Caros amigos,
Reitero o cancelamento do "Café da Manhã do Empreendedor", que seria realizado neste sábado (23). Lamento pelo inconveniente, mas por razões particulares tornou-se impossível viabilizar a ação a tempo.
Um forte abraço!
Sucesso sempre,
Aristides Faria
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11.23.2013
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9.11.2013
Gol mudará regra de programa de milhagem Smiles em 10 de outubro
..:: Fonte: Valor Online
A Smiles divulgou comunicado na noite desta terça-feira para informar que adotará um novo modelo de acúmulo de milhas nos voos domésticos e internacionais da Gol a partir de 10 de outubro. Segundo o documento, divulgado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a mudança “prestigia e recompensa quem voa mais e é cliente fiel Gol/Smiles, com destaque para as categorias Ouro e Diamante”.
Para os voos domésticos, o cálculo passará a ser feito pelo valor da passagem e não mais pela distância do voo. No modelo anterior, as tarifas Programada e Flexível acumulavam 100% e 125% das milhas, respectivamente, com base na distância entre a origem e o destino percorrido. A partir de 10 de outubro, a Programada valerá duas milhas para cada R$1 pago pelo cliente, enquanto a Flexível devolverá três milhas para cada R$ 1.
Segundo o comunicado da Smiles, os voos internacionais continuam a ter a distância entre origem e destino final como base para acúmulo de milhas. Na nova regra do programa de relacionamento da Gol, o passageiro recebe, no mínimo, 5 mil milhas em voos para os Estados Unidos, 3 mil milhas para América Central e Caribe e mil milhas para América do Sul. Para voos codeshare, não existe mínimo, mas as conexões também serão consideradas para o acúmulo de milhas.
Nos voos internacionais, a tarifa Confort acumulará 150% das milhas voadas. A tarifa Flexível, 125% . As tarifas Programada e Promocional, 100%.
A Smiles divulgou comunicado na noite desta terça-feira para informar que adotará um novo modelo de acúmulo de milhas nos voos domésticos e internacionais da Gol a partir de 10 de outubro. Segundo o documento, divulgado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a mudança “prestigia e recompensa quem voa mais e é cliente fiel Gol/Smiles, com destaque para as categorias Ouro e Diamante”.
Para os voos domésticos, o cálculo passará a ser feito pelo valor da passagem e não mais pela distância do voo. No modelo anterior, as tarifas Programada e Flexível acumulavam 100% e 125% das milhas, respectivamente, com base na distância entre a origem e o destino percorrido. A partir de 10 de outubro, a Programada valerá duas milhas para cada R$1 pago pelo cliente, enquanto a Flexível devolverá três milhas para cada R$ 1.
Segundo o comunicado da Smiles, os voos internacionais continuam a ter a distância entre origem e destino final como base para acúmulo de milhas. Na nova regra do programa de relacionamento da Gol, o passageiro recebe, no mínimo, 5 mil milhas em voos para os Estados Unidos, 3 mil milhas para América Central e Caribe e mil milhas para América do Sul. Para voos codeshare, não existe mínimo, mas as conexões também serão consideradas para o acúmulo de milhas.
Nos voos internacionais, a tarifa Confort acumulará 150% das milhas voadas. A tarifa Flexível, 125% . As tarifas Programada e Promocional, 100%.
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9.10.2013
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Hotelaria disputa funcionários com banco e shopping
..:: Por: Janes Rocha | Valor Online
Os grandes eventos que o Brasil vai sediar, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude Católica neste ano, e a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 expõem a carência de profissionais qualificados na hotelaria. Uma pesquisa recente da BSH Travel Research apontou que a hotelaria brasileira prepara investimentos de R$ 7,3 bilhões até 2014, totalizando 198 novos empreendimentos que vão gerar 31 mil postos de trabalho.
No entanto, as empresas já encontram dificuldade em completar seus quadros. Além da baixa oferta de profissionais qualificados e a forte competição entre empresas do setor, há também a concorrência de empresas de outras atividades. Grandes condomínios, shopping centers, hospitais e os departamentos de clientes de alta renda dos bancos têm entrado na disputa por profissionais de hotelaria.
Nesse cenário, a rotatividade de trabalhadores é grande. O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) estima, a partir dos dados apenas das redes associadas, que a rotatividade do setor hoteleiro varia entre 30% e 50%, com uma média de 38%. As áreas operacionais são as mais atingidas, especialmente em cargos que exigem menor qualificação como governança, manutenção, alimentos e bebidas.
Segundo a assessoria do Ministério do Turismo, o programa encerrou 2012 com 57.219 qualificados e/ou em processo de qualificação. A meta para 2013 é 114 mil e para 2014, 68.781.
A falta de profissionais qualificados não é por falta de cursos. Dados do Ministério da Educação disponíveis no sistema e-Mec apontam a existência de 110 cursos superiores de hotelaria ativos. Quase todos esses cursos são presenciais, alguns a distância, e estão disponíveis em escolas públicas e privadas de todo país, garantindo graduação de bacharéis e tecnólogos. Além disso, as grandes cadeias de hotéis como Accor e Blue Tree mantêm amplos programas internos de formação e qualificação.
"O apagão de mão de obra é porque não se conseguiu seduzir os jovens para o setor hoteleiro", opina Mariana Aldrigui, bacharel em turismo e diretora do curso de Lazer e Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP).
Os jovens que estão por decidir que rumo seguir mal conhecem as possibilidades de carreira no setor hoteleiro e a imagem que têm, diz Mariana, é de um ramo no qual se trabalha muito e se ganha pouco. "Eles não conhecem a demanda nova por serviços de hospitalidade que vêm de diversas áreas, de farmácias a livrarias, de grandes centros hospitalares à gastronomia."
"As escolas formam, mas falta experiência prática", rebate a empresária Chieko Aoki, fundadora e dirigente da cadeia Blue Tree. Segundo ela, os cursos superiores transmitem muita informação de alta qualidade, mas muitos alunos nunca tiveram a experiência de arrumar uma cama. "Tem que começar de baixo. As pessoas chegam aqui, saídas da universidade, querendo posições muito boas, mas não sabem como é o trabalho de uma camareira", diz Aoki.
Apesar do "gap" entre teoria e prática apontado pela empresária, há empregos em todos os níveis da cadeia produtiva do turismo, garante Camila Fernanda Barboza e Moraes, coordenadora da área de hotelaria e eventos do Senac São Paulo. O Senac oferece cursos desde camareiras e recepcionistas até gerentes, supervisores e coordenadores. "Além da técnica, proatividade e comprometimento, os profissionais da hotelaria desenvolvem capacidades de assertividade e trabalho em equipe que os tornam capazes de atuar em outras funções", define Camila.
O Senac iniciou a oferta, ano passado, de quatro cursos em gestão de hotéis em parceria com a Universidade de Cornell.
A associação com instituições estrangeiras tem sido buscada pela principais escolas de hotelaria. Desde 2006, a Anhembi Morumbi mantém parceria com o Glion Institute of Higher Education, em Clarens, na Suíça, pela qual seus alunos da graduação e pós-graduação em turismo podem obter uma dupla titulação, fazendo metade do curso no Brasil e metade na Suíça. "É um diferencial importante, não tanto pelo título, mas pelo conteúdo", diz Elizabeth Wada, diretora da Escola de Turismo e Hospitalidade da Anhembi Morumbi.
Os grandes eventos que o Brasil vai sediar, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude Católica neste ano, e a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 expõem a carência de profissionais qualificados na hotelaria. Uma pesquisa recente da BSH Travel Research apontou que a hotelaria brasileira prepara investimentos de R$ 7,3 bilhões até 2014, totalizando 198 novos empreendimentos que vão gerar 31 mil postos de trabalho.
No entanto, as empresas já encontram dificuldade em completar seus quadros. Além da baixa oferta de profissionais qualificados e a forte competição entre empresas do setor, há também a concorrência de empresas de outras atividades. Grandes condomínios, shopping centers, hospitais e os departamentos de clientes de alta renda dos bancos têm entrado na disputa por profissionais de hotelaria.
Nesse cenário, a rotatividade de trabalhadores é grande. O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) estima, a partir dos dados apenas das redes associadas, que a rotatividade do setor hoteleiro varia entre 30% e 50%, com uma média de 38%. As áreas operacionais são as mais atingidas, especialmente em cargos que exigem menor qualificação como governança, manutenção, alimentos e bebidas.
Os dados preocupam o governo, que lançou em 2011 o Pronatec Turismo, programa que visa aumentar a oferta de cursos profissionalizantes para atividades ligadas ao setor. O Pronatec tem como meta oferecer, até 2014, 240 mil vagas para 54 cursos profissionalizantes, gratuitos, integralmente presenciais com uma carga horária mínima de 16 horas-aula. Os cursos são ministrados nas unidades das escolas do chamado Sistema "S" - Sesc, Senai, Senac e Sesi -, institutos federais e estaduais de educação em 120 municípios.
Segundo a assessoria do Ministério do Turismo, o programa encerrou 2012 com 57.219 qualificados e/ou em processo de qualificação. A meta para 2013 é 114 mil e para 2014, 68.781.
A falta de profissionais qualificados não é por falta de cursos. Dados do Ministério da Educação disponíveis no sistema e-Mec apontam a existência de 110 cursos superiores de hotelaria ativos. Quase todos esses cursos são presenciais, alguns a distância, e estão disponíveis em escolas públicas e privadas de todo país, garantindo graduação de bacharéis e tecnólogos. Além disso, as grandes cadeias de hotéis como Accor e Blue Tree mantêm amplos programas internos de formação e qualificação.
