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9.20.2010

Estou no mercado. E agora?



Por: Marcelo Cuellar - Na Mira do Headhunter

Em primeiro lugar você precisa saber que ser demitido ou ficar desempregado não é bacana nem agradável, mas é comum. O que quero dizer com isto é que ficar sem emprego acontece aos melhores profissionais e nas carreiras mais brilhantes.

Por isto, NÃO SE DESESPERE e não ache que você é incompetente ou foque energias em achar culpados ou possíveis erros que você não tem certeza se foram cometidos. Parta para ação.

Abaixo seguem algumas das dúvidas mais comuns existentes neste momento e como encaro cada uma delas:

1) Como abordo minha saída da empresa em uma entrevista?

Com a verdade, somente com ela. Até porque referências tiradas posteriormente poderão te colocar em uma situação ruim caso suas informações não sejam verdadeiras.

2) Qual é a maneira mais assertiva e bem-sucedida de buscar uma recolocação?
Guarde sempre uma regra: quando falamos de carreira não existem regras fixas nem leis universais. Muitos profissionais ao ficarem no mercado preferem esconder esta verdade por vergonha ou por acharem que isto pode de alguma maneira diminuí-los profissionalmente. Mas isto é um erro!! Sua próxima colocação poderá ser feita por meio de uma consultoria de headhunters, linked in, indicação, amigos, parentes, vizinhos, etc. Por esta razão é importante você deixar o maior número de canais informados da sua busca por uma nova posição.
3) Qual é o tempo médio que um bom profissional fica desempregado?

Lembra da regra que falei acima? Não existe esta resposta. Lembre-se que para quem está acostumado a uma rotina puxada de executivo ficar no mercado por 1 ou 2 meses pode parecer 1 ano. Por isto acalme-se e foque suas energias em ações que possam gerar resultados e não na preocupação.

4) Quanto tempo posso ficar no mercado sem me prejudicar profissionalmente?

Não existe verdade absoluta. O importante é que quanto maior for o período, mais detalhada será a justificativa que você terá que dar à pergunta: “o que você tem feito neste tempo que está em transição de carreira?”

Algumas mulheres podem ter optado por ver o filho recém nascido completar o primeiro ano de idade; outros podem ter experimentado abrir o próprio negócio e verificado que preferem o mundo corporativo. E não há nada de errado nisto. Com certeza estes profissionais tiveram aprendizados e estes precisam ser apresentados ao headhunter no momento da entrevista.

5) Não tinha nenhuma proposta em mãos. Agora – de repente – tenho 3 ao mesmo tempo. Como decidir?

É natural que isto aconteça. Quando você inicia sua busca no mercado, faz diversos contatos que tendem a ter um tempo de resposta parecido. É aí que então as propostas ocorrem todas muito concomitantemente.

Para decidir, reflita no que você de fato quer como próxima oportunidade profissional (vale à pena dar uma olhada neste post aqui ).

Ficar desempregado mesmo quando o mercado está bastante aquecido, não significa que você é menos qualificado que os demais profissionais empregados. Há diversas variáveis envolvidas em um desligamento, não apenas competência.

E estar empregado também não significa somente ter um trabalho em uma grande empresa com carteira assinada! O Brasil vive um excelente momento de crescimento em diversos segmentos e oportunidades não faltam: aproveite este momento e BOA SORTE!!

4.11.2010

Revista Melhor - Entrar de sola. E salto!

Por: Caroline Marino - Revista Melhor

"Tânia Cosentino está no mercado há 27 anos e já ocupou muitos cargos gerenciais. Hoje, aos 44 anos, ela preside a Schneider Electric, empresa de gestão de energia e automação, e é dona de uma grande bagagem profissional. A executiva começou na companhia em 2000 e tornou-se candidata à presidência há dois anos. Ela já tinha clara essa ambição e foi atrás de seus objetivos. Depois de uma conversa franca com o então presidente, identificou suas lacunas e trabalhou para preenchê-las. 'Passei um ano na unidade da companhia na Schneider Electric, conhecendo ainda melhor o grupo e me preparando para a possibilidade de presidir a empresa no Brasil', conta.

