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1.12.2009

Treinamento EcoEmpresarial: tarefas implícitas e explícitas


Por: Aristides Faria

O convívio social em harmonia depende da execução de uma série de tarefas, por uma série de pessoas. Organizamos responsáveis por tais realizações em níveis hierárquicos e áreas de jurisdição. O processo de colonização brasileira ainda se faz presente nos dias atuais. Isto parece não fazer sentido, mas a estrutura burocrática – quando não “burrocrática” – tem origem nos diversos mecanismos de fiscalização implementados desde a época do descobrimento.

Todo este sistema nasceu no novo mundo para controlar, fiscalizar e punir aqueles que se atreviam a ousar contra o império. Ora, se os frutos desta colônia teriam de ir para Portugal, eles teriam de ir. Não importa quantos fiscais e conferentes tivessem de trabalhar. Nasceu aí também o que conhecemos como estruturas de gabinetes, assistente dos assistentes, secretária das secretárias e todo tipo de “penduricalho de gente”. A gestão de uma Unidade de Conservação (UC), por exemplo, deveria ter um Administrador, um Assistente Técnico, dois computadores, uma dezena de veículos (para todo tipo de via: aquática, on-road, off-road, aérea) e uma centena de Guardas florestais. Vamos falar disso à diante.

Acredita-se que tal convívio social em harmonia tornar-se-á possível apenas quando as tarefas a serem cumpridas forem, de fato, realizadas com eficiência e co-responsabilidade. Você assina em baixo de seu último trabalho (escolar ou empresarial) ou apenas pensa em voz baixa: “Ah, tá bom!”? Isto é responsabilidade!

Eis a questão, o desenvolvimento das cidades e o aumento da complexidade das relações sociais vêm nos apresentando uma nova e contraditória realidade: a tecnologia. Nova por que não tem mais do que 35 anos e contraditória, pois a tendência seria aumentar também o número de pessoas para desvendar tal complexidade.

Os recursos tecnológicos estão, definitivamente, enterrando estes “penduricalhos de gente” para dar lugar a novos modelos de operacionalização. Voltemos à questão da UC. É nossa origem luso-imperial, sem fazer alusão a anedotas, que reflete este tipo de estrutura administrativa. Muitos fiscais dentro do gabinete – gerando custos e produzindo pouco – e poucos executores em campo, com a mão na massa (até por que “estamos à serviço da realeza”). É o bom e velho apadrinhamento.

Parece que o tão desejado convívio social em harmonia somente se fará verdade quando as tarefas de gerenciamento social estiverem operando eficientemente, com suporte tecnológico e com recursos humanos trabalhando com o coração, com vontade e desejo de tornar este mundo melhor. Parece um tanto romântico ou utópico, mas entende-se que a volta do homem à natureza, por meio do ecoturismo, por exemplo, seja um dos primeiros passos para tal. E não acredito que isto seja tão irreal.

Se parece romântico e utópico, não sei. Apenas acredito que trabalhando duro e apaixonadamente naquilo em que a vida nos proporcionou será possível atingirmos um estado de convívio social em harmonia.

Faça uma rápida reflexão e pense em qual será sua tarefa aqui no planeta azul. Olhe para dentro de si e descubra meios para reaproximar-se da natureza. Olhe ao redor e descubra trabalhos que você poderá exercer apaixonadamente. Tente cortar o cordão umbilical de nossa raiz luso-imperial e siga em frente com um novo modo de pensar, agir, comporta-se e conviver.

Conheça aqui um ótimo meio para retomar seu contato com a natureza e vivenciar experiências lúdicas no ambiente natural, que poderão incrementar seu desempenho no trabalho! Se estiveres no litoral de São Paulo, melhor ainda!


PUBLICAÇÃO SIMULTÂNEA
: ABBTUR SÃO PAULO e OUTRO LADO DA NOTÍCIA
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