"O apagão de mão de obra é porque não se conseguiu seduzir os jovens para o setor hoteleiro", opina Mariana Aldrigui, bacharel em turismo e diretora do curso de Lazer e Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP).
Os jovens que estão por decidir que rumo seguir mal conhecem as possibilidades de carreira no setor hoteleiro e a imagem que têm, diz Mariana, é de um ramo no qual se trabalha muito e se ganha pouco. "Eles não conhecem a demanda nova por serviços de hospitalidade que vêm de diversas áreas, de farmácias a livrarias, de grandes centros hospitalares à gastronomia."
Geraldo Castelli, fundador e presidente da Castelli Escola Superior de Hotelaria (ESH), acrescenta a responsabilidade de todos - escolas e empresas - na carência de profissionais. "Uma grande questão que se coloca é a quem cabe preparar essa mão de obra", diz Castelli. Para ele, embora as instituições de ensino tenham dificuldade em acompanhar as mudanças criadas com a velocidade das informações e as exigências crescentes dos viajantes, as empresas também têm falhado em seu papel de fomentar a profissão. "O que as empresas hoteleiras estão fazendo para manter a equipe? Pouco investimento e total falta de políticas de retenção de talentos", afirma.
"As escolas formam, mas falta experiência prática", rebate a empresária Chieko Aoki, fundadora e dirigente da cadeia Blue Tree. Segundo ela, os cursos superiores transmitem muita informação de alta qualidade, mas muitos alunos nunca tiveram a experiência de arrumar uma cama. "Tem que começar de baixo. As pessoas chegam aqui, saídas da universidade, querendo posições muito boas, mas não sabem como é o trabalho de uma camareira", diz Aoki.
Apesar do "gap" entre teoria e prática apontado pela empresária, há empregos em todos os níveis da cadeia produtiva do turismo, garante Camila Fernanda Barboza e Moraes, coordenadora da área de hotelaria e eventos do Senac São Paulo. O Senac oferece cursos desde camareiras e recepcionistas até gerentes, supervisores e coordenadores. "Além da técnica, proatividade e comprometimento, os profissionais da hotelaria desenvolvem capacidades de assertividade e trabalho em equipe que os tornam capazes de atuar em outras funções", define Camila.
O Senac iniciou a oferta, ano passado, de quatro cursos em gestão de hotéis em parceria com a Universidade de Cornell.
A associação com instituições estrangeiras tem sido buscada pela principais escolas de hotelaria. Desde 2006, a Anhembi Morumbi mantém parceria com o Glion Institute of Higher Education, em Clarens, na Suíça, pela qual seus alunos da graduação e pós-graduação em turismo podem obter uma dupla titulação, fazendo metade do curso no Brasil e metade na Suíça. "É um diferencial importante, não tanto pelo título, mas pelo conteúdo", diz Elizabeth Wada, diretora da Escola de Turismo e Hospitalidade da Anhembi Morumbi.
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Indicadores Econômicos de Viagens Corporativas (IEVC) | 2012
..:: Fonte: ABEOC Brasil
Os Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas (IEVC) 2012 foram divulgados em fevereiro, durante o Latin American Corporate Travel Experience (Lacte).
As receitas com viagens corporativas totalizaram R$ 32,31 bilhões em 2012, o que representa um crescimento de 12,88%, em relação ao ano anterior, que foi de R$ 28,62 bilhões. O volume de negócios gerado por esse mercado chega a R$ 61,07 bilhões, levando em conta as receitas dos segmentos de transporte aéreo, hospedagem, locação de automóveis, alimentação, agenciamento e tecnologia.
No ranking das receitas, o aéreo lidera com 45,59%, seguido por hospedagem (34,98%), locação de carros (7,17%), alimentação (5,19%), agenciamento (4,82%) e tecnologia (2,25%). O setor de viagens corporativas registrou 699.839 empregos em 2012, o que corresponde à abertura de 23.133 novos postos de trabalho em relação a 2011. Do total, foram 332.987 empregos diretos e 366.852 indiretos.
..:: [IEVC] ::..
Desenvolvido em 2006, o IEVC (Indicadores Econômicos de Viagns Corporativas) tem o objetivo de mensurar as receitas geradas no mercado brasileiro de viagens corporativas de diferentes segmentos. Até 2011, o indicador era composto pelo índice IEVC Tradicional, responsável pela avaliação dos setores de transporte aéreo, hospedagem e locação de automóveis e pelo IEVC Ampliado, que a partir de então, passou a ser o principal indicador por apontar ainda as receitas geradas nos setores de alimentação, agenciamento e tecnologia.
A pesquisa é desenvolvida pela ALAGEV (Associação Latino-America de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas), em parceria com o Senac/SP e o apoio da ABRACORP (Associação Brasileira de Agências Corporativas).
..:: Faça o download do material aqui!
Os Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas (IEVC) 2012 foram divulgados em fevereiro, durante o Latin American Corporate Travel Experience (Lacte).
As receitas com viagens corporativas totalizaram R$ 32,31 bilhões em 2012, o que representa um crescimento de 12,88%, em relação ao ano anterior, que foi de R$ 28,62 bilhões. O volume de negócios gerado por esse mercado chega a R$ 61,07 bilhões, levando em conta as receitas dos segmentos de transporte aéreo, hospedagem, locação de automóveis, alimentação, agenciamento e tecnologia.
No ranking das receitas, o aéreo lidera com 45,59%, seguido por hospedagem (34,98%), locação de carros (7,17%), alimentação (5,19%), agenciamento (4,82%) e tecnologia (2,25%). O setor de viagens corporativas registrou 699.839 empregos em 2012, o que corresponde à abertura de 23.133 novos postos de trabalho em relação a 2011. Do total, foram 332.987 empregos diretos e 366.852 indiretos.
..:: [IEVC] ::..
Desenvolvido em 2006, o IEVC (Indicadores Econômicos de Viagns Corporativas) tem o objetivo de mensurar as receitas geradas no mercado brasileiro de viagens corporativas de diferentes segmentos. Até 2011, o indicador era composto pelo índice IEVC Tradicional, responsável pela avaliação dos setores de transporte aéreo, hospedagem e locação de automóveis e pelo IEVC Ampliado, que a partir de então, passou a ser o principal indicador por apontar ainda as receitas geradas nos setores de alimentação, agenciamento e tecnologia.
A pesquisa é desenvolvida pela ALAGEV (Associação Latino-America de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas), em parceria com o Senac/SP e o apoio da ABRACORP (Associação Brasileira de Agências Corporativas).
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9.09.2013
Sul-Sudeste tem 19 das 25 melhores universidades do país
..:: Fonte: Folha Online | Colaboraram BRUNO FÁVERO e BRUNO LEE
As regiões Sul-Sudeste concentram 19 das 25 melhores universidades do país. São Paulo aparece à frente, com cinco instituições, seguido por Rio de Janeiro (quatro), Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul (três cada) e Santa Catarina (uma). O Nordeste tem quatro (Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco) e o Centro-Oeste, duas (Goiás e Distrito Federal).
USP, UFRJ e UFMG encabeçam o ranking. A região Norte não aparece no grupo principal.
A título de comparação, a nota média do grupo de elite do RUF (86,79) é 27% superior à média das 25 instituições que vêm a seguir no ranking de universidades (68,40).
Essa radiografia regionalizada do ensino superior brasileiro emerge da edição 2013 do RUF, cujo ranking geral, publicado integralmente nesse suplemento, classifica as 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (veja quadro da pág. 6).
Em sua segunda edição, o RUF manteve a filosofia e aperfeiçoou a metodologia para contemplar duas grandes áreas de interesse: a produção científica --aferida com base em indicadores de pesquisa, inserção internacional e inovação-- e a graduação, calcada na avaliação da qualidade de ensino e na ressonância da instituição no mercado de trabalho.
No total, são avaliados 5 indicadores, subdivididos em 16 subindicadores, que geram rankings independentes e podem ser consultados separadamente (veja a metodologia na pág. ao lado).
É na área de graduação que está a maior novidade deste ano: o ranking de ensino, uma análise extensiva inédita dos indicadores dos cursos ministrados em 2.358 instituições.
A avaliação contempla as 30 carreiras com maior número de estudantes matriculados em 2011 (último dado disponível no instituto de pesquisa do MEC, o Inep).
Conduzido pelo Datafolha, o levantamento usa basicamente os mesmos critérios de ensino e mercado do ranking geral de universidades, mas com adaptações metodológicas para atender às diferenças de propósitos das instituições --que nesse caso incluem também os centros universitários e faculdades (veja quadro na pág. 19).
Dada a extensão do universo pesquisado, o ranking de cursos é publicado em versão limitada aos dez primeiros colocados. As tabelas completas podem ser consultadas no site do RUF.
..:: [Resultados] ::..
A USP aparece com destaque nesse levantamento pormenorizado, com o maior número de cursos no top 10 das 30 carreiras analisadas. A maior universidade estadual paulista só não pontua em serviço social porque não tem essa graduação.
A ampliação da avaliação do ensino por curso permitiu ainda identificar destaques entre instituições que não são classificadas como universidades. As faculdades Insper e a FGV-SP, por exemplo, ficaram entre as dez melhores nas duas carreiras de seus portfólios analisadas pelo RUF.
