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3.18.2009

Este ano promete... Por isso tenha os melhores talentos ao seu lado

Por: Karin Sato - InfoMoney

Sem uma equipe de qualidade, a missão de superar um momento de crise torna-se quase impossível. De acordo com o diretor de Operações da Human Brasil, Fernando Montero da Costa, a superação está diretamente relacionada a determinadas competências dos profissionais, que são críticas.

"O profissional ideal deve ter capacidade de influenciar e motivar os demais ao seu redor; de tomar decisões em meio a situações complexas e delicadas; de se comunicar e de criar empatia. Ele precisa ainda ter uma visão estratégica, saber trabalhar em equipe e possuir características inatas de liderança", explica Costa.

E como reter esses talentos?

De acordo com o diretor de Operações da Human Brasil, a retenção de talentos depende sim do retorno financeiro, embora existam outras variáveis.

"Em situações normais, isto é, sem crise, é preciso trabalhar planos de carreira; realizar estudos de remuneração; criar sistemas salariais e de compensação, oferecendo uma contrapartida àqueles que se esforçaram e obtiveram resultados; e fazer pesquisas de mercado, para descobrir o quanto o concorrente está pagando", diz ele.

"Já em situações anormais, quando há crises, o fator clima passa a ser ainda mais relevante, de maneira que a empresa deve diagnosticar o cenário atual (saber como os funcionários estão se sentindo), desenvolver trabalhos de motivação, e intensificar o trabalho de comunicação interna, de forma que as informações cheguem a todos com transparência, honestidade e sem distorções", acrescenta.

Não perca os pratas da casa

Toda empresa, de acordo com Costa, possui seus funcionários pratas. Ao contrário do que pode parecer, não são aqueles que estão há mais tempo na organização, e sim os que dão resultados.

"São funcionários valiosos e estratégicos, que podem fazer toda a diferença em um momento crítico, de crise. Mas, para que permaneçam, é essencial que sejam prestigiados de alguma maneira. Para começar, eles precisam ser notificados de sua importância para a empresa, pois é vital que percebam que os demais estão vendo seus esforços", sublinha.

E quem não dá resultados?

Esses precisam saber também que não estão apresentando os resultados esperados, ou mesmo que seu trabalho não está acima da média. Assim, se a empresa tomar uma decisão crítica, como a de demitir, esses funcionários não serão pegos de surpresa.

Afugente o baixo astral!


Em momentos de crise, é comum as empresas cortarem funcionários. O erro, nesses casos, é voltar toda a atenção aos demitidos, enquanto quem fica sofre tanto quanto os que se foram, ou até mais!

Os colaboradores dispensados começarão nova vida, terão tempo para conseguir outro emprego, deixarão o passado para trás. Mas os colegas que ficaram amargarão o clima negativo da empresa, que é inevitável, passarão boa parte do tempo temendo por seus próprios empregos e ainda terão de trabalhar mais, já que terão de fazer o que antes era feito pelos colegas dispensados. Isso sem falar da estranheza que é olhar para a mesa do amigo e vê-la vazia.

Para amenizar os efeitos negativos das demissões, as empresas precisam investir em comunicação, em boletins, intranet e murais. Quem ficou deve saber o que está acontecendo. Mais do que isso: as pessoas que ficaram devem ser valorizadas, pois são elas que ajudarão a empresa a sair da crise. "É essencial não deixar a moral do funcionário baixa", finaliza Costa.
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