Além da competência da executiva, seu crescimento reflete a política aplicada na empresa, que proporciona aos profissionais oportunidades de crescimento, como o programa Marco Polo, que dá chances aos colaboradores conhecerem as unidades da companhia em outros países, colaborando para o desenvolvimento de novos projetos e para o conhecimento de outras culturas. Para se ter uma ideia dessas ações na prática, a maioria dos diretores e gerentes ingressaram na empresa como estagiários. 'Sou um exemplo de que a Schneider valoriza sua equipe e dá espaço para o crescimento profissional. Vou dar continuidade a essa prática dentro da companhia, mantendo todos motivados e auxiliando no desenvolvimento de cada um', completa a executiva.

O caso de Tânia é um exemplo da ascensão das mulheres no mercado de trabalho. E o que antes parecia improvável, hoje já é realidade em muitas organizações, como mostra pesquisa do Great Place to Work (GPTW). Segundo o levantamento, elas já ocupam 43% dos postos de trabalho das 100 melhores empresas para trabalhar e estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência. Em 1997, esse número era bem menor:
apenas 11% dos cargos de chefia eram ocupados por mulheres. A pesquisa aponta, também, que nas empresas em que o contingente feminino é maior na liderança, o clima interno é melhor, e o índice de confiança dos funcionários é de 83% contra 81% das empresas lideradas por homens.
Segundo Ruy Shiozawa, CEO do GPTW, essas empresas buscam incorporar no modelo de gestão características femininas como persuasão; maior capacidade de delegar; facilidade no relacionamento interpessoal; talento para gerir equipes; e poder de negociação. 'A valorização desses itens representa uma importante evolução, pois o cenário era outro quando iniciamos, há mais de uma década, essa pesquisa', comenta. Ele explica que, no passado, as mulheres selecionadas para cargos de liderança deixavam de lado esses traços, pois precisavam apresentar um comportamento idêntico ao dos pares masculinos. Hoje, isso já não é tão visto no mercado. 'As competências femininas são, sim, importantes para manter um negócio. Cabe, agora, às mulheres administrar as expectativas dos seus diversos papéis pessoais e profissionais, e a gestão do tempo, para dar conta de todas as suas atribuições e ainda encontrar equilíbrio e qualidade de vida', completa a diretora de desenvolvimento de liderança do GPTW, Andréa Veras."

..:: Artigo completo: Revista Melhor - Gestão de Pessoas

3.06.2010

RH.com.br - Relações Trabalhistas - Determinação do MTE impacta na jornada de trabalho

..:: Patrícia Bispo entrevista Solange Fiorussi

"Dia 25 de agosto de 2010. Essa é a data limite que as empresas terão para se adequarem às novas regras relacionadas ao uso do SREP - Sistema de Registro Eletrônico de Ponto, que se trata de um conjunto de equipamentos e de programas completamente automatizados que controlarão a jornada de trabalho dos funcionários. A novidade tem base na determinação da Portaria 1.510/09 do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com a Portaria, as organizações terão um prazo de até 12 meses, a partir da publicação da mesma, para se adaptarem às novas determinações. 'É importante que as empresas já comecem a se mobilizar para a adequação às novas regras do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto, para não terem futuros problemas diante de fiscalizações dos auditores do trabalho', alerta a advogada Solange Fiorussi, do escritório Maluf e Moreno Advogados Associados.

O SREP possui uma memória que com capacidade para armazenar dados que não podem ser deletados ou adulterados, o que evita a possibilidade de fraudes. Ao marcar o ponto, com o cartão eletrônico ou magnético, por exemplo, a máquina emite para o funcionário o comprovante com os horários de entrada e saída. Para as empresas, o sistema será capaz de gerar relatórios e arquivos digitais, para eventuais solicitações diante de fiscalizações dos órgãos competentes.

Vale ressaltar que o novo sistema eletrônico não eliminará os outros modelos de marcação de ponto já existentes como o manual e o mecânico. Em entrevista concedida ao RH.com.br, a advogada explica como funcionará a utilização do SREP e quem deverá ou não seguir as determinações do Ministério do Trabalho e Emprego. Confira a entrevista na íntegra, afinal, ninguém quer ser alvo de penalidades que podem ser evitadas apenas mantendo-se bem informado com as deliberações trabalhistas. Aproveite a leitura e tire suas dúvidas sobre o assunto."

..:: Confira a entrevista completa aqui: RH.com.br - Relações Trabalhistas - Determinação do MTE impacta na jornada de trabalho