Outra novidades do RUF 2013 é a criação do ranking de internacionalização, liderado na estreia pela Universidade Federal do ABC. Criada em 2005 e com um modelo inovador de ensino, a instituição tem 100% de docentes com doutorado e desponta no 21º lugar do ranking de pesquisa científica do RUF.
As regiões Sul-Sudeste concentram 19 das 25 melhores universidades do país. São Paulo aparece à frente, com cinco instituições, seguido por Rio de Janeiro (quatro), Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul (três cada) e Santa Catarina (uma). O Nordeste tem quatro (Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco) e o Centro-Oeste, duas (Goiás e Distrito Federal).
USP, UFRJ e UFMG encabeçam o ranking. A região Norte não aparece no grupo principal.
A título de comparação, a nota média do grupo de elite do RUF (86,79) é 27% superior à média das 25 instituições que vêm a seguir no ranking de universidades (68,40).
Essa radiografia regionalizada do ensino superior brasileiro emerge da edição 2013 do RUF, cujo ranking geral, publicado integralmente nesse suplemento, classifica as 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (veja quadro da pág. 6).
Em sua segunda edição, o RUF manteve a filosofia e aperfeiçoou a metodologia para contemplar duas grandes áreas de interesse: a produção científica --aferida com base em indicadores de pesquisa, inserção internacional e inovação-- e a graduação, calcada na avaliação da qualidade de ensino e na ressonância da instituição no mercado de trabalho.
No total, são avaliados 5 indicadores, subdivididos em 16 subindicadores, que geram rankings independentes e podem ser consultados separadamente (veja a metodologia na pág. ao lado).
É na área de graduação que está a maior novidade deste ano: o ranking de ensino, uma análise extensiva inédita dos indicadores dos cursos ministrados em 2.358 instituições.
A avaliação contempla as 30 carreiras com maior número de estudantes matriculados em 2011 (último dado disponível no instituto de pesquisa do MEC, o Inep).
Conduzido pelo Datafolha, o levantamento usa basicamente os mesmos critérios de ensino e mercado do ranking geral de universidades, mas com adaptações metodológicas para atender às diferenças de propósitos das instituições --que nesse caso incluem também os centros universitários e faculdades (veja quadro na pág. 19).
Dada a extensão do universo pesquisado, o ranking de cursos é publicado em versão limitada aos dez primeiros colocados. As tabelas completas podem ser consultadas no site do RUF.
..:: [Resultados] ::..
A USP aparece com destaque nesse levantamento pormenorizado, com o maior número de cursos no top 10 das 30 carreiras analisadas. A maior universidade estadual paulista só não pontua em serviço social porque não tem essa graduação.
A ampliação da avaliação do ensino por curso permitiu ainda identificar destaques entre instituições que não são classificadas como universidades. As faculdades Insper e a FGV-SP, por exemplo, ficaram entre as dez melhores nas duas carreiras de seus portfólios analisadas pelo RUF.
Outra novidades do RUF 2013 é a criação do ranking de internacionalização, liderado na estreia pela Universidade Federal do ABC. Criada em 2005 e com um modelo inovador de ensino, a instituição tem 100% de docentes com doutorado e desponta no 21º lugar do ranking de pesquisa científica do RUF.
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9.06.2013
Multiplus quer transferir TAM Fidelidade à Latam
..:: Por: Renato Rostás | Valor OnlineO conselho de administração da Multiplus aprovou proposta para assembleia geral extraordinária (AGE), ainda a ser convocada, pedindo mudanças no estatuto social da companhia. A empresa pede transferência total de responsabilidades e direitos relacionadas ao TAM Fidelidade para sua controladora, a Latam.
Segundo ata da reunião, realizada no dia 4, a decisão não terá impacto sobre as finanças da administradora de milhagens, mas ajuda a aumentar a independência entre as duas corporações. Caso seja aprovada pelos acionistas, a medida libera a TAM de pagar R$ 270 mil mensais à Multiplus.
A companhia acredita que a proposta “contribui positivamente para elevar padrões de governança ao proporcionar maior segregação de funções e sistemas”. De acordo com o texto, as equipes da Multiplus que cuidam do TAM Fidelidade serão absorvidas pela empresa aérea.
A reunião do conselho também aprovou o nome de Alexandre Parczew, diretor comercial da empresa, como presidente interino enquanto o substituto de Eduardo Gouveia não é encontrado. Parczew já assumia essa função desde o mês passado.
A ata de reunião do conselho ainda mostra decisão favorável para que o percentual de conselheiros independentes no órgão seja estabelecido em 30% e a criação do comitê de finanças, auditoria, governança e “partes relacionadas” com três integrantes.
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9.05.2013
Ciudades sustentables (en español)
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9.03.2013
Eike pode vender Glória a Acron

..:: Fonte: Valor Online
O empresário Eike Batista está finalizando negociações para vender o Hotel Glória ao fundo de investimento suíço Acron. A informação foi confirmada à agência de notícias Dow Jones pelo diretor de comunicação do fundo, Kai Bender. A oferta de R$ 225 milhões (US$ 94,9 milhões) pelo empreendimento, que só tem a fundação pronta e a fachada preservada, surpreendeu empresários que também negociavam com a REX, braço imobiliário do grupo EBX.
Quando colocou o que resta do hotel à venda, a REX pedia R$ 200 milhões - R$ 80 milhões que pagou pelo prédio e R$ 120 milhões que já havia investido no negócio. Interessados em conseguir um novo e valorizado espaço na cidade, grupos nacionais e internacionais, fizeram propostas à REX.
Nos últimos dias, executivos da empresa de Eike disseram aos negociadores que haviam recebido uma boa oferta e consultaram sobre eventuais novas propostas. Como não houve nenhuma que superasse a feita pelo Acron, a conclusão do negócio foi iniciada.
Segundo um empresário ligado ao setor, e que também disputava a aquisição, a conclusão do negócio ainda depende da "due dilligence", a ser iniciada nos próximos dias. Esse empresário disse que a alta do dólar pode ter beneficiado a negociação já que, para o mercado externo, o ativos em reais ficaram mais baratos. Além do fundo, pelo menos três outros grupos estavam interessados na aquisição do hotel. A empresa de Eike disse que não vai comentar as informações.
Em 2010, o grupo EBX iniciou reformas e o rebatizou de Glória Palace. O ritmo lento e a destruição da parte interna e do teatro preocupavam quem acompanhava a execução. Em meados de junho deste ano, as obras foram paralisadas. Calcula-se que 70% da obra precisa concluída, num investimento de cerca de R$ 200 milhões.
Ontem, o presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, falou sobre Eike: "É um grande empreendedor e empreendedores às vezes falham... Ele lançou projetos muito complexos... A gente tem uma missão simples que é tentar mitigar os danos dessa derrocada. É uma história triste, era um projeto que ele acreditava [...] ele é o maior perdedor." Esteves participou do "IV Fórum Liberdade e Democracia", realizado em Belo Horizonte. Os comentários foram feitos após uma pergunta da plateia sobre o EBX. O BTG está assessorando o grupo de Eike Baptista, que enfrenta problemas em diversas operações.
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Trabalho a distância ainda desafia chefes, diz pesquisa
..:: Por: Letícia Arcoverde | Valor Online
Apesar de aceitar que o trabalho remoto traz benefícios para empresas e profissionais, os brasileiros ainda consideram a distância um desafio no dia a dia. Segundo uma pesquisa da empresa de espaços de trabalho Regus, a maioria dos gestores se preocupa com a possível falta de controle sobre o tempo dos funcionários remotos.
Para 55% dos entrevistados, os chefes têm preocupações com a forma como os funcionários a distância se ocupam. Isso se reflete nas formas de controle usadas pelas empresas e de técnicas de aproximação quando o profissional está trabalhando remotamente, como o uso de sistemas informatizados de relatórios (presente em 49% das companhias) e o uso de videoconferência para manter o contato visual com as equipes (61%).
No entanto, isso talvez não seja suficiente na visão dos entrevistados: para 61%, os gestores deveriam ter um treinamento especial para gerenciar suas equipes a distância com mais eficiência. O número é maior do que a média global, de 55%, mas está próximo do encontrado em outros países emergentes, como a China (59%). Para a Regus, esses países adotam a prática a menos tempo, e ainda estão se adaptando a esse tipo de gestão. “O trabalho remoto tem benefícios muito claros: maior produtividade, maior retenção de talentos e custos operacionais menores. Mas a liberdade e a confiança desempenham um papel crucial no gerenciamento a distância", diz o CEO da Regus, Mark Dixon.
Segundo o levantamento, 58% dos brasileiros trabalham remotamente pelo menos duas vezes por semana – número maior do que a média global, de 48%. O estudo foi feito com mais de 26 mil profissionais de 94 países – no Brasil, foram 600 participantes.
Apesar de aceitar que o trabalho remoto traz benefícios para empresas e profissionais, os brasileiros ainda consideram a distância um desafio no dia a dia. Segundo uma pesquisa da empresa de espaços de trabalho Regus, a maioria dos gestores se preocupa com a possível falta de controle sobre o tempo dos funcionários remotos.
Para 55% dos entrevistados, os chefes têm preocupações com a forma como os funcionários a distância se ocupam. Isso se reflete nas formas de controle usadas pelas empresas e de técnicas de aproximação quando o profissional está trabalhando remotamente, como o uso de sistemas informatizados de relatórios (presente em 49% das companhias) e o uso de videoconferência para manter o contato visual com as equipes (61%).
No entanto, isso talvez não seja suficiente na visão dos entrevistados: para 61%, os gestores deveriam ter um treinamento especial para gerenciar suas equipes a distância com mais eficiência. O número é maior do que a média global, de 55%, mas está próximo do encontrado em outros países emergentes, como a China (59%). Para a Regus, esses países adotam a prática a menos tempo, e ainda estão se adaptando a esse tipo de gestão. “O trabalho remoto tem benefícios muito claros: maior produtividade, maior retenção de talentos e custos operacionais menores. Mas a liberdade e a confiança desempenham um papel crucial no gerenciamento a distância", diz o CEO da Regus, Mark Dixon.
Segundo o levantamento, 58% dos brasileiros trabalham remotamente pelo menos duas vezes por semana – número maior do que a média global, de 48%. O estudo foi feito com mais de 26 mil profissionais de 94 países – no Brasil, foram 600 participantes.
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9.02.2013
PMDB diverge sobre sistema eleitoral e financiamento
..:: Por: Raphael Di Cunto | Valor Online
Contrário ao plebiscito para reforma política, o PMDB defende que o tema só vá à consulta popular por um referendo depois que o Congresso aprovar projeto com as novas regras. A própria bancada do partido na Câmara dos Deputados, porém, tem ideias diferentes sobre qual seria o melhor sistema eleitoral e o modelo de financiamento das campanhas, segundo pesquisa da legenda obtida com exclusividade pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.
A pesquisa foi feita a pedido do deputado Marcelo Castro (PI), representante do partido na comissão especial da Câmara que vai formular uma proposta de reforma política para ter validade depois da eleição de 2014. Participaram da sondagem, feita neste mês, 62 deputados, ou 77,5% da bancada. As respostas vão nortear o posicionamento da legenda na reforma política.
Os deputados do PMDB estão divididos sobre a manutenção do sistema proporcional para o Legislativo, em que as cadeiras são divididas pelo número de votos de cada coligação. Segundo a pesquisa, 32% são a favor de manter o atual sistema e 35%, contrários. O resto ou é indiferente (15%) ou não respondeu (18%).
Se ocorresse a mudança, o partido iria preferir a proposta do vice-presidente da República, Michel Temer, presidente licenciado do PMDB nacional. Apelidado de "distritão", nele seriam eleitos os deputados e vereadores mais votados, independentemente do partido ao qual estão filiados. Estão a favor deste modelo 71% dos deputados da legenda - 18% são contra.
..:: Matéria completa no Valor Online
Contrário ao plebiscito para reforma política, o PMDB defende que o tema só vá à consulta popular por um referendo depois que o Congresso aprovar projeto com as novas regras. A própria bancada do partido na Câmara dos Deputados, porém, tem ideias diferentes sobre qual seria o melhor sistema eleitoral e o modelo de financiamento das campanhas, segundo pesquisa da legenda obtida com exclusividade pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.
A pesquisa foi feita a pedido do deputado Marcelo Castro (PI), representante do partido na comissão especial da Câmara que vai formular uma proposta de reforma política para ter validade depois da eleição de 2014. Participaram da sondagem, feita neste mês, 62 deputados, ou 77,5% da bancada. As respostas vão nortear o posicionamento da legenda na reforma política.
Os deputados do PMDB estão divididos sobre a manutenção do sistema proporcional para o Legislativo, em que as cadeiras são divididas pelo número de votos de cada coligação. Segundo a pesquisa, 32% são a favor de manter o atual sistema e 35%, contrários. O resto ou é indiferente (15%) ou não respondeu (18%).
Se ocorresse a mudança, o partido iria preferir a proposta do vice-presidente da República, Michel Temer, presidente licenciado do PMDB nacional. Apelidado de "distritão", nele seriam eleitos os deputados e vereadores mais votados, independentemente do partido ao qual estão filiados. Estão a favor deste modelo 71% dos deputados da legenda - 18% são contra.
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PRB ingressa no governo Alckmin e promove projeto da Universal
..:: Por: Cristiane Agostine | Valor Online
O ingresso do PRB na gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ontem, foi marcado pela divulgação de um projeto ligado à Igreja Universal do Reino de Deus para o tratamento de viciados em drogas. O partido, comandado por um bispo da igreja, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Social e ficará responsável pelo programa de reabilitação de dependentes químicos, uma das principais vitrines de Alckmin.
O novo secretário da Pasta, Rogério Hamam (PRB), comandará o programa Recomeço, que prevê o pagamento mensal de R$ 1.350 a três mil famílias de viciados em drogas para custear o tratamento em clínicas privadas. Segundo Hamam, o governador pediu atenção especial a esse programa. "Alckmin foi muito enfático ao dizer que uma das principais missões [da secretaria] é a de combate ao crack", disse, depois de tomar posse, na sede do governo. "Esse não é um tema estranho ao PRB".
Lançado no começo do mês, o projeto ficou conhecido como "bolsa crack" e foi questionado pelo presidente do PRB, bispo Marcos Pereira, antes de o partido assumir a secretaria. Em texto publicado há treze dias em seu blog, Pereira disse que o programa pode ser manipulado por interesses políticos. "Os especialistas garantem que a proposta é obscura e pode fomentar um mercado de tratamento da dependência química, além de servir a interesses políticos", escreveu.
Ontem, porém, integrantes do partido aproveitaram a posse para divulgar o programa de Alckmin. O vereador da capital Jean Madeira (PRB), pastor eleito com apoio da Universal, levou jovens para promover o projeto "Juventude Contra o Crack", apoiado pela igreja e que pode receber recursos do programa estadual.
Segundo Madeira, há 70 entidades privadas conveniadas ao projeto da igreja. "Agora, com o secretário, vamos conseguir fazer essa aproximação [do governo] com as casas de recuperação", disse. Ao fim do evento, os jovens com camiseta do "Juventude Contra o Crack" posaram para fotos com cartazes do Recomeço. "Espero ter apoio do governo do Estado. Se as portas se abrirem... É como costumo dizer: se a cabeça passar, o resto do corpo passa", afirmou.
..:: Matéria completa no Valor Online
O ingresso do PRB na gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ontem, foi marcado pela divulgação de um projeto ligado à Igreja Universal do Reino de Deus para o tratamento de viciados em drogas. O partido, comandado por um bispo da igreja, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Social e ficará responsável pelo programa de reabilitação de dependentes químicos, uma das principais vitrines de Alckmin.
O novo secretário da Pasta, Rogério Hamam (PRB), comandará o programa Recomeço, que prevê o pagamento mensal de R$ 1.350 a três mil famílias de viciados em drogas para custear o tratamento em clínicas privadas. Segundo Hamam, o governador pediu atenção especial a esse programa. "Alckmin foi muito enfático ao dizer que uma das principais missões [da secretaria] é a de combate ao crack", disse, depois de tomar posse, na sede do governo. "Esse não é um tema estranho ao PRB".
Lançado no começo do mês, o projeto ficou conhecido como "bolsa crack" e foi questionado pelo presidente do PRB, bispo Marcos Pereira, antes de o partido assumir a secretaria. Em texto publicado há treze dias em seu blog, Pereira disse que o programa pode ser manipulado por interesses políticos. "Os especialistas garantem que a proposta é obscura e pode fomentar um mercado de tratamento da dependência química, além de servir a interesses políticos", escreveu.
Ontem, porém, integrantes do partido aproveitaram a posse para divulgar o programa de Alckmin. O vereador da capital Jean Madeira (PRB), pastor eleito com apoio da Universal, levou jovens para promover o projeto "Juventude Contra o Crack", apoiado pela igreja e que pode receber recursos do programa estadual.
Segundo Madeira, há 70 entidades privadas conveniadas ao projeto da igreja. "Agora, com o secretário, vamos conseguir fazer essa aproximação [do governo] com as casas de recuperação", disse. Ao fim do evento, os jovens com camiseta do "Juventude Contra o Crack" posaram para fotos com cartazes do Recomeço. "Espero ter apoio do governo do Estado. Se as portas se abrirem... É como costumo dizer: se a cabeça passar, o resto do corpo passa", afirmou.
..:: Matéria completa no Valor Online
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8.31.2013
Copa do Mundo padrão Brasil
..:: Por Robinson Borges e Rosângela Bittar | Valor Online
A luz do sol de inverno de Brasília ilumina a placa sobre uma discreta parede em tons pastel. Letras cursivas contornam a primeira palavra: Lake's. Em seguida, alinhadas fontes maiúsculas formam o complemento: Restaurante. Tão prosaica nas fachadas brasileiras, essa união bilíngue normalmente sinalizaria apenas que estamos na frente de um dos principais endereços gastronômicos da capital, mas nesta tarde remetem também a uma inescapável ironia. É o lugar escolhido pelo comunista Aldo Rebelo, um notório nacionalista, para este "À Mesa com o Valor".
Crítico agudo do "dialeto de Miami", esse sertanejo de Alagoas se tornou conhecido por seus controversos projetos em defesa da soberania cultural. Só para lembrar, ele já sugeriu a criação de um Dia Nacional do Saci-Pererê, para substituir a importação cultural do Halloween, e propôs uma lei que limitava o uso de estrangeirismos no Brasil. Nesta tarde, no entanto, o ministro do Esporte decidiu suspender as alfândegas e entregar-se aos prazeres da carne - no Lake's.
O nome do restaurante pode ser fruto de uma "imposição da cultura dominante sobre a cultura dominada", mas também teve como inspiração algo bem brasileiro, uma belíssima vista do Lago Sul de Brasília, onde uma primeira unidade da churrascaria da família surgiu três décadas atrás. Hoje, na Asa Sul, a casa é um daqueles lugares naturalmente acolhedores, com mobiliário contemporâneo e cozinha internacional que não despreza as delicadezas do sabor local. Seu padrão é Fifa.
Os raios solares que se expressam timidamente pela janela do hall - desculpe, ministro, antessala é melhor - deixam o ambiente mais agradável. Aldo já está descontraidamente acomodado em um poltrona de couro quando os repórteres entram. Ele experimenta uma cachaça Mercedes, produto 100% brasileiro, e faz sua primeira defesa da identidade nacional. "Não sou contra estrangeirismos", diz, ao saborear pequenas porções de amendoim. "O idioma se enriquece com o aporte de novas expressões. O que você não pode conceber é a substituição do seu idioma por um estrangeiro, achando que isso tem algum sentido de modernidade e de sofisticação."
No ginásio, em sua Viçosa natal, o jovem José Aldo Rebelo Figueiredo foi aluno do padre Jatobá, um latinista afetuosamente ligado ao idioma. Ao frequentar suas aulas, aprendeu que o português foi um fator importante da construção da unidade do país, tema que se tornaria central em seu itinerário político e intelectual. "O Brasil não vai resolver bem a questão democrática, não vai resolver bem a questão social, se não tiver a questão nacional como eixo orientador das grandes decisões", fala com a empolgação típica dos bons oradores.
Alinhado em um terno azul-marinho combinando com uma camisa branca de listras igualmente azuis, Aldo está com o semblante tranquilo, sem muitas evidências de seus 57 anos. Depois da tumultuada Copa das Confederações, o ministro fez um retiro de alguns dias em Viçosa. No interior, mantém um sítio com plantação de mandioca, feijão e capim e alguns cavalos. É lá, próximo de Maria Cila, sua mãe, e das irmãs, que costuma pegar manga no pé e nadar no rio. Os cavalos são uma paixão especial: a cavalgada é o esporte nacional mais antigo, antecede o futebol, costuma dizer. Seu primeiro contato ocorreu aos 3 anos, quando o vaqueiro José Figueiredo Lima, seu pai, o pôs em uma sela. Virou seu esporte. Em sua terra, garante, não é o ministro. É um local.
Na tela do celular, exibe instantâneos do ócio. Em uma das fotos está orgulhosamente acompanhado de dois garotos que moram em uma comunidade de 30 pessoas e vestem camisa do Palmeiras. "Eu fotografo palmeirenses", diz.
Quando está em Brasília, muitas das partidas de seu Palestra do coração são vistas ali mesmo, quase sempre na companhia da oposição. "Tenho amigos que são gremistas, outros que são Colorado, Fluminense", conta. "Trago os amigos para ver os jogos do Palmeiras e venho com amigos para ver os jogos deles." Esporte, afinal, é confraternização. Incluindo a língua: não se espante se ouvi-lo, no Lake's, gritar pênalti em vez de penalidade máxima.
No comando dos dois eventos esportivos mais importantes da história do país, Aldo vê o esporte como de interesse público nacional. Mais do que um ardoroso palmeirense, revela-se um torcedor do futebol. Quando jovem, chegou a jogar como lateral-direito, tentou ser centroavante e zagueiro. Acabou no gol, mas a carreira não deslanchou. Mais tarde, usou sua paixão para escrever um livro: "Palmeiras x Corinthians 1945 - O Jogo Vermelho".
Apesar de ter sido criado na Inglaterra há um século e meio, o futebol foi incorporado e praticamente reinventado por aqui - a palavra também foi adaptada do inglês na pronúncia e na escrita. "No Brasil, tornou-se esporte nacional. Muita gente achava que não ia dar certo, o próprio Graciliano Ramos pensava isso", observa. "Em uma sociedade tão desigual como a que tínhamos no século passado, foi um esporte que abriu a janela para os jovens pobres e negros. Qual foi a primeira celebridade negra e pobre do país? Foi o Friedenreich [craque do futebol amador]. O povo abraçou o futebol como uma causa", diz, enquanto pastéis de queijo e carne são acomodados à mesa.
Mas o contagiante entusiasmo brasileiro pelo futebol parece ter ido para o escanteio durante a Copa das Confederações. No lugar da tradicional torcida-delirando-vendo-a-rede-balançar, a pátria em chuteiras foi ocupada por manifestantes que reclamavam contra o custo e o legado dos megaeventos. Algumas pistas do desconforto da opinião pública já estavam dadas, meses antes, com a repetição exaustiva do bordão "se agora já está assim, imagina na Copa".
..:: Leia a matéria completa no Valor Online
A luz do sol de inverno de Brasília ilumina a placa sobre uma discreta parede em tons pastel. Letras cursivas contornam a primeira palavra: Lake's. Em seguida, alinhadas fontes maiúsculas formam o complemento: Restaurante. Tão prosaica nas fachadas brasileiras, essa união bilíngue normalmente sinalizaria apenas que estamos na frente de um dos principais endereços gastronômicos da capital, mas nesta tarde remetem também a uma inescapável ironia. É o lugar escolhido pelo comunista Aldo Rebelo, um notório nacionalista, para este "À Mesa com o Valor".
Crítico agudo do "dialeto de Miami", esse sertanejo de Alagoas se tornou conhecido por seus controversos projetos em defesa da soberania cultural. Só para lembrar, ele já sugeriu a criação de um Dia Nacional do Saci-Pererê, para substituir a importação cultural do Halloween, e propôs uma lei que limitava o uso de estrangeirismos no Brasil. Nesta tarde, no entanto, o ministro do Esporte decidiu suspender as alfândegas e entregar-se aos prazeres da carne - no Lake's.
O nome do restaurante pode ser fruto de uma "imposição da cultura dominante sobre a cultura dominada", mas também teve como inspiração algo bem brasileiro, uma belíssima vista do Lago Sul de Brasília, onde uma primeira unidade da churrascaria da família surgiu três décadas atrás. Hoje, na Asa Sul, a casa é um daqueles lugares naturalmente acolhedores, com mobiliário contemporâneo e cozinha internacional que não despreza as delicadezas do sabor local. Seu padrão é Fifa.
Os raios solares que se expressam timidamente pela janela do hall - desculpe, ministro, antessala é melhor - deixam o ambiente mais agradável. Aldo já está descontraidamente acomodado em um poltrona de couro quando os repórteres entram. Ele experimenta uma cachaça Mercedes, produto 100% brasileiro, e faz sua primeira defesa da identidade nacional. "Não sou contra estrangeirismos", diz, ao saborear pequenas porções de amendoim. "O idioma se enriquece com o aporte de novas expressões. O que você não pode conceber é a substituição do seu idioma por um estrangeiro, achando que isso tem algum sentido de modernidade e de sofisticação."
No ginásio, em sua Viçosa natal, o jovem José Aldo Rebelo Figueiredo foi aluno do padre Jatobá, um latinista afetuosamente ligado ao idioma. Ao frequentar suas aulas, aprendeu que o português foi um fator importante da construção da unidade do país, tema que se tornaria central em seu itinerário político e intelectual. "O Brasil não vai resolver bem a questão democrática, não vai resolver bem a questão social, se não tiver a questão nacional como eixo orientador das grandes decisões", fala com a empolgação típica dos bons oradores.
Alinhado em um terno azul-marinho combinando com uma camisa branca de listras igualmente azuis, Aldo está com o semblante tranquilo, sem muitas evidências de seus 57 anos. Depois da tumultuada Copa das Confederações, o ministro fez um retiro de alguns dias em Viçosa. No interior, mantém um sítio com plantação de mandioca, feijão e capim e alguns cavalos. É lá, próximo de Maria Cila, sua mãe, e das irmãs, que costuma pegar manga no pé e nadar no rio. Os cavalos são uma paixão especial: a cavalgada é o esporte nacional mais antigo, antecede o futebol, costuma dizer. Seu primeiro contato ocorreu aos 3 anos, quando o vaqueiro José Figueiredo Lima, seu pai, o pôs em uma sela. Virou seu esporte. Em sua terra, garante, não é o ministro. É um local.
Na tela do celular, exibe instantâneos do ócio. Em uma das fotos está orgulhosamente acompanhado de dois garotos que moram em uma comunidade de 30 pessoas e vestem camisa do Palmeiras. "Eu fotografo palmeirenses", diz.
Quando está em Brasília, muitas das partidas de seu Palestra do coração são vistas ali mesmo, quase sempre na companhia da oposição. "Tenho amigos que são gremistas, outros que são Colorado, Fluminense", conta. "Trago os amigos para ver os jogos do Palmeiras e venho com amigos para ver os jogos deles." Esporte, afinal, é confraternização. Incluindo a língua: não se espante se ouvi-lo, no Lake's, gritar pênalti em vez de penalidade máxima.
No comando dos dois eventos esportivos mais importantes da história do país, Aldo vê o esporte como de interesse público nacional. Mais do que um ardoroso palmeirense, revela-se um torcedor do futebol. Quando jovem, chegou a jogar como lateral-direito, tentou ser centroavante e zagueiro. Acabou no gol, mas a carreira não deslanchou. Mais tarde, usou sua paixão para escrever um livro: "Palmeiras x Corinthians 1945 - O Jogo Vermelho".
Apesar de ter sido criado na Inglaterra há um século e meio, o futebol foi incorporado e praticamente reinventado por aqui - a palavra também foi adaptada do inglês na pronúncia e na escrita. "No Brasil, tornou-se esporte nacional. Muita gente achava que não ia dar certo, o próprio Graciliano Ramos pensava isso", observa. "Em uma sociedade tão desigual como a que tínhamos no século passado, foi um esporte que abriu a janela para os jovens pobres e negros. Qual foi a primeira celebridade negra e pobre do país? Foi o Friedenreich [craque do futebol amador]. O povo abraçou o futebol como uma causa", diz, enquanto pastéis de queijo e carne são acomodados à mesa.
Mas o contagiante entusiasmo brasileiro pelo futebol parece ter ido para o escanteio durante a Copa das Confederações. No lugar da tradicional torcida-delirando-vendo-a-rede-balançar, a pátria em chuteiras foi ocupada por manifestantes que reclamavam contra o custo e o legado dos megaeventos. Algumas pistas do desconforto da opinião pública já estavam dadas, meses antes, com a repetição exaustiva do bordão "se agora já está assim, imagina na Copa".
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8.30.2013
'São Paulo é um grande manicômio', diz Domenico De Masi
..:: Fonte: Folha de São Paulo UOL
"São Paulo é um grande manicômio. Eu não consigo entender como os milhões de pessoas que vivem aqui passam horas no carro a caminho do escritório, com tantas ferramentas tecnológicas disponíveis para trabalhar de casa."
O cenário, descrito pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, em sabatina promovida nesta terça-feira (20) pela Folha, serviu como antiexemplo para o conceito que o tornou conhecido há mais de uma década, com o lançamento do livro "O Ócio Criativo".
..:: [Foto] ::: O sociólogo italiano Domenico de Masi, autor de "O Ócio Criativo", durante sabatina promovida pela Folha em São Paulo
Professor da universidade romana de La Sapienza, De Masi, 75, explicou o conceito: "Muitas vezes ele é mal compreendido. Ócio criativo não significa 'não fazer nada'. É aliar trabalho, estudo e lazer. Como neste momento em que estamos reunidos aqui neste auditório".
O evento, no Teatro Folha, em São Paulo, contou com a presença dos jornalistas Vera Guimarães, Cassiano Elek Machado, Érica Fraga e Morris Kachani.
A tese de De Masi é de que os trabalhadores que exercem atividades criativas (cerca de um terço do total) poderiam se tornar mais produtivos se tivessem mais tempo para se dedicar ao lazer e à família. "Dificilmente as grandes ideias surgem no ambiente de trabalho", afirma.
..:: [ÓCIO ACESSÍVEL] ::..
Questionado pela plateia se o ócio criativo seria acessível a todos os trabalhadores, incluindo os que estão em linha de montagem, ele reconheceu que não: "Esta é uma ideia elitista".
Segundo ele, a disseminação da prática do ócio criativo é prejudicada pela prevalência da cultura de dedicação excessiva ao trabalho desenvolvida nos EUA e que afetou países como o Brasil.
"Considero doentia a cultura do 'management' americano", disse. "Acredito que as pessoas passam o dia todo no escritório porque não gostam de suas famílias", ironizou o sociólogo.
Ele diz que, mesmo com o avanço tecnológico, as empresas de forma geral ainda resistem à adoção de práticas como a que chama de "teletrabalho". "Precisamos nos tornar donos da tecnologia, e não escravos dela."
De Masi reafirmou sua crença no Brasil como um dos principais celeiros do pensamento criativo no mundo. Mencionou avanços na área educacional (como a universalização do ensino fundamental), elogiou a qualidade das universidades e alguns programas específicos, como o projeto de educação em vigência em Foz do Iguaçu (PR) e a escola de balé Bolshoi em Joinville (SC).
De Masi também falou sobre a amizade com o arquiteto Oscar Niemeyer e recorreu às sua linhas curvilíneas características para exemplificar o modo de pensar brasileiro. "O francês Le Corbusier [arquiteto que morreu em 1965, aos 77 anos] pensava em linhas retas."
"São Paulo é um grande manicômio. Eu não consigo entender como os milhões de pessoas que vivem aqui passam horas no carro a caminho do escritório, com tantas ferramentas tecnológicas disponíveis para trabalhar de casa."
O cenário, descrito pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, em sabatina promovida nesta terça-feira (20) pela Folha, serviu como antiexemplo para o conceito que o tornou conhecido há mais de uma década, com o lançamento do livro "O Ócio Criativo".
..:: [Foto] ::: O sociólogo italiano Domenico de Masi, autor de "O Ócio Criativo", durante sabatina promovida pela Folha em São Paulo
Professor da universidade romana de La Sapienza, De Masi, 75, explicou o conceito: "Muitas vezes ele é mal compreendido. Ócio criativo não significa 'não fazer nada'. É aliar trabalho, estudo e lazer. Como neste momento em que estamos reunidos aqui neste auditório".
O evento, no Teatro Folha, em São Paulo, contou com a presença dos jornalistas Vera Guimarães, Cassiano Elek Machado, Érica Fraga e Morris Kachani.
A tese de De Masi é de que os trabalhadores que exercem atividades criativas (cerca de um terço do total) poderiam se tornar mais produtivos se tivessem mais tempo para se dedicar ao lazer e à família. "Dificilmente as grandes ideias surgem no ambiente de trabalho", afirma.
..:: [ÓCIO ACESSÍVEL] ::..
Questionado pela plateia se o ócio criativo seria acessível a todos os trabalhadores, incluindo os que estão em linha de montagem, ele reconheceu que não: "Esta é uma ideia elitista".
Segundo ele, a disseminação da prática do ócio criativo é prejudicada pela prevalência da cultura de dedicação excessiva ao trabalho desenvolvida nos EUA e que afetou países como o Brasil.
"Considero doentia a cultura do 'management' americano", disse. "Acredito que as pessoas passam o dia todo no escritório porque não gostam de suas famílias", ironizou o sociólogo.
Ele diz que, mesmo com o avanço tecnológico, as empresas de forma geral ainda resistem à adoção de práticas como a que chama de "teletrabalho". "Precisamos nos tornar donos da tecnologia, e não escravos dela."
De Masi reafirmou sua crença no Brasil como um dos principais celeiros do pensamento criativo no mundo. Mencionou avanços na área educacional (como a universalização do ensino fundamental), elogiou a qualidade das universidades e alguns programas específicos, como o projeto de educação em vigência em Foz do Iguaçu (PR) e a escola de balé Bolshoi em Joinville (SC).
De Masi também falou sobre a amizade com o arquiteto Oscar Niemeyer e recorreu às sua linhas curvilíneas características para exemplificar o modo de pensar brasileiro. "O francês Le Corbusier [arquiteto que morreu em 1965, aos 77 anos] pensava em linhas retas."
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8.29.2013
Não fale demais, conselho para CEOs novatos
..:: Por Jacilio Saraiva | Valor OnlineSentar na cadeira de presidente de uma empresa pela primeira vez requer mais do que competência. Segundo executivos mais experientes, é preciso saber definir as melhores estratégias, escolher as pessoas certas e motivar equipes. O cargo exige também a habilidade de se comunicar e de construir parcerias duradouras, além de transmitir confiança e ser inspirador.
"Ao chegar ao topo, evite falar demais e não prometa o que não vai poder entregar", aconselha Luiz Edmundo Rosa, diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).
A executiva Eva Labarta, de 40 anos, assumiu em junho a presidência da everis Brasil, consultoria de tecnologia, negócios e outsourcing, dona de um faturamento mundial de € 564 milhões. É a sua primeira experiência na função. Para quem também acaba de virar CEO, seu conselho é simples: "Falar a metade do que se escuta".
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Cade condena quatro aéreas por cartel no transporte de carga
..:: Por: Thiago Resende e Juliano Basile | Valor Online
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou quatro companhias aéreas – American Airlines, ABSA Aerolíneas Brasileiras, Varig Log e Alitalia – por formação de cartel no segmento de transporte aéreo de cargas. Funcionários das empresas também foram penalizados pela prática. As multas somam quase R$ 300 milhões.
O julgamento se estendeu por cerca de cinco horas na sessão desta quarta-feira.
A investigação começou após a Lufthansa, que participou da irregularidade, ter denunciado o acordo entre as companhias. Conforme antecipou ontem o Valor PRO, o órgão de defesa da concorrência, ao analisar o caso, impôs condenações, mas também absolveu algumas empresas.
A acusação contra a United Airlines foi arquivada, por falta de provas da participação dela no cartel. Por ter delatado o esquema, a Lufthansa ficou livre da penalização. O mesmo aconteceu com a Swiss Airlines, que também colaborou com as investigações.
O presidente do Cade, Vinícius Carvalho, destacou a importância da política de leniência – acordo em que participantes de prática anticoncorrencial confessam participação, colaboram e, em troca, obtêm benefícios penais – para combater cartéis. “A gente percebe o quão importante foi para o leniente ter feito o acordo”, disse, ressaltando o alto valor das multas.
As companhias aéreas Air France e KLM já tinham confessado a ilegalidade e assinaram um acordo com o Cade no começo do ano, pagando R$ 14 milhões para encerrar o processo.
De acordo com as investigações, as empresas trocaram informações entre si para definir reajustes de uma taxa adicional cobrada pelo custo do combustível no transporte de carga autorizados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão regulador que antecedeu a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Como a cobrança é relevante para o preço final do serviço de frete, as companhias perceberam a importância de combinar, além do valor, a data do aumento dessa taxa, segundo a extinta Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, ao concluir que o cartel operou de 2003 a 2005. As empresas aéreas usaram o valor máximo permitido pelo DAC.
