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9.18.2013

Alheias às polêmicas, cidades de SP esperam os médicos cubanos

..:: Por: Ligia Guimarães | De Pedreira e Santo Antônio de Posse (SP) | Valor Online

Em Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo, estão adiantados os preparativos para a chegada da médica cubana que a cidade receberá nas próximas semanas por meio do Mais Médicos. O Ministério da Saúde informou que ela se chama Silvia e, embora isso seja quase tudo o que se sabe dela, o nome já ocupa as conversas no posto de saúde da família Benedicto Alves Barbosa, o Popular, que atende 5 mil famílias de quatro bairros, e será o local onde a médica atuará oito horas por dia.

"Não sei nem a idade dela", diz Vânia Regina da Cruz Santos, secretária de Saúde, que correu para encontrar e alugar uma casa para a futura moradora, tão logo obteve o anúncio do ministério, no início do mês, de que Posse receberia um dos cinco profissionais que pediu. "É uma casinha de dois quartos, pequena, mas aconchegante", conta a secretária, que na semana passada recebeu a visita de representantes do ministério e da Organização Panamericana de Saúde (Opas) para aprovar as instalações de trabalho e moradia.

Enquanto no país as discussões sobre o Mais Médicos se polarizam entre governo federal e conselhos regionais de medicina -- até ontem o governo não havia conseguido o registro provisório profissional para nenhum dos 682 médicos formados no exterior -, nas cidades paulistas escolhidas para receber os primeiros médicos a chegada é dada como certa e a expectativa é que eles ajudem a amenizar as dificuldades da saúde pública local. Em Posse, por exemplo, onde não há hotéis, Vânia conta que os próprios moradores se candidataram para receber a hóspede. "Mas como a médica vem para ficar três anos, preferimos garantir um lugar só dela", diz.

Pelas regras do programa federal, é papel da prefeitura arcar com moradia, alimentação e transporte. Até agora, nas contas da secretária, são R$ 650 mensais de aluguel, R$ 1.500 em enxoval e R$ 7.500 em mobília, que ela já comprou, mas aguarda a entrega. A comida, provisoriamente, virá em marmitex ("precisamos conhecer os hábitos, se ela gosta de cozinhar ou não"). O deslocamento ao trabalho será em carro da prefeitura.

Tanto esforço, espera Vânia, valerá a pena: Posse busca há tempos preencher vagas em quatro dos seis postos de saúde da cidade que, atualmente, não têm médico fixo, para atender à demanda diária. Concurso público realizado em janeiro ofereceu salário que chegava a R$ 12 mil, mas não conseguiu nenhum médico da família. O motivo, na opinião de Vânia, é o receio dos profissionais em firmar compromisso de 40 horas semanais, o que elimina possibilidades de salário maior com outros empregos.

..:: Matéria completa: Valor Online
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