Cetip já foi à BM&FBovespa dessa forma e a Agre Empreendimentos também nasceu com controle minoritário, após a combinação de Agra, Abyara e Klabin Segall."


..:: Matéria completa: Minoria no controle



1.18.2010

Projeto de Eike promete "matar paulista de inveja"

"A reforma do Hotel Glória, comprado por R$ 80 milhões em 2008 pelo empresário Eike Batista, dono da EBX, começou efetivamente no início deste mês, depois de um longo período de demolição. Centenas de caminhões de entulho depois, a obra começa tendo apenas a fachada clássica do antigo hotel de pé. O objetivo de Batista é que o hotel, que vai se chamar Glória Palace, se torne um novo ícone do Rio de Janeiro quando for reinaugurado no fim de 2011. A reforma vai custar R$ 120 milhões, elevando o custo total do empreendimento para R$ 200 milhões.

O hotel, que não é tombado pelo Patrimônio Histórico, mas sim preservado, é mais um dos projetos apelidados por Eike Batista de MPI, sigla de 'Matar Paulista de Inveja', inventada pelo empresário. A lista de entretenimento do grupo de Batista inclui o iate Pink Fleet, que faz passeios turísticos pela Baia de Guanabara, o restaurante de comida chinesa Mr. Lam, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Provocações à parte, o objetivo de Batista é transformar o Glória em uma opção para empresários e turistas em busca de charme, conforto, uma vista deslumbrante da Marina da Glória - cuja concessão ele acabou de comprar - e próximo do aeroporto Santos Dumont e do centro do Rio de Janeiro.

O Gloria Palace terá um restaurante com cúpula de vidro, spa, piscina com borda infinita, um bar a céu aberto na cobertura e um centro de convenções para reuniões corporativas. O preço das suítes vai variar entre R$ 800 e R$ 1,2 mil reais. Já a suíte presidencial custará mais de R$ 6 mil."

..:: Leia a matéria completa: Projeto de Eike promete "matar paulista de inveja"

1.11.2010

Japan Airlines pode eliminar mais de 15 mil empregos

Por: Juliana Cardoso - Japan Airlines pode eliminar mais de 15 mil empregos

"A Japan Airlines (JAL) está prestes a eliminar mais de 15 mil vagas e se prepara para pedir proteção contra credores, conforme reportagens divulgadas ontem e hoje.

O Kyodo News, por exemplo, publicou que, pelo plano de reorganização proposto pelo Enterprise Turnaround Initiative Corp. do Japão (ETIC), uma entidade de reestruturação corporativa apoiada pelo estado, a JAL deve eliminar postos de trabalho durante três anos fiscais até março de 2013.

O plano incluiria ainda um novo investimento de 300 bilhões de ienes (US$ 3,3 bilhões) pelo organismo com apoio do governo e o saneamento das dívidas durante o processo de recuperação judicial.

O Mainichi Daily News observou, por sua vez, que o ETIC pretende nomear uma pessoa de fora da empresa aérea como novo executivo-chefe e que a escolha teria recaído em Kazuo Inamori, de 77 anos, fundador do grupo de eletrônicos Kyocera. Para diretor operacional, a indicação sairia do quadro interno.

A publicação acrescentou que a JAL deve pedir proteção contra credores sob a Lei de Reabilitação Corporativa até 19 de janeiro e que a nova equipe administrativa da aérea ficaria encarregada de decidir se fará uma parceria com a Delta ou com a American Airlines no fim de fevereiro.

O ETIC avalia, no entanto, conforme o Mainichi Daily News, rejeitar qualquer capital estrangeiro para ter uma posição firme na proposta de reconstrução da JAL e limitar uma eventual aliança a operações de negócios.

O jornal Asahi reportou que as ações da JAL, que caíram nas últimas semanas, vão ser retiradas da bolsa".



Eletrônicos - Submarino.com.br

12.01.2009

Conflitos dentro da empresa devem ser criativos

Confrontos internos nas empresas sempre acontecem, mas devem ocorrer com criatividade, para estimular a saúde da empresa e dos colaboradores.

Segundo o especialista em planejamento estratégico Luiz Alberto Ferla, o conflito criativo deve ser focado na resolução de problemas profissionais e na discussão de ideias positivas para a organização.

..:: Discussões acaloradas ::..

