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12.09.2009

Recolocação no mercado de trabalho: existe diferença entre Brasil e outros países?

As previsões de contratação no mercado de trabalho para 2010 são otimistas em todos os setores, depois do ano turbulento que foi 2009. Pelo menos no Brasil. Notícia boa para quem está sem emprego. E em relação ao resto do mundo, será que existe diferença na recolocação e volta ao mercado de trabalho?

Segundo o gerente da Robert Half, Fabio Saad, a situação econômica brasileira permite mais facilidade no momento de contratação do que em outros países, como os Estados Unidos, que foi afetado mais fortemente pela crise. Outro motivo é a expansão dos investimentos no Brasil, que tem reflexos diretos na contratação de mão-de-obra.

..:: Comparação entre processos seletivos ::..

Ao comparar o processo seletivo brasileiro e de outros países, nota-se que eles são praticamente iguais. Na primeira fase, existe uma dinâmica de grupo, seguida de entrevista na consultoria que é responsável pelo processo ou na área de recursos humanos da empresa e da aprovação do gestor da área, de acordo com a função para a qual o candidato concorre.

Uma das poucas diferenças está no tempo em que se leva desde a abertura da vaga até a contratação. No Brasil, a velocidade é muito maior, já que existe uma demanda grande por parte das empresas.

Também existe diferença na quantidade de pessoas entrevistadas: no País, as empresas selecionam de cinco a seis candidatos por vaga, enquanto no exterior o número é maior. Isso pode ser explicado pelo fato destes países terem menos postos de trabalho, o que aumenta a concorrência.

..:: Volta ao mercado de trabalho ::..

Mesmo com as novas oportunidades de trabalho disponíveis no Brasil, o profissional que ficou um tempo sem trabalhar encontra dificuldades na recolocação.

O candidato que ficou um período sem exercer sua profissão tem desvantagens ao concorrer com uma pessoa que está ativa no mercado de trabalho, pois as empresas preferem aqueles que estão atualizados.

Ao ser comparado com o mercado de trabalho externo, a situação é a mesma, com o agravante que, como o número de vagas é menor no exterior, as chances de conseguir emprego também são.

..:: Dicas ::..

O primeiro passo para quem deseja mudar de emprego ou recomeçar sua carreira é acessar e manter contato com seu networking.

"A melhor maneira de encontrar uma oportunidade é pelos amigos ou ex-colegas de trabalho. Até mesmo as empresas, quando abrem uma vaga, vão procurar candidatos primeiro por indicações", afirma Saad.

Outras dicas são enviar currículo para a área de recursos humanos das companhias e se cadastrar em empresas de recrutamento.

..:: Fonte: Infomoney

6.19.2009

Fortalezas e Fraquezas: Caminho para o Sucesso Profissional: A importância do “conhecer a si mesmo”

Por: Clarice IshikawaConsultora da Netlogística

Durante as entrevistas realizadas com profissionais de Logística é nítida a dificuldade que estes apresentam ao refletir sobre seus aspectos pessoais no que se referem à suas fortalezas e pontos a desenvolver.

Quando o assunto é profissional, discorrem com facilidade suas experiências e seus conhecimentos, no entanto, quando o assunto é sobre si mesmo, permanecem em silêncio encontrando dificuldades em falar sobre si. Percebe-se assim, como estes profissionais não apresentam consciência sobre a importância deste fator que está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento profissional.
Quem sou eu? Qual meu potencial? Quais as minhas limitações? Quais meus gaps? Perguntas aparentemente simples, porém difíceis de serem respondidas por aqueles que não apresentam um profundo autoconhecimento.
É importante ressaltar que o aspecto profissional caminha juntamente com o pessoal. O profissional que apresenta apenas o conhecimento técnico, boa formação acadêmica e títulos ou reconhecimentos importantes pode até alcançar o sucesso, porém, em algum momento de sua carreira poderá encontrar dificuldades ou até insatisfação (mesmo ocupando uma posição invejável na organização), caso haja uma negligência do seu aspecto afetivo emocional. Isto porque, o ser humano não pode mais ser visto como um ser mecanicista, apenas executor do trabalho, mas como um ser integral, envolvido em todos os aspectos de sua vida - profissional/intelectual, psíquico, físico, social, lazer e espiritual.

Ao traçar o perfil profissional, as empresas requerem não só profissionais qualificados tecnicamente, mas também exigem perfis comportamentais como boa liderança/gestão de pessoas, capacidade de trabalho sobre pressão, trabalho em equipe, bom relacionamento interpessoal, estabilidade nas empresas, entre outros.

Por isso, é essencial que o profissional pare e reflita sobre si mesmo – quem sou eu, o que busco profissional e pessoalmente, quais meus talentos e fraquezas. Pode-se questionar, por exemplo, o motivo pelo qual não vem apresentando bom desempenho no trabalho (falta de conhecimento técnico? Falta de motivação?); na liderança, questionar o “porque” das dificuldades em lidar com determinado colaborador ou em administrar conflitos (falta assertividade? Insegurança?); na apresentação de um projeto, qual a origem da minha ansiedade excessiva (medo de falhar? Autocrítica?); Instabilidade na carreira profissional (Inflexibilidade a novos ambientes? Falta de foco?). Por meio destas questões é possível aproximar de si mesmo, caminhando rumo ao autoconhecimento.

Conclui-se então que é a partir da reflexão sobre nosso potencial e dificuldades que conseguimos nos conhecer um pouco melhor proporcionando um real desenvolvimento e aprendizagem para lidar com as adversidades resultando em um melhor desempenho e satisfação no trabalho.