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Mostrando postagens com marcador entrevista de seleção. Mostrar todas as postagens
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3.27.2010

Fundap convida para processo seletivo de estagiários

A Divisão de Estágios da Fundap informa que estão abertas as inscrições para o processo de seleção de novos estagiários para o primeiro semestre de 2010.

As inscrições estarão abertas de 22/03/2010 a 16/04/2010. Maiores informações poderão ser adquiridas através do Edital 01/2010 que segue anexo. Estamos encaminhando também o cartaz contendo informações para divulgação.

Contamos com a colaboração de todos na ampla divulgação deste processo seletivo de estágio que possibilitará aos estudantes de Nível Médio, Educação Profissional e Superior o exercício de atividades correlatas à sua formação profissional, em complementação aos conhecimentos teóricos recebidos.

Certos da colaboração de todos, agradecemos.

Atenciosamente,

Divisão de Estágios da Fundap

..:: Serviço ::..

Baixe aqui o convite deste processo seletivo!

E aqui o Edital!

1.16.2010

EcoSurfi seleciona estagiários

Itanhaém, 12 de Janeiro de 2010

A Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas, no uso de suas atribuições, torna público que receberá currículos, no período de 18 a 28 de Janeiro, na sede da entidade, sito à Rua Maria Deolinda Assunção Sales, 80 – Jardim Mosteiro – Itanhaém/SP ou pelo email ondaeagualimpa@ecosurfi.org para o preenchimento de vagas de estagiários.

..:: Critérios de seleção dos estagiários ::..

- Envio de currículo com foto;

- Estar regularmente matriculado num curso universitário voltado para a área ambiental e/ou educacional;

- Preferência para estudantes do último ano do curso;

- Entrevista;

- Ter interesse em aprofundar seus conhecimentos na área de recursos hídricos;

- Demonstrar vontade de atuar em projetos de educação ambiental;

..:: Ações a serem executadas ::: Serão realizadas 9 ações de 12h cada sendo que ::..

- 04h para uma Reunião de Fortalecimento Organizacional da ação para a formação dos conteúdos, da abordagem a ser adotada pelos Agentes, organização dos materiais (pranchetas, pesquisas de opinião, folders e uniforme) e coesão da equipe;

- 06h para a realização dos pedágios, onde os agentes abordarão as pessoas nos centros urbanos dos 9 municípios da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, para a realização de uma pesquisa de opinião e também para a sensibilização destas pessoas;

- 2h para tabulação dos dados, produção dos relatórios e avaliação da ação.

..:: ECOSURFI: Entidade Ecológica dos Surfistas ::..

Tel: + 55 13 3426-8138

..:: Website: http://www.ecosurfi.org ::..



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10.02.2009

Os maiores mentirosos conseguem os melhores empregos

Por: Rynaldo Papoy - Blog pessoal

Fale sobre si.

Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.

Resposta verdadeira: "Você quer saber o quê?"

Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?

Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.

Resposta verdadeira: A curto prazo, tirar meu nome do Serasa. A longo prazo, do cartório.

O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa?

Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.

Resposta verdadeira: Mandei meu currículo para 2 mil empresas. Nem sabia que tinha mandado para esta.

Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?

O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir da melhor forma.

Resposta verdadeira: Engravidei minha cunhada. Só tinha 200 reais para pagar o aborto. Enquanto ela berrava dentro do barraco, fiquei do lado de fora rezando para ela não morrer.

O que procura num emprego?

As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.

Resposta verdadeira: Tá me tirando, filha? Por que um ser humano precisa de um emprego?

Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?

Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

Resposta verdadeira: Claro que não. Você é?

Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.

Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.

Resposta verdadeira: Nos primeiros seis meses, eu te dou metade do meu salário.

O que você faz no seu tempo livre?

Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.

Resposta verdadeira: Quando minha mulher não quer transar, o que hoje em dia acontece com certa frequência, fico na frente da tv, vendo qualquer jogo e tomando cerveja. Tenho uma amante também, mas estou sem grana para levá-la no motel e tenho que ficar esperando o marido dela fazer hora extra. Com essa crise, ele não tem feito muito.

Quais são as suas maiores qualidades?

Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

Resposta verdadeira: Agora você me pegou. Sei lá, se eu falar isto, você vai escrever na sua ficha: "Metido pra caralho".

E pontos negativos/defeitos?

Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários.

Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.

Resposta verdadeira: Até que enfim uma pergunta inteligente. Sou preguiçoso, sempre chego atrasado, boca suja, solto gases em qualquer lugar, mesmo na frente de clientes, adoro uma fofoca, passo a mão na bunda das colegas, ponho apelidos em todo mundo, trabalho bêbado, sou puxa-saco... chega ou quer saber mais? Posso ficar falando até amanhã.

Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?

Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviç o da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.

Resposta verdadeira: Pelo amor de Deus, não desejo aquele trabalho nem para um cachorro.

Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?

Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.

Resposta verdadeira: Tá me tirando de novo. Desde quando trabalho dá prazer?

Por que foi desligado da última empresa?

Não se apresente como vítima e explore o lado positivo da situação. Seja breve, objetivo e verdadeiro. O entrevitador sempre tem como checar este tipo de resposta. Este também não é o momento para falar mal da empresa ou do antigo chefe.

Resposta verdadeira: Minha situação já estava ruim com os patrões porque mandei meu primeiro chefe tomar no cu. Fui transferido de departamento. Um dia obriguei uma funcionária nova a me fazer um boquete no estoque e esqueci que tinham colocado câmera de segurança naquela merda. Fui mandado embora por justa causa.

8.09.2009

Seleções precisam de menos personagem e mais personalidade, afirmam especialistas

Por: Viviane Macedo - Uol Emprego

Algumas dicas podem ajudar, mas receitas prontas para processos seletivos bem-sucedidos, realmente não existem. Ter atenção, foco e conhecer o mínimo da empresa são pontos primordiais e precisam ser do conhecimento de qualquer profissional, mas quando o assunto é maneira de ser e agir, definitivamente, não há certo ou errado, afinal nunca se sabe qual é o perfil desejado pela empresa.

Apesar disso, é cada vez mais comum encontrar candidatos "robôs", com respostas prontas, mecanizadas e um tanto clichês. Quem afirma é Bruna Dias, consultora da DMRH. "O que acontece é que hoje, em algumas dinâmicas de grupo, todo mundo tem a mesma fala, o mesmo discurso e isso não é real. Um discurso consistente acontece quando a pessoa é ela mesma, passa segurança no que fala, mostra-se à vontade com relação a isso", aponta a consultora. Segundo ela, além de demonstrar a criação de um personagem, muitos profissionais acabam se prejudicando no processo, às vezes, deixando de ser o que realmente a organização esperava para aquela posição.

..:: Com preparação, sem máscaras ::..

Quem se prepara não precisa usar máscaras no processo seletivo - quando conhece a empresa ou, pelo menos, o básico sobre ela, o candidato se torna muito mais competitivo na seleção. "Antes de ter qualquer contato com a organização é importante fazer uma busca no site, ler sobre o concorrente dela, como ela está no mercado", explica Fábia Cristina de Barros, gerente da Foco Futuro, divisão do Grupo Foco.

Personagens surgem justamente com a falta de preparo. Fábia garante que não saber sobre a companhia já é uma falha grave, mas não conhecer o próprio currículo é uma gafe maior ainda, que acontece muito hoje. "Não basta ter um currículo, é preciso conhecê-lo. As atividades desenvolvidas nas últimas empresas, os cursos que fez, quem deu, por que fez o curso, como ele agregou. Foi a uma palestra, então ter um motivo para isso, saber sobre o palestrante, suas ideias. Enfim, o candidato tem de ter sempre um conteúdo a mais para mostrar profundidade, envolvimento e não cair na armadilha de tentar ser o que não é", alerta.

Essa clareza no discurso vale muito mais do que qualquer mentira inventada para impressionar o selecionador. "Mentir realmente não vale a pena, porque se eu minto para entrar numa organização eu estou mentindo pra mim mesma. Além disso, vou ter de sustentar essa mentira por muito tempo, não compensa", diz Bruna.

..:: Os processos hoje ::..