Ao promover um espaço para discussões, é fundamental ressaltar que aquele momento seja destinado ao debate de informações, visando ao crescimento dos funcionários e da empresa. Por isso, os profissionais não podem considerar opiniões pessoais sobre seus colegas.

"O bom profissional é aquele que sabe assumir um erro e que não o repete. Tem de existir maturidade entre as pessoas para que ocorra o conflito criativo", afirma Ferla.

..:: Sobre o líder ::..

Nesta ocasião, o líder deve ser o primeiro a possibilitar condições para que haja discussões entre seus liderados, admitindo em sua equipe pessoas emancipadas, em termos de competências técnicas, humanas e familiarizadas com o livre pensamento.

As principais características deste chefe são habilidade e humildade. A primeira é fundamental para poder intermediar o confronto em sua equipe, enquanto a outra significa considerar as opiniões contrárias, agregando conhecimento para as atividades desenvolvidas.

"A ideia de líder é aquele que consegue que as coisas certas sejam feitas, aquele que conhece seus pontos fortes e os emprega onde possa obter o melhor resultado possível e que possui caráter e integridade", explicou o especialista.

..:: Fonte: InfoMoney

11.25.2009

Cenário para profissionais

Por: Rosângela Bittar* - Valor On-line

Com o fim do processo eleitoral interno para escolha da nova direção do partido e a vitória esmagadora da facção Construindo um Novo Brasil (ex-Articulação), a consequência imediata para a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, será a profissionalização da sua campanha presidencial, que passará agora por correções de rumo.

O ator principal a entrar em cena é o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, que já vinha atuando discretamente mas agora assume, com a eleição para o Diretório Nacional na chapa vencedora, direta e intensamente, à luz do dia, o papel que desempenhou na eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Principalmente o de negociador de alianças que favoreçam o PT, levando seu partido a fazer concessões onde for pressionado a abrir mão de tudo, e conquistando apoios dos aliados onde o PT estiver realmente melhor.

Será imperdível o espetáculo do convencimento de Fernando Pimentel (PT), em Minas Gerais, sobre a supremacia da candidatura do pemedebista Hélio Costa, à frente nas pesquisas, como o show de conquista do PMDB do Rio Grande do Sul para engrossar o eleitorado de Tarso Genro (PT) terá bilheteria esgotada.

Seja para o bem do PT seja para o mal do PT, esta é agora uma tarefa de José Dirceu e seu grupo facilmente mobilizável, cuja liderança nunca perdeu.

O ex-ministro da Casa Civil que, quando foi defenestrado do governo, ceifado pelo mensalã1o, passou seu cargo exatamente para Dilma Rousseff, poderia, por que não, estar agora no lugar da ministra. Mas não está. O peso das denúncias contra ele não permitiu recuperar-se a este ponto. Criou para si uma alternativa de ação política que, tanto deu certo, lhe permitiu o retorno oficial, em triunfo, agora, à luta partidária.

Dirceu, segundo seus amigos, não queria de novo este papel e volta contra a vontade. Considerava esgotada sua fase de dirigente do PT. Estava noutra. Pela experiência acumulada na formação de alianças, e sobretudo pela ascendência sobre os companheiros de partido e dirigentes das agremiações aliadas, foi convencido a retomar a velha tarefa.

Sai encolhido desse processo eleitoral interno o grupo do ministro Tarso Genro. Mais encolhida ainda a esquerda. Duas tendências que terão a consideração do seu tamanho nas negociações de chapas Brasil afora.

E o partido, pós eleição do novo comando, já foi enquadrado em pelo menos uma questão: a pressão sobre Dilma para que se deixe treinar para o contato com o público, a imprensa e até as bases do PT. A ordem é deixá-la tocar a campanha, até segunda ordem.

Análises petistas vinham identificando ineficiências e insuficiências no desempenho da candidata. Espalhavam-se, sobretudo no PT, mas também entre aliados, as vozes que clamavam por um afastamento das tarefas da Casa Civil, mesmo que não oficialmente, de forma que tivesse os benefícios de ser dona do cargo e da proximidade do presidente Lula e liberdade maior para dedicar-se à preparação do seu papel na campanha.

Notadamente depois de certos desempenhos em público nos quais, como o do apagão de energia, por exemplo, impacientou-se com perguntas e perdeu a capa de doçura com que se tentava fazer esmaecer a aspereza impregnada na sua imagem, Dilma foi pressionada.

Durante duas semanas, petistas de cúpula discutiram o imperativo do afastamento da ministra para ensaios intensivos. Embora soubessem que a campanha seguia organizada, com um núcleo político funcionando já de forma integrada, com a participação de Ricardo Berzoini, Antonio Palocci, Fernando Pimentel, Gilberto Carvalho, Franklin Martins e Alexandre Padilha, além de um segundo escalão de assessoria política em funcionamento, as avaliações mostravam fragilidade da candidata quando não monitorada.

Assustou os dirigentes a reação da candidata na primeira vez em que foi confrontada com um problema administrativo de sua responsabilidade, o apagão de energia. Para superar os desafios da baixa execução do PAC, outro exemplo de grande projeto sob sua administração direta, o próprio presidente Lula interferiu, transferindo ao Tribunal de Contas da União a culpa e tirando da candidata a deficiência que poderia ser a ela atribuída. No apagão não houve tempo para maturar uma saída deste tipo.

Num primeiro momento, a ministra foi afastada de cena e o ônus político foi assumido pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Depois de novos balanços políticos, ela reapareceu e falou do apagão, mas deixou que o temperamento se evidenciasse. O aconselhamento dizia para se afastar, acalmar-se, reduzir o stress, ter uma preparação mais intensiva no diálogo com a imprensa. O PT preocupou-se também porque, nos contatos com os partidos, Dilma vinha se excedendo, irritando-se com tudo e todos, na base.

Como exemplo do que um escorregão retransmitido em rede é capaz, em um debate petistas mencionaram que, hoje, ninguém mais se lembra da cena, mas foi o gesto de Maurício Marinho, então diretor dos Correios, embolsando R$ 3 mil, que detonou o esquema do mensalão.

Como neopetista, a ministra ainda causa estranheza ao partido. A cúpula queria dela mais diálogo e acha que não adianta fazer isto quando estiver no alto das pesquisas. As mulheres do PT, por exemplo, estão frias com ela, que teve encontros sociais com um grupo de amigas de Marta Suplicy, não com os escalões institucionais.

Uma equação que, para aqueles que trocam de papel agora com os profissionais do ramo, tem que ser resolvida antes da explosão da candidatura que, preveem, não passa de março do ano que vem.

Dirceu não volta sozinho. A vitória da chapa liderada por José Eduardo Dutra nas eleições internas do partido resgatou todos os que, experientes condutores de campanhas petistas até 2005, foram ceifados pelo mensalão.

Não por acaso a candidata apressou-se a defendê-los com base em que não se deve condenar antes da Justiça. Um velho discurso para a inclusão de companheiros que podem fazer a diferença no vale tudo eleitoral.

* A autora é chefe da Redação, em Brasília.

11.23.2009

Google não comenta notícia sobre plano para desindexar notícias

O Google preferiu não comentar as notícias de que a Microsoft estaria incentivando a retirada do conteúdo da News Corp do buscador mais usado do mundo. Em nota, o Google repetiu a avaliação de que sistemas de busca são um " benefício real " para os jornais e que mantém políticas de " respeitar os desejos dos donos do conteúdo ".

A polêmica surgiu com reportagem do jornal britânico Financial Times, segundo a qual a Microsoft e a News Corp teriam conversado a respeito de um plano em que o conglomerado de Rupert Murdoch deveria ser pago para que o conteúdo produzido por seus veículos de mídia fosse retirado do sistema de buscas do Google. As informações foram atribuídas a uma fonte próxima, que frisou que as negociações estariam em estágio inicial.

A agência de notícias Reuters também ouviu uma fonte não identificada, segundo a qual as conversas com a News Corp realmente ocorreram. Entre os órgãos de imprensa da News Corp estão o The Wall Street Journal, a Fox News e o The Sun.

Segundo o Financial Times, a companhia de Murdoch não foi a única a ser abordada pela Microsoft, dona do mecanismo de busca Bing. Para o jornal, a iniciativa sinaliza uma tentativa da gigante de software de atingir as margens de lucro do rival, já que o Google teria de começar a pagar por conteúdo dos jornais se a ideia for para a frente. Os Murdoch já disseram que procuram fórmulas para cobrar pelo conteúdo na internet.

Leia mais: Valor On-Line