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10.17.2010

Elogiar: Avalie a sua vida pela alegria

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas... O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca dos objetivos e metas.

Nesse percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam avante. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes ou colegas de trabalho, é um grande incentivo.

Aprendamos a elogiar as boas atitudes, as idéias felizes, os esforços sinceros daqueles que caminham conosco; digamos-lhes o quanto foi importante trabalhar juntos dedicadamente.

Evitemos abrir a boca para a crítica desalentadora, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos. O rigor desanima e afasta, tanto quanto as bajulações excessivas.
Elogiar é reconhecer as virtudes e os esforços dos outros, assim como gostaríamos que fizessem conosco.

..:: Avalie a sua vida pela alegria ::..

As duas prioridades do Espírito Santo em você são amor e alegria. A pessoa santa é alguém jubilosa. Jesus Cristo é o ser mais feliz no céu (Salmo 45:7). O hábito de resmungar e se queixar, a tendência de ser negativo, refletem em parte a sua vida espiritual. A entrada de um cristão radiante de alegria num grupo é como um sopro de ar vindo do céu".

Texto retirado do livro: Avalie a sua vida: 17 maneiras de examinar a sua vida sob a perspectiva de Deus de Wesley L. Duewel


9.08.2010

Para reflexão...

Olá pessoal!

Gostaria de sugerir uma reflexão sobre determinação, estratégia e carreira baseada na música "Não sou de caô", do Grupo Fundo de Quintal.

Compartilhem suas contribuições!

Um forte abraço!
Sucesso sempre,
Aristides Faria



8.02.2010

Vida

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.

3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.

4. Não se leve muito a sério. Ninguém mais o faz.

5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.

7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.

8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.

9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.

10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.

11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.

14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.

16. A vida é muito curta para auto-piedade. Viva bem, ou morra tentando.

17. Você pode vencer qualquer obstáculos, desde que se dedique a isso.

18. Um escritor escreve. Se você quer ser um escritor, então escreva.

19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.

20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.

21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...

23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.

26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?

27. Sempre escolha a vida.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.

31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.

32. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.

33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.

35. O que não te mata, realmente te torna mais forte.

36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.

37. Seus filhos só têm uma infância. Transforme-as em algo memorável.

38. Leia os Salmos. Eles explicam cada uma de suas emoções.

39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.

41. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.

42. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.

43. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.

44. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

45. O melhor ainda está por vir.

46. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se e se mostre.

47. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.

48. Se você não perguntar, nunca vai saber.

49. Produza.

50. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente.

..:: ESCRITO POR REGINA BRETT, "90 ANOS", CLEAVELAND, OHIO.

7.25.2010

10 pensamentos de Confúcio

- A vida é realmente simples. Nós é que insistimos em torná-la complicada;

- Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida;

- O que você não quer para você mesmo, não faça aos outros;

- Se você atirar nas estrelas e acertar na lua, tudo bem. Mas você tem que atirar em algo. A maioria das pessoas nem sequer atira;

- O silêncio é um amigo que nunca trai;

- Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos;

- De nada vale ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos;

- Ser ofendido não tem importância nenhuma, a não ser que continuemos a lembrar disso;

- Eu escuto e esqueço. Eu vejo e lembro. Eu faço e entendo;

..:: Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem? ::..

Círculo do Ódio

Um famoso senhor, com poder de decisão, gritou com seu diretor porque estava com ódio naquele momento. Seu diretor, chegando em casa, gritou com sua esposa porque estava gastando demais. A esposa, por sua vez, gritou com a empregada que quebrou um prato. A empregada chutou o cachorrinho, no qual ela tropeçara. O cachorrinho saiu correndo e mordeu uma senhora que ia passando pela rua porque estava atrapalhando sua saída pelo portão. Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico porque a vacina doeu ao aplicar. O farmacêutico, chegando em casa, gritou com sua mãe porque o jantar não estava ao seu agrado.
Sua mãe, idosa, passando a mão em seus cabelos e beijando-lhe na testa, disse: “Você está muito nervoso, trabalhou muito, e a esta hora já esta cansado; amanhã você vai se sentir melhor”. Abençoou-lhe e foi deitar.
Naquele momento o círculo do ódio se rompeu, porque encontrou a tolerância, o perdão, a paz e o amor. Se você está ou entra em um círculo do ódio, lembre-se que, com tolerância, perdão, paz e amor, pode-se quebrá-lo!