Segundo Fábia, hoje, as entrevistas mais comuns são por competências, o entrevistador busca fatos reais já ocorridos com o profissional, para conhecer um pouco mais sobre seu perfil e atitudes no dia a dia no ambiente de trabalho. "O selecionador pede, por exemplo, que o candidato conte uma situação onde teve de agir com criatividade para resolver um problema", explica Fábia. Ela afirma que a resposta tem de ser a mais natural possível e mesmo que tenha um caso negativo, o profissional pode colocar. "Um bom profissional se faz de erros e acertos. As pessoas tendem a mascarar as gafes da carreira achando que é um fator negativo, mas não é, desde que se tenha aprendido com isso", completa.

Outro alerta importante é com relação aos perfis. "Cada empresa tem uma necessidade, um estilo. Não existe essa história de perfil de trainee ser um, perfil para estagiário ser outro. Vai depender da empresa, do que ela espera de cada profissional", garante Bruna. A consultora explica que tentar se enquadrar a um perfil é um engano e o que tem de ser preservado em qualquer processo é a personalidade. "A preparação é devida, mas o candidato deve cuidar para não ser artificial. É preciso manter as características pessoais e imprimir a marca naquilo que está falando e não simplesmente reproduzir falas politicamente corretas", completa.

Algumas dicas sobre como ir bem em processos seletivos são sempre bem-vindas, mas seguir scripts não é a recomendação das consultoras. "Saber mais sobre seleções pode ajudar muito o profissional, mas ele precisa entender antes que as dicas existem apenas como um suporte, portanto é preciso filtrar e adequar àquilo que ele é de verdade - se existe segredo é esse, ser sempre você mesmo", finaliza Bruna.

7.29.2009

Cresce a busca por avaliação individual

Por: Roberta Lippi - Valor Econômico

Recursos Humanos: Com assessoria externa, empresas mapeiam habilidades dos funcionários na crise.

A Syngenta, uma das empresas líderes mundiais na área de agronegócios, tem experimentado um crescimento significativo no Brasil. A companhia dobrou de tamanho entre 2004 e 2008 e as perspectivas são de que esse movimento de expansão continue nos próximos anos. Motivo de comemoração por um lado, fator preocupante por outro. Afinal, para que o crescimento seja sustentado, a organização precisa preparar as pessoas que estão lá dentro.

O trabalho começou a ser feito em 2008, puxado por um profissional, digamos, inusitado: o CFO (Chief Financial Officer) para a América Latina Daniel Bachner. Tomando a frente de um movimento que em geral parte da área de recursos humanos, o executivo contratou uma consultoria externa e introduziu um projeto piloto para todos os funcionários da diretoria financeira, que conta com cerca de 180 pessoas. "Não dava para esperar", conta ele.
Em vez de investir no treinamento do time de uma forma desestruturada, Bachner optou por focar as necessidades da organização. E, para isso, escolheu como metodologia o assessment, termo já bem habitual nas rodas de recursos humanos e que ganhou peso após o estouro da crise. O assessment é um modelo de avaliação individual de profissionais que visa minimizar a subjetividade nas promoções, recrutamentos internos, seleção, processos de sucessão e até mesmo fusões e aquisições.
Utilizando-se de questionários e entrevistas para identificar perfis e os chamados gaps de competências da organização, a metodologia pode apontar características de personalidade e também quais são os pontos fortes e fracos de cada profissional para que, a partir dos resultados, sejam traçados planos de treinamento e desenvolvimento. Em tese, o objetivo é prever, na medida do possível, o potencial que cada funcionário pode alcançar em um determinado horizonte de tempo.

No mercado de RH, o que inclui as empresas de recrutamento de executivos, o assessment virou o queridinho da vez e, em tempos de crise, a maior procura pelo serviço tem compensado parte da queda de receita com as contratações. "As empresas ficam mais preocupadas em buscar as competências que não têm hoje", explica Francisco Ramirez, sócio-diretor da ARC Executive Talent Recruiting.

A oferta desse tipo de serviço nas empresas de recrutamento não é de hoje. A partir de 2002 e 2003, quando houve um movimento de enxugamento no setor, muitas consultorias do ramo buscaram uma saída investindo em novos negócios como assessment, coaching e mentoring para executivos. A Korn/Ferry, por exemplo, não só oferece o serviço como criou sua própria metodologia de avaliação para o assessment.

Após a crise financeira, esses negócios paralelos voltaram a crescer e o assessment, em particular, tem sido um dos mais procurados pelas empresas. O headhunter Robert Wong, por exemplo, afirma que a demanda por esse serviço em sua consultoria aumentou entre 30% e 40% desde o início do ano, tornando-se responsável por quase a metade do faturamento da empresa após a redução dos trabalhos de recrutamento e seleção. A ARC, que atua nos níveis de alta gerência para cima, fechou quatro grandes projetos de assessment no primeiro semestre deste ano, número que já supera o total de contratos fechados em 2008.

A forma como essa avaliação é aplicada nas organizações varia de acordo com a demanda da empresa e com a metodologia da consultoria que vai aplicá-lo. A recomendação dos especialistas é que, para ter maior efetividade, o processo deve ser feito sob medida, a partir das competências mais importantes para a estratégia de cada organização- como capacidade de negociação, liderança e planejamento. Em geral, são aplicados testes on-line e realizadas entrevistas individuais. Mas, em algumas situações específicas, são usados também estudos de caso visando avaliar o comportamento do profissional diante de determinada situação.

Na Syngenta, o primeiro passo do processo foi a definição pela diretoria financeira, com o apoio da consultoria e da área de RH, de uma lista de 10 competências essenciais. Metade delas era referente a habilidades globais de liderança e as demais eram mais importantes para a área em questão, todas ligadas ao planejamento estratégico da companhia. Cada uma delas foi subdividida em cinco níveis hierárquicos -já que não se pode, por exemplo, cobrar o mesmo nível de capacidade de negociação de um analista e de um diretor. Apesar de os programas de assessment serem geralmente aplicados apenas para níveis de liderança, o CFO da multinacional de agronegócios decidiu estendê-lo a todos os colaboradores da área.

Após a etapa das avaliações e entrevistas, cada funcionário (inclusive o próprio diretor) recebeu um calhamaço de quase 20 páginas relatando a "fotografia" apresentada pelo assessment, seguido de um feedback individual com um consultor. "O resultado mostrou um 'gap' muito maior do que a gente imaginava para os próximos cinco anos. Mas foi muito bom porque vimos quais seriam os buracos, enumeramos as competências prioritárias e traçamos planos de desenvolvimento", conta Bachner. Segundo ele, o modelo agora está se estendendo para o restante da organização.

Eleni Adami, coordenadora de processos da Syngenta, ficou responsável por administrar os planos de desenvolvimento da equipe estabelecidos após o assessment. E ela já percebe os resultados, inclusive em relação à própria carreira. "A minha avaliação mostrou que eu tinha um perfil muito apaziguador, e no feedback me mostraram que faltava um maior posicionamento, aquele conflito saudável. Depois disso, comecei a me policiar e os colegas já têm sinalizado que notaram a mudança", conta.

Na Serasa Experian, empresa de análise e serviços de crédito, o assessment já faz parte da cultura. A primeira aplicação foi realizada em 2001, e os processos têm se repetido a cada quatro anos. Todos os mais de 400 líderes da organização passaram pela avaliação. "Para ter credibilidade, a ação tem que ser contínua", diz o gerente executivo de desenvolvimento humano, Élcio Trajano. Para mapear as lideranças da empresa, a Serasa cruza essa avaliação de potencial com os indicadores de desempenho, chegando a uma matriz própria utilizada para movimentos internos como promoções e sucessão.

Apesar de ter seus bons resultados comprovados, o método demanda uma série de cuidados, alertam os especialistas. E um deles é para que o objetivo principal do assessment não seja distorcido. Diversos consultores afirmaram que muitas empresas que estão reduzindo quadros buscam o assessment com o argumento de ter mais justiça e critério nessas decisões. O assunto é polêmico.

"Essa não é uma ferramenta de crise, mas sim de desenvolvimento. O gestor não pode querer terceirizar a decisão de demitir usando os testes como desculpa", diz Karin Parodi, sócia-fundadora da Career Center, empresa focada em gestão de RH e carreira que aplica a metodologia desde 2005. "Nós não aceitamos trabalhar com empresas que nos procuram com esse objetivo", diz ela. Na consultoria, a demanda por esse instrumento de avaliação de profissionais já vinha crescendo fortemente antes mesmo da crise. Entre 2007 e 2008, a receita da área cresceu 200%. "Começamos há quatro anos com um único grande cliente. Agora, somente neste semestre, estamos aplicando em 29 empresas", conta a consultora, que tem uma equipe de 12 pessoas especializadas em assessment.

Para Karin, a avaliação deve ter a linguagem da empresa, por isso é importante que cada trabalho seja personalizado. "Foco no cliente é uma competência essencial para uma empresa de varejo. Numa petroquímica seria bem diferente", explica.

A diretora da área de talentos da Right Management, Marisabel Ribeiro, concorda que o assessment não pode ser padronizado. "Ele tem que mostrar como eu estou naquela competência para aquela organização", afirma. Outro ponto importante é que os gestores não devem utilizar o método para rotular as pessoas. "A avaliação refere-se a comportamentos, é uma fotografia de como a pessoa está naquele momento", diz Marisabel. No último ano, segundo ela, a metodologia utilizada pela Rightf oi modernizada e com isso o serviço cresceu em volume e proficiência.

Vicky Bloch, consultora de gestão de pessoas e carreiras, tem uma visão bastante crítica em relação ao assunto. "Não vou dizer que isso é uma bobagem, porque pode ser bem feito e bem utilizado, mas já vi muita coisa indigna nas empresas usando a justificativa do assessment", argumenta. Segundo a consultora, um dos cuidados mais importantes que uma organização deve ter ao contratar esse serviço é assegurar-se de que os profissionais que irão atendê-la têm perfil, conhecimento e formação específica.

Por esse motivo, ela é reticente, por exemplo, aos casos de headhunters que fazem assessment sem ter formação para atuar com desenvolvimento profissional. "O olhar de quem faz contratação é diferente do olhar do assessment. Quem faz search (busca de profissionais) tende a julgar as pessoas, e não a pensar no seu crescimento e desenvolvimento", diz ela. "E quem tem essa visão não consegue ir além da avaliação, não consegue trazer dados para o crescimento do indivíduo."

Primeiros 15 minutos na entrevista de emprego são definitivos, diz estudo

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães - InfoMoney

Pesquisa destaca ainda algumas perguntas feitas nos processos seletivos e como candidato deve se comportar .

Estudo realizado pelo Korn/Ferry Institute constatou que os primeiros 15 minutos de conversa entre o recrutador e o candidato à vaga são de grande importância, porque definem o rumo da comunicação entre eles.

Segundo a pesquisa, nesse momento, o candidato deve manter-se conectado com o entrevistador, além de opinar e contribuir durante a entrevista. Dessa forma, o profissional que está sendo avaliado pode fazer alguns questionamentos ao recrutador e, sobretudo, responder o que lhe for perguntado.

..:: Perguntas ::..

Com o objetivo de traçar um perfil profissional, os recrutadores fazem diversas perguntas ao candidato. Confira algumas das perguntas que podem ser feitas em processos seletivos:

Qual a crítica construtiva que mais o surpreendeu?

Como você descreveria as culturas dos seus últimos empregadores? Em qual você se ambientou melhor?

Conte alguma iniciativa concebida por você na qual tenha sido responsável pela execução. Quais eram os desafios esperados e quais foram encontrados? Como você os superou?

Fale sobre seu relacionamento com pessoas de diferentes opiniões.

Conte algumas histórias sobre suas ações na empresa, como você desempenha seu papel.
Ao responder as perguntas o candidato precisa ter cuidado na escolha das palavras, evitando o sarcasmo ou críticas às empresas nas quais trabalhou anteriormente. Uma forma de treinar essas respostas é praticá-las com um amigo ou com alguém que seja bem próximo e conheça a sua trajetória profissional. Assim, será possível receber o feedback (retorno) necessário e ajustar o discurso.
Ainda de acordo com o estudo, o segredo é demonstrar segurança e conforto e ainda exercitar a concisão. O ideal é descrever a trajetória profissional em três minutos ou menos.

