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2.14.2010

Redução da jornada de trabalho para 40 horas seria inviável às MPEs, diz Fiesp

Para a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta em 75% a remuneração da hora extra será prejudicial principalmente para as MPEs (Micro e Pequenas Empresas), responsáveis por 56% dos empregos no País.
“Para as grandes empresas, que já praticam jornadas iguais ou inferiores a 40 horas, a obrigatoriedade de uma redução não trará efeito algum. Já para as pequenas e microempresas, a medida seria inviável, trazendo risco de desemprego como aconteceu na França. Algo prejudicial às empresas, aos trabalhadores e ao País”, declarou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.


As entidades afirmaram ainda que não é prudente nivelar empresas diferentes, atividades distintas e peculiaridades produtivas e trabalhistas. Para elas, o momento também é inoportuno, já que a economia está se reaquecendo, após a crise financeira internacional.

..:: Postos de trabalho ::..

Outros argumentos contrários apresentados ao projeto é que a redução da jornada poderá comprometer a competitividade brasileira, reduzir os níveis de produção, diminuir as exportações e aumentar os preços de diversos produtos, bens de serviços e consumo, além do desemprego.

A realidade é indiscutível: de 2003 a 2009, o Brasil reduziu a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1%, por meio de crescimento econômico e não por alterações da jornada de trabalho. Por outro lado, a redução do período semanal de trabalho, de 48 para 44 horas, estabelecidas pela Constituição de 1988, não criou um emprego sequer”, explicou Skaf.

..:: Desemprego e informalidade ::..

Assim como a Fiesp, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens de Serviços e Turismo) já havia se manifestado contra a medida, por acreditar que ela irá aumentar o desemprego e a informalidade no Brasil. “Isso é uma proposta política eleitoreira e vai de encontro ao crescimento no País. Vai aumentar o desemprego e a informalidade”, disse o diretor-tesoureiro da entidade, Laércio Oliveira.

Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o projeto da redução da jornada não deve ser votado em ano eleitoral. “Precisamos ter cuidado para que não ocorra um retrocesso. Há uma tentação de se adotarem propostas demagógicas, como a redução da jornada de trabalho”, declarou o presidente da confederação, Armando Monteiro Neto.

..:: A favor ::..

“Reduções de jornada vêm acompanhadas de aumento de produtividade”, disse o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio, acrescentando que a redução de 4 horas da jornada pode gerar dois milhões de novos postos de trabalho.

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) também concordou que, se houver aumento da produtividade, o aumento de gastos com horas extras ou com números de empregados será compensado, mas ponderou em relação aos setores do mercado.

“Essa linha de argumentação só é verdadeira para produção física e tangível. Para o comércio e serviços, fica muito complicado. Nesses setores, a presença do empregado é um dado muito importante. Com a redução, as lojas vão fechar mais cedo ou vão pagar hora extra?, explicou o diretor de Administração e Finanças da entidade, Carlos Alberto Santos.

1.02.2010

Simplicidade e Simpatia – Receita para o primeiro dia de trabalho

Por: Ione Luques - O Globo

O primeiro dia de trabalho sempre causa um friozinho na barriga. A maneira como se comportar e como será recebido pelos colegas são questões que causam ansiedade e insegurança em muitos profissionais que estão iniciando uma nova fase na carreira. Pois as principais dicas dos consultores de RH para quem quer causar boa impressão são: simplicidade e simpatia. O ideal é não chamar atenção demais. Nem, claro, passar despercebido.

Para Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, colher informações sobre a empresa e seus gestores transmite a segurança necessária para o dia D.

- Mas o novo funcionário precisa entender que, nos primeiros dias, deve adotar uma postura de observador e não ter vergonha de perguntar. Claro que deve refletir bem sobre quais perguntas fazer. Caso contrário, pode tornar-se inconveniente - afirma o consultor.

Para Mauro Schweizer Leite, sócio-diretor da Insight Consulting, empresa de consultoria especializada na área de gestão empresarial, há situações distintas, conforme a faixa etária do novo funcionário. Se for uma pessoa jovem e com pouca ou nenhuma experiência, deve-se levar em conta que quem o contratou não espera uma contribuição revolucionária logo de cara.

Da mesma opinião de Pereira Junior, Schweizer afirma que o novo empregado deve buscar entender o ambiente, conhecer bem a empresa e seu papel, demonstrando interesse, humildade e entusiasmo. Uma boa forma de buscar informações, diz ele, é navegar no site da empresa, procurar notícias na mídia e conversar com quem conhece bem a companhia.

- Isso acelera a adaptação e demonstra empenho e interesse. Saber ouvir também é importantíssimo - completa.

Para causar boa impressão, simpatia é a palavra-chave na opinião de Pereira Junior. Da mesma forma que tudo é novidade para o novo funcionário, a empresa, as áreas e as pessoas também o verão como uma nova peça da engrenagem:

- A adaptação é mútua. Estar inserido no contexto e procurar ser simpático, sem ser forçado, são condições que trazem uma adaptação sem traumas.

Schweizer acrescenta que o novo funcionário não deve querer passar por algo ou alguém que não é, pois, normalmente, o disfarce é logo desmascarado. Também não deve subjugar quem já atua na área: antes de sair afirmando ou sugerindo transformações, o novato deve entender o que já foi feito e o porquê. Deve ainda descobrir ''o caminho das pedras'' para ver qual a melhor forma de viabilizar suas idéias.

- Humildade, cordialidade e simpatia são as melhores armas para causar boa impressão e se adaptar bem à nova empresa - afirma Schweizer.

..:: Como lidar com o chefe ::..

Lidar com os chefes no começo pode ser motivo de ansiedade e o o ideal é conhecer o terreno primeiro. A forma como o funcionário deve agir vai depender muito do gestor - se é mais formal ou despojado.