No voto, o relator do caso, Ricardo Ruiz, afirmou que a Varig Log “teve participação ampla” no cartel. A companhia foi multada em R$ 145 milhões – a maior entre as empresas condenadas.
A ABSA recebeu uma pena de R$ 114 milhões, seguida pela American Airlines (R$ 26 milhões) e Alitali a (R$ 4 milhões). Esses valores consideraram o faturamento das empresas.
Para calcular as multas aplicadas a funcionários e diretores das empresas, o órgão de defesa da concorrência considerou o cargo de cada pessoa. Nesses casos, as penas variaram de R$ 74 mil a R$ 2,3 milhões. Os montantes serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), que usa os recursos em projetos de defesa do consumidor e ambientais, por exemplo.
Outra determinação é que as empresas condenadas publiquem e informem sobre a condenação da prática de cartel.
O cartel das companhias de transporte de cargas também foi investigado pelas autoridades antitruste dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália, da África do Sul e da União Europeia. Nos Estados Unidos, a KLM e a Air France pagaram US$ 350 milhões para encerrar o processo.
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8.28.2013
Novas fotos! [RH] recebe Prêmio Quality Brasil 2013
Caros leitores,
Gostaria de compartilhar mais algumas imagens do evento de premiação do Prêmio Quality Brasil 2013, promovido pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração (S.B.E.I.), no clube Hebraica, em São Paulo, na noite do último dia 22 de agosto.
Em breve, publicaremos novas fotos tanto aquelas alusivas a nossa participação quanto a de demais empresas participantes dessa noite muito especial. São seis anos, que comemoramos com nossa sexta premiação. Fantástico!!
Um forte abraço!
Sucesso sempre,
Aristides Faria
Gostaria de compartilhar mais algumas imagens do evento de premiação do Prêmio Quality Brasil 2013, promovido pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração (S.B.E.I.), no clube Hebraica, em São Paulo, na noite do último dia 22 de agosto.
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Ex-executivos viram mentores para jovens empreendedores
..:: Por: Letícia Arcoverde | Valor Online
Um projeto capitaneado por ex-executivos da cidade de Campinas, em São Paulo, quer promover um encontro entre o mundo das corporações e o das startups. A ideia é transformar os profissionais com experiência acumulada nas grandes companhias em mentores de pequenas empresas em fase inicial.
Lançado no fim do ano passado, o grupo reúne executivos que já se aposentaram da carreira corporativa ou que possuem ritmo de trabalho menos acelerado e que querem contribuir com o desenvolvimento de novos projetos. Toda a experiência em grandes empresas, no entanto, não significa necessariamente que eles estão preparados para se aventurar em negócios novos. "As startups são um mundo diferente. Há um desafio, inclusive, de vocabulário", explica Rosana Jamal, responsável pela organização da rede.
Para facilitar a comunicação entre os dois mundos, o grupo oferece treinamentos sobre conceitos e métodos de empreendedorismo, onde os executivos discutem e analisam casos de sucesso e conversam com empreendedores. Cerca de 100 executivos de diversas cidades já participaram dessas aulas de "atualização", e 30 deles fizeram outro curso, que aprofunda técnicas de mentoring. "O objetivo do treinamento é mudar a perspectiva de profissionais que já têm a bagagem corporativa", diz Rosana.
Ainda em desenvolvimento, o grupo em si tem uma dinâmica de startup. A própria Rosana considera que foi ao mesmo tempo aluna e organizadora do primeiro treinamento que a rede ofereceu, no primeiro trimestre de 2013. As aulas são dadas por um empreendedor experiente e um consultor de startups. Outros cursos estão previstos até o fim do ano.
Rosana fez carreira em inovação, área na qual ela vê algumas similaridades com o empreendedorismo. "Acabamos vivendo a mesma agonia do empreendedor, mas a diferença é que a empresa está sempre por trás. Nas startups os processos são muito mais rápidos. Existe uma ligação, mas são mundos que nunca se falaram", diz. Rosana acumula mais de 30 anos de carreira no setor de pesquisas em telecomunicações, entre eles 14 anos na fabricante de celulares Motorola, onde foi diretora do departamento de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ela deixou a empresa no ano passado, quando a companhia foi adquirida pelo Google e passou por uma reestruturação.
Hoje, Rosana coordena o grupo de executivos e atua como consultora de estratégia de P&D, além de já ter sido mentora de duas startups por meio do projeto. "Na empresa, o foco é olhar para dentro. Como mentor, você precisa olhar para um mundo novo, e acaba encontrando áreas que nunca teve oportunidade de conhecer antes", diz.
Conhecida como polo de empresas tecnológicas, Campinas tem, segundo dados do IBGE de 2010, o 11º maior Produto Interno Bruto (PIB) do país. Junto com Sorocaba, a região é responsável por um terço da produção industrial do Estado de São Paulo. Assim, é natural o interesse de executivos da cidade pelo ecossistema de empreendedorismo e inovação, alimentado pela presença de grandes centros de pesquisa e universidades reconhecidas.
Criada em 2010, a Associação Startups Campinas, por exemplo, ajuda hoje na aceleração de 40 empresas de diversos segmentos como TI, educação e agronegócios. Essas startups já receberam, juntas, mais de R$ 6 milhões em investimentos.
Os mentores formados atuam junto a startups em diversas aceleradoras, encontradas por meio da rede de contatos dos próprios executivos ou em universidades da cidade, após o "casamento" feito pelo grupo, como descreve Rosana. "Depende do perfil do mentor e da startup", diz. Uma das aceleradoras que receberá esse apoio será desenvolvida em um projeto da Prefeitura Municipal de Campinas e do Núcleo Softex, uma organização que atua no fomento ao empreendedorismo de tecnologia e no desenvolvimento da indústria de software no Brasil. Com início previsto para o segundo semestre, a parceria pretende ter dez startups de tecnologia em processo de incubação até o fim do ano.
A motivação dos profissionais experientes é variada. Para Edvar Pera Junior, coordenador do grupo Softex Campinas, o contato com jovens empreendedores é uma espécie de reciclagem de carreira. "Eles gostam de estar antenados no assunto", diz. Além disso, Rosana afirma que muitos sentem vontade de contribuir mesmo depois de afastados da carreira executiva. Mesmo assim, o trabalho pode começar voluntário e render frutos depois - muitos mentores acabam com participação acionária na startup, e alguns acabaram até indo trabalhar na pequena empresa.
É o caso de Elaine Martins, que também deixou a Motorola em agosto do ano passado, onde era gerente de integração de produtos. Depois de sair da empresa, começou a pesquisar o que estava acontecendo no mundo das startups e incubadoras de Campinas. Após fazer o treinamento do grupo, Elaine começou a atuar como mentora de uma startup de desenvolvimento de softwares de gestão de operações e hoje trabalha em tempo integral na empresa, que em um ano dobrou a equipe e conta com 12 pessoas. Ela é responsável pela área de desenvolvimento de software e estuda entrar como sócia.
Sair de uma multinacional em que todos os processos e a cultura já estão definidos para uma empresa em desenvolvimento foi, para Elaine, um "choque de mundos". "Na startup, você tem que fazer ao mesmo tempo em que pensa em como fazer", explica. O treinamento oferecido pelo grupo de executivos foi, para ela, bastante útil para aproximar as duas visões diferentes de negócios. "Em uma empresa iniciante, é preciso sempre ouvir, mapear e ajudar a construir. A experiência corporativa ajuda a perceber e a formatar isso", diz.
Um projeto capitaneado por ex-executivos da cidade de Campinas, em São Paulo, quer promover um encontro entre o mundo das corporações e o das startups. A ideia é transformar os profissionais com experiência acumulada nas grandes companhias em mentores de pequenas empresas em fase inicial.
Lançado no fim do ano passado, o grupo reúne executivos que já se aposentaram da carreira corporativa ou que possuem ritmo de trabalho menos acelerado e que querem contribuir com o desenvolvimento de novos projetos. Toda a experiência em grandes empresas, no entanto, não significa necessariamente que eles estão preparados para se aventurar em negócios novos. "As startups são um mundo diferente. Há um desafio, inclusive, de vocabulário", explica Rosana Jamal, responsável pela organização da rede.
Para facilitar a comunicação entre os dois mundos, o grupo oferece treinamentos sobre conceitos e métodos de empreendedorismo, onde os executivos discutem e analisam casos de sucesso e conversam com empreendedores. Cerca de 100 executivos de diversas cidades já participaram dessas aulas de "atualização", e 30 deles fizeram outro curso, que aprofunda técnicas de mentoring. "O objetivo do treinamento é mudar a perspectiva de profissionais que já têm a bagagem corporativa", diz Rosana.
Ainda em desenvolvimento, o grupo em si tem uma dinâmica de startup. A própria Rosana considera que foi ao mesmo tempo aluna e organizadora do primeiro treinamento que a rede ofereceu, no primeiro trimestre de 2013. As aulas são dadas por um empreendedor experiente e um consultor de startups. Outros cursos estão previstos até o fim do ano.
Rosana fez carreira em inovação, área na qual ela vê algumas similaridades com o empreendedorismo. "Acabamos vivendo a mesma agonia do empreendedor, mas a diferença é que a empresa está sempre por trás. Nas startups os processos são muito mais rápidos. Existe uma ligação, mas são mundos que nunca se falaram", diz. Rosana acumula mais de 30 anos de carreira no setor de pesquisas em telecomunicações, entre eles 14 anos na fabricante de celulares Motorola, onde foi diretora do departamento de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ela deixou a empresa no ano passado, quando a companhia foi adquirida pelo Google e passou por uma reestruturação.