..:: Sinceridade ::..

Outra característica fundamental que o candidato deve apresentar durante a entrevista é a sinceridade.

"A sinceridade também é um elemento chave. Muitos tendem a esconder momentos não tão brilhantes em sua trajetória. Ganha (a vaga) quem consegue transformar essa linha de questionamento em uma oportunidade para demonstrar quanto conhece sobre os seus pontos fracos e como está trabalhando para aprimorar seu desenvolvimento pessoal. Atualmente, esse autoconhecimento é avaliado como um ponto forte do candidato", explica o presidente da Korn/Ferry International na América do Sul, Sérgio Averbach.

Um outro diferencial competitivo é investir um tempo para pesquisar sobre a empresa. Para isso, o candidato pode utilizar as ferramentas de busca da internet que reúnem grande quantidade de dados e referências. Com esse material, o profissional pode compreender a atuação da empresa no mercado, seus objetivos e valores.

..:: Local ::..

Por último, o candidato precisa ficar atento ao local da entrevista. Geralmente, as entrevistas de emprego acontecem na empresa contratante ou em uma consultoria de recursos humanos especializada em processos seletivos.

No entanto, o estudo destaca que, para a ocupação de cargos de liderança, no qual são necessárias entrevistas com diversos gestores, o profissional pode ser entrevistado em locais diferentes. "Conferências, restaurantes e aeroportos são lugares possíveis para essa conversa. A recomendação é que o candidato converse com o recrutador para definir o lugar onde se sinta mais a vontade", ressalta Averbach.

Além disso, o estudo destaca que, na primeira entrevista, normalmente, o recrutador avalia os conhecimentos técnicos e funcionais do candidato.

Antes de passar para uma próxima etapa do processo seletivo, o ideal é que o entrevistado esclareça todas as suas dúvidas sobre o cargo oferecido.

7.20.2009

Seleção ou discriminação?

"Confira artigo que trata um pouco mais sobre os métodos utilizados para contratação de profissionais.

Em março de 2008, o Presidente da República sancionou uma lei impedindo a exigência de comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses. Isso fez fervilhar as áreas de Recursos Humanos. Nós, com nossos perfis cuidadosamente analisados, estudados e desenvolvidos, ficamos com esta “batata quente” na mão.

Mas a “batata” é mais quente do que se presume, pois este fato ressuscitou a velha polêmica do perfil por idade, sexo, e até mesmo aparência e raça. Há alguns anos trabalhei numa empresa que não contratava pessoas com barba e hoje ouço colegas comentando (cuidadosamente, é claro) sobre empresas que não contratam fumantes, obesos, enfim, o funil está cada vez mais estreito."

Artigo completo: Seleção ou discriminação?

7.07.2009

Como vencer o terror da entrevista - você s/a

"A entrevista é, sim, o momento mais importante e decisivo no processo de contratação. Para conseguir uma posição em qualquer empresa deste planeta, você terá de enfrentar pelo menos uma entrevista. Hoje em dia, um candidato passa, em média, por três ao pleitear um cargo. E será que você está pronto para enfrentar os desafios típicos dessa situação? Infelizmente, as empresas também acham que a maioria dos candidatos não está. O principal problema: chegar para a entrevista com o script pronto, decoradinho.

Lição fundamental: não queira ser na entrevista o que você não é de fato. Depois de alguns meses você pode perceber que não tem nada a ver com a empresa. E aí suas chances de crescimento profissional são mínimas. Você simplesmente trava sua carreira. Mais: não invente respostas quando você não sabe o que dizer. Numa dessas escorregadas, o candidato perde a vaga na hora. É melhor assumir que não sabe a resposta. Para conseguir a combinação de espontaneidade e argumentação bem fundamentada indispensável para uma entrevista bem sucedida, é preciso se preparar muito. A seguir, apresentamos um roteiro que irá ajudá-lo nessa empreitada."

Matéria completa: Como vencer o terror da entrevista - você s/a