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11.10.2008

Crise não afeta contratação de executivos


Por: ABRH Nacional

A crise que afeta o mundo financeiro global ainda não atingiu a contratação de executivos e de pessoas para escalões médios e iniciantes das empresas. A constatação é do Grupo DM RH e do vice-presidente da ABRH-SP, Wagner Brunini, que também é diretor de RH da BASF para a América Latina.

Segundo Sofia Esteves, presidente do Grupo DM RH - empresa que recruta pessoal para todos os postos nas organizações, de presidentes a novos talentos e atua no Brasil, Argentina e México - nenhum projeto de seleção ou recrutamento em andamento foi suspenso até o momento. "As empresas com atuação no Brasil e América do Sul seguem otimistas e continuam com seus planos de recrutamento de pessoal, inclusive para os postos de comando. O que notamos é que esta crise se restringe a um nicho bastante específico de mercado, que é o segmento financeiro. Notamos sim a suspensão de processos de contratação em bancos de investimentos norte-americanos com atuação no Brasil, mas este problema está circunscrito a esse segmento", afirma.

Segundo Esteves, de modo geral, as empresas com atuação nos segmentos industrial, exportador e de serviços sabem que a crise se fará sentir de alguma forma, pois está afetando o fluxo de crédito. No entanto, nenhuma delas imagina que o impacto se dará de modo drástico, daí porque nenhum processo de recrutamento ou seleção foi cancelado, exceto no segmento financeiro.

Planejamento - Segundo Wagner Brunini, a crise ainda não afetou os planejamentos das organizações, justamente o que determina a contratação de pessoas. "É evidente que estamos acompanhando todos os acontecimentos com muita atenção, mas não temos ainda sinais claros que justifiquem a suspensão de processos de contratação. O que sentimos é que é justamente nas crises que cresce a necessidade de retenção de talentos dentro da organização, daí porque é preciso agir com cautela", explica.

Pessoas - Segundo Luiz Edmundo Rosa, diretor geral do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, o CONARH, promovido pela ABRH-Nacional, o pior de uma crise ocorre quando as pessoas e as empresas deixam se influenciar pelo clima de pessimismo e começam a internalizá-la, muito além de qualquer bom senso. "A crise se torna de fato real quando nos deixamos dominar pelo medo, pela dúvida e pela insegurança. É quando, ao invés de pensar nas oportunidades e imaginar novos caminhos, nos comportamos como a maioria que responde em pânico. Alguns acham que são proativos cortando custos, adiando investimentos vitais, reduzindo equipes, programas de treinamento, marketing e vendas, mas tais medidas são defensivas e refletem a falta do pensamento estratégico, de criatividade e de ousadia", assinala.

Para Rosa, as pessoas que comandam empresas costumam esquecer que é justamente em tempos difíceis que se deve mobilizar as equipes para conquistar novos negócios, fidelizar clientes e ganhar espaços que a concorrência está perdendo por medo de investir. "Quando se é subjugado por este estado de espírito, a crise se transforma em realidade. Fica fácil se esconder atrás dela, justificar nossa apatia e culpá-la pelos nossos fracassos. Mas o que as pessoas e as empresas acabam descobrindo é que a crise não é a mesma para todos", critica.

De acordo com Rosa, internalizar uma crise pode significar algo muito arriscado como, por exemplo, deixar de motivar as pessoas dentro da empresa para enfrentar uma situação adversa. Nesse caso, ao invés de agir para neutralizar a crise, estaremos tornando-a ainda maior, pois são nos momentos de crise em que mais aparece a necessidade de uma gestão eficaz de pessoas, de ações de motivação, integração, comunicação, com o objetivo de difundir confiança e capacidade de ação.

Rosa assinala que a carência de talentos, notada pelo mercado já há algum tempo, não vai mudar e que as empresas devem refletir sobre as dificuldades de se conseguir e manter talentos antes de se deixarem levar por uma crise que ainda está mais nos jornais do que na economia real.

Gestão é decisiva - Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional, a crise está evidenciando que as empresas que têm uma Gestão de Pessoas eficaz podem sair na frente em termos competitivos, pois estão preparadas para as mudanças, até mesmo aquelas mais bruscas, que exigem ajustes repentinos. "Empresas que já fizeram a lição de casa, mapearam seus talentos, conhecem seus profissionais, têm programas de treinamento e capacitação para enfrentar situações inesperadas, estas vão sair fortalecidas. Esta crise, mais uma vez, enfatiza a necessidade das empresas pensarem a Gestão de Pessoas como parte de seu negócio e não como um apêndice de custo", alerta Chelotti.

Fonte: e-Press Comunicação
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