Hoje, Rosana coordena o grupo de executivos e atua como consultora de estratégia de P&D, além de já ter sido mentora de duas startups por meio do projeto. "Na empresa, o foco é olhar para dentro. Como mentor, você precisa olhar para um mundo novo, e acaba encontrando áreas que nunca teve oportunidade de conhecer antes", diz.
Conhecida como polo de empresas tecnológicas, Campinas tem, segundo dados do IBGE de 2010, o 11º maior Produto Interno Bruto (PIB) do país. Junto com Sorocaba, a região é responsável por um terço da produção industrial do Estado de São Paulo. Assim, é natural o interesse de executivos da cidade pelo ecossistema de empreendedorismo e inovação, alimentado pela presença de grandes centros de pesquisa e universidades reconhecidas.
Criada em 2010, a Associação Startups Campinas, por exemplo, ajuda hoje na aceleração de 40 empresas de diversos segmentos como TI, educação e agronegócios. Essas startups já receberam, juntas, mais de R$ 6 milhões em investimentos.
Os mentores formados atuam junto a startups em diversas aceleradoras, encontradas por meio da rede de contatos dos próprios executivos ou em universidades da cidade, após o "casamento" feito pelo grupo, como descreve Rosana. "Depende do perfil do mentor e da startup", diz. Uma das aceleradoras que receberá esse apoio será desenvolvida em um projeto da Prefeitura Municipal de Campinas e do Núcleo Softex, uma organização que atua no fomento ao empreendedorismo de tecnologia e no desenvolvimento da indústria de software no Brasil. Com início previsto para o segundo semestre, a parceria pretende ter dez startups de tecnologia em processo de incubação até o fim do ano.
A motivação dos profissionais experientes é variada. Para Edvar Pera Junior, coordenador do grupo Softex Campinas, o contato com jovens empreendedores é uma espécie de reciclagem de carreira. "Eles gostam de estar antenados no assunto", diz. Além disso, Rosana afirma que muitos sentem vontade de contribuir mesmo depois de afastados da carreira executiva. Mesmo assim, o trabalho pode começar voluntário e render frutos depois - muitos mentores acabam com participação acionária na startup, e alguns acabaram até indo trabalhar na pequena empresa.
É o caso de Elaine Martins, que também deixou a Motorola em agosto do ano passado, onde era gerente de integração de produtos. Depois de sair da empresa, começou a pesquisar o que estava acontecendo no mundo das startups e incubadoras de Campinas. Após fazer o treinamento do grupo, Elaine começou a atuar como mentora de uma startup de desenvolvimento de softwares de gestão de operações e hoje trabalha em tempo integral na empresa, que em um ano dobrou a equipe e conta com 12 pessoas. Ela é responsável pela área de desenvolvimento de software e estuda entrar como sócia.
Sair de uma multinacional em que todos os processos e a cultura já estão definidos para uma empresa em desenvolvimento foi, para Elaine, um "choque de mundos". "Na startup, você tem que fazer ao mesmo tempo em que pensa em como fazer", explica. O treinamento oferecido pelo grupo de executivos foi, para ela, bastante útil para aproximar as duas visões diferentes de negócios. "Em uma empresa iniciante, é preciso sempre ouvir, mapear e ajudar a construir. A experiência corporativa ajuda a perceber e a formatar isso", diz.
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Brasil pediu informações ao Facebook
O Facebook divulgou ontem o primeiro relatório de solicitações feitas por governos de diferentes países para obter dados de usuários da rede social, que no mundo supera 1,15 bilhão de pessoas ao mês. De acordo com o relatório, no primeiro semestre deste ano, o governo brasileiro fez 715 solicitações pedindo dados de 857 usuários.
De acordo com o relatório, o Brasil foi o sexto país em número de pedidos feitos por órgãos de governo. O maior número de solicitações partiu do governo dos Estados Unidos, entre 11 mil e 12 mil, segundo o Facebook. Em seguida estão Reino Unido (1.975 solicitações), Alemanha (1.886), Itália (1.705) e França (1.547).
No caso brasileiro, do total de solicitações, 33% foram atendidas pelo Facebook em função de determinações judiciais expedidas. A rede social não divulgou o número total de pedidos atendidos até o momento.
Nos Estados Unidos, o percentual de solicitações atendidas por determinação judicial foi maior, atingindo 79% dos casos. O índice também foi mais alto no Reino Unido (68%), Itália (53%), França (39%) e Alemanha (37%).
De acordo com a rede social, os dados entregues ao governo podem incluir informações como o endereço do computador do usuário (protocolo de internet, ou IP), o nome e o registro de atividades. As solicitações geralmente estão relacionadas a investigações criminais, segundo o Facebook.
O Google também divulga relatórios sobre os pedidos de dados de usuários feitos por governos de todo o mundo. Em seu relatório mais recente, o Brasil foi o país com o maior número de pedidos feitos pelo governo junto à empresa, no total de 697 no segundo semestre do ano passado.
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Juro a 9% tira vantagem da poupança e ajuda fundos
..:: Por: Luciana Seabra e Alessandra Bellotto | Valor Online
A elevação dos juros básicos de 8,5% para 9% ao ano, se confirmada hoje pelo Banco Central, trará de volta ao mercado a velha fórmula de remuneração da poupança, de 6,17% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Com isso, a poupança deve perder a vantagem que vinha apresentando em relação a outras modalidades conservadoras, o que obrigará o investidor a rever o destino de suas aplicações de curto prazo.
Fundos DI com taxa de administração igual ou inferior a 1% passam a empatar ou ser mais interessantes do que a poupança até para o curtíssimo prazo, com resgate em menos de seis meses. CDBs que rendem acima de 89% do CDI, o referencial para aplicações conservadoras, também passam a ser atraentes, seja qual for o prazo de aplicação. Para quem pode esperar mais de dois anos, o CDB bate a poupança até com taxa de 80% do CDI.
O governo alterou as regras da poupança para depósitos feitos a partir de maio de 2012, vinculando seu retorno a 70% da Selic quando esta estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, com o intuito de evitar que se tornasse atraente demais no cenário de queda dos juros. Na prática, entretanto, essa medida não foi suficiente para desestimular a corrida à poupança. Quando a Selic chegou a 7,25%, em outubro, patamar em que permaneceu até abril, a poupança se tornou praticamente imbatível como destino para os recursos de emergência, que podem ser sacados a qualquer momento.
Seja pelo retorno ou pela segurança, o brasileiro reforçou o apego à poupança, que registrou em julho o 17º mês consecutivo em que os aportes superaram os saques. A captação líquida nos sete primeiros meses do ano foi de R$ 37,6 bilhões, recorde para o período. Em agosto, a poupança continua atraindo recursos. Até o dia 20, o saldo líquido sobe para R$ 39,5 bilhões. Já os fundos DI atraíram no mesmo período R$ 15,6 bilhões, sendo R$ 15 bilhões captados apenas em julho.
Com a provável alta da Selic, segundo o consultor Marcelo d'Agosto, 70% dos fundos DI passam a empatar ou ganhar da poupança. Dos 310 fundos potencialmente acessíveis a investidores, 214 têm hoje taxa de administração igual ou inferior a 1%.
A elevação dos juros básicos de 8,5% para 9% ao ano, se confirmada hoje pelo Banco Central, trará de volta ao mercado a velha fórmula de remuneração da poupança, de 6,17% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Com isso, a poupança deve perder a vantagem que vinha apresentando em relação a outras modalidades conservadoras, o que obrigará o investidor a rever o destino de suas aplicações de curto prazo.
Fundos DI com taxa de administração igual ou inferior a 1% passam a empatar ou ser mais interessantes do que a poupança até para o curtíssimo prazo, com resgate em menos de seis meses. CDBs que rendem acima de 89% do CDI, o referencial para aplicações conservadoras, também passam a ser atraentes, seja qual for o prazo de aplicação. Para quem pode esperar mais de dois anos, o CDB bate a poupança até com taxa de 80% do CDI.
O governo alterou as regras da poupança para depósitos feitos a partir de maio de 2012, vinculando seu retorno a 70% da Selic quando esta estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, com o intuito de evitar que se tornasse atraente demais no cenário de queda dos juros. Na prática, entretanto, essa medida não foi suficiente para desestimular a corrida à poupança. Quando a Selic chegou a 7,25%, em outubro, patamar em que permaneceu até abril, a poupança se tornou praticamente imbatível como destino para os recursos de emergência, que podem ser sacados a qualquer momento.
Seja pelo retorno ou pela segurança, o brasileiro reforçou o apego à poupança, que registrou em julho o 17º mês consecutivo em que os aportes superaram os saques. A captação líquida nos sete primeiros meses do ano foi de R$ 37,6 bilhões, recorde para o período. Em agosto, a poupança continua atraindo recursos. Até o dia 20, o saldo líquido sobe para R$ 39,5 bilhões. Já os fundos DI atraíram no mesmo período R$ 15,6 bilhões, sendo R$ 15 bilhões captados apenas em julho.
Com a provável alta da Selic, segundo o consultor Marcelo d'Agosto, 70% dos fundos DI passam a empatar ou ganhar da poupança. Dos 310 fundos potencialmente acessíveis a investidores, 214 têm hoje taxa de administração igual ou inferior a 1%.
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