Pense nisso sempre que estiver triste e descontente com alguém. O mundo pode ser melhor... façamos nossa parte! A palavra branda afasta o furor.

7.22.2010

Mensagem para reflexão: Sucesso sempre

O sucesso da nossa vida e do nosso futuro depende da nossa motivação e determinação, ou confiança em nós mesmos. Através de experiências difíceis, a vida às vezes ganha maior significado.
Se você observar pessoas que, desde o início da vida tiveram tudo, vai perceber como elas perdem a esperança ou se irritam rapidamente quando deparam com pequenas adversidades. Outras, que passaram por dificuldades, têm uma reação diferente porque desenvolveram atitudes mentais mais fortes.
Uma pessoa que passou por experiência de privações consegue enfrentar problemas com mais firmeza do que quem nunca passou por sofrimento. Portanto, visto por esse ângulo, um pouco de sofrimento pode ser uma boa lição para a vida.

Dalai-Lama, em "O Livro da Sabedoria"


7.18.2010

Fábula: O Bom Capitão

Havia um navio a vapor, em águas inglesas, velho, pesado e aparentemente impróprio para continuar navegando, que toda vez que chegava nas docas, de forma desajeitada, derrubava alguma parte do portão de entrada.

Porém, um certo dia, quando se aproximava e todos observavam para ver que tipo de estrago faria, ele passou suavemente, deslizando sobre as águas, sem que nada de anormal fosse visto.

Um dos expectadores gritou:
- O que houve com o velho navio? Alguma coisa aconteceu!

Um dos membros da tripulação respondeu:
- É o mesmo navio velho de sempre, mas temos um novo capitão.

..:: Autor desconhecido

4.26.2010

Mensagem para reflexão: Sucesso


Contribuição recebida por e-mail...

"Há um período na vida no qual absorvemos um conhecimento de nós mesmos", disse Pearl Bailey, "e ele se torna bom ou amargo dentro de nós". Todos nós temos pequenas ansiedades e inseguranças. Se eu lhe pedisse para descrever uma pessoa bem-sucedida, feliz e saudável, talvez você dissesse que ela é confiante, afetuosa, gentil, estável, generosa e assim por diante. E, por um lado, você estaria certo. Mas ser bem-sucedido exige mais do que uma lista de atributos invejáveis. No final das contas, o que realmente importa é o seu VALOR.

Pessoas bem-sucedidas são valiosas. Veja o exemplo dos astros dos esportes com seus contratos de patrocínios multimilionários. Porém, verdade seja dita, ser bem-sucedido, no sentido mais puro da palavra, não tem nada a ver com desempenho, salário ou poder aquisitivo. Tem a ver com o seu VALOR - e se você reconhece ou não. Quando compreende seu valor pessoal, quando se sente seguro de quem é, então você se torna uma pessoa bem-sucedida.

..:: Pense nisso ::..

4.11.2010

RH.com.br - Há pequenos príncipes na sua empresa?

Por: Floriano Serra - Portal RH.com.br

"Desde que foi lançado em 1943, o livro 'O Pequeno Príncipe', do jornalista e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry já vendeu mais de 80 milhões de exemplares e foi traduzido para, pelo menos, 160 idiomas, atravessando gerações. Apesar desse sucesso fenomenal, ainda hoje encontramos pessoas pedantes e insensíveis que desqualificam essa extraordinária obra - que, aliás, é um dos meus livros de cabeceira - há décadas.

Essas pessoas: não sabem o que dizem e nem o que estão perdendo. Aliás, a explicação para essa atitude está no próprio livro: 'só se vê (ou se lê) bem com o coração'. Lóóógo...

Há algum tempo visitei a exposição do Pequeno Príncipe na OCA, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Uma festa para os olhos e para a alma. Havia magia e emoção no ar. Havia ternura e empatia entre os presentes - quase uma cumplicidade. E eu não pude deixar de pensar que tudo aquilo era exatamente o que está faltando à maioria dos dirigentes e gestores das organizações. Como o leitor deve saber, o atual ambiente hostil e cruel de muitas empresas está preocupando estudiosos, profissionais da saúde, entidades ligadas aos direitos humanos e à qualidade vida - e até autoridades governamentais. A disseminação das mensagens humanas, pacíficas e sensíveis do Pequeno Príncipe certamente ajudariam muito a transformar o local de trabalho em centro de lucros e realizações e não de ameaças e sofrimentos.

Mas se nem os suicídios anunciados, nem o mortal estresse que assola as empresas, na forma do terrível burnout, nem o aumento dos processos trabalhistas por assédio moral - se nem esses dramas, prejuízos e ameaças estão sensibilizando aquelas organizações para a necessidade de uma urgente revisão da qualidade das relações no trabalho e das formas de pressão para aumento de produtividade, é difícil imaginar o que poderá ser feito para mudar o quadro. Pela mesma razão é fácil imaginar porque o Pequeno Príncipe não tem acesso a essas empresas. E, no entanto, há tantas boas lições de liderança descritas pelo principezinho...

- 'Cativar é criar laços. Se tu me cativas, teremos necessidade um do outro'.
Haverá melhor maneira de se obter o espírito de equipe, a lealdade, a parceria e o comprometimento? Bastará ao gestor cativar seus colaboradores. Simples assim.

- 'O essencial é invisível para os olhos'.
Não seria esta a melhor forma de conduzir os processos de seleção de pessoal? Buscando descobrir a essência dos candidatos ao invés dos seus títulos acadêmicos?"

..:: Artigo completo: RH.com.br - Mudança - Há pequenos príncipes na sua empresa?

1.26.2010

Mensagem para reflexão! Reveja seus conceitos!

..:: Tolo? ::..

Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia... Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- "Eu sei". Respondeu o - não tão - tolo.

- "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda".



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1.02.2010

O melhor do país é o povo brasileiro: Você acredita na EMBRATUR?

Por: João dos Santos Filho

Desde o momento que tomei conhecimento do resultado da pesquisa encomendada pela EMBRATUR ao Instituto Zaytec, intitulada o “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil”. Venho tentando saber mais do referido trabalho, qual foi o projeto elaborado, o problema destacado, a problemática delimitada, a construção e seleção de hipóteses, a metodologia utilizada, a construção de objetivos e a elaboração do questionário. Na verdade tenho buscado entender o tratamento científico dispensado aos dados coletados dessa pesquisa, pois há resultados extremamente inéditos e inesperados diante da percepção que o turista estrangeiro tem sobre o Brasil.

Mas até o presente momento desconhecemos por completo a metodologia utilizada ou qualquer outra informação desse discutível trabalho. E se enganam aqueles que pensam que esta minha preocupação é mera implicância de alguém crítico a “Política Nacional de Turismo”. Nosso questionamento se deve a essência das pesquisas de opinião que podem até de forma involuntária levar a constatações equivocadas ou errôneas.

O filósofo Pierre Bourdieu acredita que a pesquisa de opinião pública apresenta sérios limites, pois banaliza as sondagens e possui pouco rigor científico em sua execução, bem como, não podemos supor que a opinião esteja ao alcance de qualquer indivíduo e que todas têm a mesma opinião ou tenham de fato interesse sobre o assunto. Demonstra que as pesquisas desse tipo em turismo são questionáveis e passíveis de erros qualitativos em razão da hegemonia dos dados coletados.

..:: Clique aqui e baixe o artigo completo (PDF)!

12.01.2009

A Raposa e o Lenhador

Existiu um lenhador que acordava as 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.

Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.

Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.

Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:

- "Lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho."

- "Quando sentir fome, comerá seu filho!"

Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários - ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada.

O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa.

Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta.

O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

11.23.2009

Uma excursão pré-histórica

Por: Fábio Wanderley Reis*

Enquanto contemplamos a movimentação ainda incerta para as eleições do próximo ano e a notável e confusa vacilação do Estado brasileiro com respeito à extradição de Caesare Battisti, convido o leitor a um alargamento especial da perspectiva de tempo no exame de temas de grande relevância potencial para questões contemporâneas. Tivemos há pouco o prêmio Nobel de economia concedido a Elinor Ostrom, representante de uma corrente empenhada em trazer ao tratamento de temas de economia e política uma visão interdisciplinar ambiciosa, que inclui a biologia evolucionária e tem um de seus pontos de apoio na ideia de que a evolução fez de nós "a espécie cooperativa", em que a disposição à reciprocidade e à colaboração contrabalançaria o ânimo competitivo. Um livro recentíssimo do linguista Derek Bickerton, "A Língua de Adão" ("Adam´s Tongue", 2009), intelectualmente ousado e saborosamente polêmico, pesquisa a origem da linguagem humana na remota pré-história da espécie. Ele a encontra no nicho construído a partir da comunicação necessária ao recrutamento de números suficientes para que fosse possível disputar com êxito às feras e abutres a proteína disponível nas carcassas dos animais de grande porte: nossos ancestrais se teriam tornado carniceiros atrevidos (dedicados a "aggressive scavenging" ou "power scavenging"), depois de terem sido os últimos dos carniceiros, resignados a retirar o tutano das ossadas que sobravam da voracidade dos demais.