- Independentemente de seu estilo, a regra básica é olho no olho, mas sempre de forma respeitosa. O chefe quer saber se o funcionário é digno, responsável e, sobretudo, que pode confiar nele - diz Schweizer.

Pereira Junior acredita que, no período de adaptação, discrição é fundamental. Evitar comentários que podem ser mal interpretados e respeitar os horários são atitudes fundamentais.

- O ideal é observar o funcionamento de sua área para que a adaptação seja rápida e indolor.

..:: A hora do almoço ::..

A hora do almoço é um capítulo à parte. Não é de bom tom se convidar para acompanhar os novos colegas, mas o indivíduo pode se aproximar das pessoas procurando saber quais as opções de restaurantes, as preferências e sugestões, aconselha Schweizer. Sendo simpático e espontâneo, certamente um convite irá surgir.

Na opinião de Pereira Junior, o ideal é tentar se enturmar, sem forçar sua presença. O que não pode é o novo funcionário se isolar, inventando motivos para não interagir com os colegas de trabalho.

11.20.2009

Grandes empresas reclamam de falta de profissionais

As empresas do setor metro-ferroviário estão carentes de profissionais, o que é uma boa notícia para quem tem interesse em trabalhar nesse setor.

Durante um painel na feira Negócios nos Trilhos, empresas do setor apresentaram os problemas que enfrentam, entre eles a falta de profissionais.

O gerente de RH da Alstom, empresa que fornece equipamentos e serviços para geração de energia e transporte, Kleber Daniel, afirmou ter uma carência de profissionais e que os desafios da empresa são atrair bons funcionários, qualificá-los e fazê-los permanecer na empresa. "Buscamos profissionais não só do mercado metro-ferroviário, mas sim de outras áreas que possam contribuir com conhecimentos e experiências", disse Daniel.

Mas não é somente esse setor que tem carência de mão-de-obra. Empresas do setor de tecnologia e até mesmo consultorias também estão em busca de pessoas capacitadas, mas sentem dificuldades para encontrá-las.

..:: Empresas ::..

Segundo a gerente de RH (Recursos Humanos) da Siemens, Elaine Mattioli, o choque de gerações e a "conquista" de profissionais para o setor são os principais desafios. A empresa apresenta oportunidades de trabalho na área de Vendas, Administração, Finanças, Engenharia, Projetos e Serviços.

A empresa desenvolve um programa de talentos que busca líderes com domínio em inglês. "Nossa tecnologia vem de fora, precisamos de profissionais que trabalhem aqui, ou no exterior, conhecendo assim nosso processo como um todo", afirmou Elaine.

Outra empresa que apresentou o problema de falta de profissionais foi a Setepla, do setor de consultoria e gerenciamento de projetos e empreendimentos. A Setepla procura profissionais qualificados na área de consultoria, que tenham novas ideias e tenham disposição para aprender trabalhando.

..:: Fonte: InfoMoney

7.07.2009

Quais os mitos sobre a arte de procurar emprego?

Por: Robert Wong - HSM Management


..:: Quais os mitos sobre a arte de procurar emprego? ::..

Na atual conjuntura, onde muitas pessoas estão ativamente procurando emprego, transcrevo algumas considerações que poderão ajudá-las a desmistificar conceitos que as tem atrapalhado nesta empreitada. Ciente da realidade e com uma boa dosagem de autoconfiança, você terá melhores condições de conseguir sua colocação no mercado.

1. Se o emprego não for anunciado no jornal ou postado num site, ele não existe. Grande parte é efetivamente colocada na mídia, mas muitas posições nunca são anunciadas. Para identificá-los, sonde proativamente as empresas ou explore sua rede de contatos (network), a qual responde pela grande maioria das contratações.

2. O currículo deve ter no máximo uma ou duas páginas. É verdade que poucas pessoas gostam de ler currículos extensos, mas o fato é que o currículo deve conter seus dados mais relevantes, e excluir informações potencialmente importantes por causa de restrições de espaço não faz sentido. A regra a seguir é manter seu currículo sucinto, elegante, mas bem elaborado, com citação das suas principais informações e realizações.

3. O importante não é o que você conhece, mas quem você conhece. Os dois fatores têm seus próprios méritos e relativos pesos. A combinação do seu know-how X know-who é que vai definir seu valor e seu diferencial, pois o mercado procura efetivamente o executivo com um bom mix destas qualidades.

4. Minhas chances aumentam com o número de currículos que envio. Hoje, é importante uma tática que prima mais pela qualidade do que pela quantidade. Seja seletivo no envio dos currículos, mas sempre alinhado com seus objetivos. Com foco e alinhamento, suas chances de acertar no emprego desejado melhoram.

5. A melhor entrada é pelo RH ou pelo Departamento de Pessoal. Pode ajudar, mas o melhor caminho ainda é contatar, se e quando possível, o próprio contratante da posição. Afinal de contas, ele é o tomador da decisão.

6. As realizações que conquistei vão garantir minha colocação. Errado! Lembre-se de que a empresa quer contratar o seu presente e o seu futuro, não o seu passado. Fale mais sobre o que você pode fazer e menos sobre o que você já fez.

7. Sem diploma, não tenho chances de conseguir um bom emprego. Falso! No passado recente, isso podia até ser válido, mas, hoje, as empresas são mais pragmáticas; elas querem resultados práticos. Caso você não tenha o grau de ensino requerido, é sua incumbência ensinar a essas pessoas que suas habilidades e competências de longe compensam a eventual falta do diploma. Mas o fator mais importante ainda continua sendo sua autoconfiança!

* O autor é autor dos livros “O Sucesso Está no Equilíbrio” e “Super Dicas para Conquistar um Ótimo Emprego” e um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado.