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4.14.2009

Saiba como evitar a perda de capital intelectual durante a crise

Por: Pollyanna Melo - Portal Administradores

Em tempos de crise os investimentos para a proteção de informações e conhecimento dentro das empresas costumam diminuir. Em levantamento recente feito pela McAfee com mais de 800 empresas de diversos países, 39% dos entrevistados afirmam que suas informações estão mais vulneráveis no atual cenário econômico. No Brasil, 31% das empresas brasileiras participantes confirmam o corte de investimentos na área de segurança da informação este ano.

"Já que as empresas terão suas verbas para proteção de capital intelectual reduzidas no âmbito da tecnologia da informação, a saída é utilizar medidas jurídicas simples, eficazes e que requerem investimentos menores", alerta a advogada especializada em Propriedade Intelectual Cecília Manara, da Manara & Associados.


Três medidas básicas

Segundo a especialista, o primeiro passo é elaborar políticas corporativas de utilização de recursos de informática e Internet, pois é pela web que as informações são enviadas para fora das empresas.

Outra medida fundamental é a instituição de contratos ou termos de confidencialidade de informações com os colaboradores da empresa, bem como com parceiros de negócios e prestadores de serviços externos.

"Toda pessoa que tem acesso a informações confidenciais, tidas como privilegiadas e cuja perda significa diminuição de competitividade da empresa no mercado precisa comprometer-se formalmente a não repassá-las", explica.

O ponto mais crítico destacado no relatório da McAfee foi justamente o repasse indevido das informações à concorrência por meio de ex-funcionários, como forma de se valorizarem em seu ramo de atuação. Manara explica que esta situação é muito comum, principalmente no Brasil, onde a maioria das empresas não está devidamente precavida juridicamente.

Realizar o levantamento de toda a propriedade intelectual produzida dentro da empresa nos últimos tempos, como novos projetos, pesquisas, marcas e patentes, e o registro de tais propriedades junto aos órgãos de proteção também é essencial.

"Com estas ações preventivas qualquer organização estará protegida e evitará a perda de seu diferencial competitivo, já que com a transferência de informações estratégicas para o concorrente, a clientela normalmente é desviada e há queda de faturamento. Além disso, a empresa passa a valer menos no mercado, já que não é mais titular de valiosos ativos de propriedade intelectual", finaliza Manara.
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