O desenvolvimento da linguagem surge como decisivo na visão da construção de nosso nicho singular, com o que a ideia dessa construção envolve de participação ativa da espécie (e das espécies em geral) na evolução, em vez da mera acomodação ao determinismo das condições ambientais. Na "coevolução genético-cultural" de que outros têm falado, a articulação de ida e volta entre genes e cultura permite o desenvolvimento da inteligência. E com esse desenvolvimento, entre muitas outras coisas, a passagem para a fabricação de armas e a transição de meros carniceiros a caçadores, e eventualmente, cerca de dez milênios atrás, a revolução neolítica e o surgimento da agricultura sedentária, das cidades e do governo.

A propósito dessa última virada, a antropologia e a sociologia há muito se ocupam de algo que adquire certa feição paradoxal e que Bickerton retoma sob um ângulo peculiar num epílogo de tom pessimista. Trata-se de que, enquanto as condições entrevistas nas brumas anteriores ao período neolítico indicam a perambulação livre de comunidades igualitárias, a ocorrência da agricultura sedentária e do governo centralizado, associados com concentração de recursos e formas rígidas de estratificação social geral, traz o poder. E o recrutamento, por exemplo, que surge cinematograficamente em Bickerton como a convocação de hordas dispersas para a briga com hienas e ferozes dentes de sabre, aparece na sociologia do trabalho dedicada a sociedades "camponesas" de agricultura sedentária (e que o governo centralizado permite considerar politicamente "desenvolvidas") como distinguido por características "familiais" ou "custodiais", em que traços de rigidez e desigualdade ou dominação se fazem presentes.
Naturalmente, é claro o sentido em que a expansão do âmbito ou alcance da colaboração, que o governo unificado de comunidades amplas permite, representa um avanço do ponto de vista de objetivos eventualmente identificáveis como próprios da comunidade como tal, em correspondência com a atenuação que ela realiza da disposição à competição e ao conflito interno. Mas as vicissitudes dos Estados organizados no período histórico, dos grandes impérios burocráticos agrários (ou excepcionalmente mesmo da democracia de Atenas com seu "camponês-cidadão", de que fala Ellen M. Wood) até as sociedades industriais e pós-industriais dos nossos dias, podem ser vistas como a expressão da luta pelo equilíbrio entre o valor da igualdade perdida e o da solidariedade politicamente expandida.
O epílogo mencionado de Bickerton retoma o problema geral em perspectiva evolutiva. Partindo do paralelismo entre a forma de subsistência que teria dado origem à linguagem entre nós e a das formigas e seu sistema de comunicação (o aproveitamento de carcassas de grande porte relativo), Bickerton observa que chegamos a construir cidades-formigueiro - e a produzir automatismos potencialmente antidemocráticos em que um processo evolutivo que continua a desdobrar-se viria selecionando há milênios contra os membros mais independentes e individualistas e em favor da convergência e solidariedade. Quando acabarmos de entender as eventuais mudanças genéticas resultantes, o mal pode estar feito: "Não são necessárias muitas gerações para transformar um lobo em cão".

Fantasias, talvez, de um linguista meio lunático. E contemplar o futuro em nossa ação de hoje já se mostra difícil mesmo quanto aos temas ambientalistas que remetem a um futuro mais próximo. De todo modo, eliminar o "lobo do homem" no homem tem sido o tema central da reflexão da filosofia política não só desde Hobbes, e a dialética entre solidariedade e estímulos à competição e ao conflito é complicada: não se pode apostar sem mais que a questão da ética na política tenda a resolver-se com a vitória de um liberalismo esclarecido sobre a pressão ao conformismo, sobretudo nesta época de terroristas dispostos ao suicídio em nome da fé compartilhada, que confunde até os Estados de maior tradição liberal. Resta, quando nada, insistir em que não cabe reduzir a ética, como em certo "republicanismo", à convergência e à adesão convencional a normas. E afirmar, ao contrário, a superioridade de condições que assegurem a reflexão e o distanciamento crítico, mesmo se capazes de mobilizar o ingrediente cooperativo do nosso legado evolutivo para garantir que as normas próprias e autônomas sejam também responsáveis.

* Fábio Wanderley Reis é cientista político e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. Escreve às segundas-feiras no Valor On-line.