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10.03.2010

Jachson Paula: Humilhação para votar

"Amigos,

Acabei de escutar na rádio sobre um pai que não pôde entrar com o filho para votar... aconteceu algo semelhante comigo. Como sabem sou portador de necessidade especiais e não tenho quase nenhum tipo de movimento nas mãos. Mas tenho a minha grande esposa e companheira Rita, que sempre está comigo em todos os momentos, partilhando todas as situações nos últimos 9 anos, inclusive participando em várias outras eleições. Desta forma ela faz tudo por mim, inclusive me ajudar a votar. Só que desta vez não deixaram ela fazer digitação dos botões para mim.
E aí?
Para não criar tumulto, ela até que entrou comigo e fez o processo, mas sob a supervisão de 2 funcionários do cartório eleitoral. Nunca me senti tão humilhado! Duas pessoas totalmente estranhas puderam saber para quem foram os meus votos! Cadê a minha privacidade? Partilhar com a esposa é totalmente diferente do que com essas outras pessoas que nunca vi na vida! E mais, mesmo que não fosse minha esposa, sou totalmente consciente e dono dos meus atos, poderia entrar com qualquer um para me ajudar... o engraçado é que são vários pesos e várias medidas. Por que vemos em várias reportagens, políticos entrando com quem quiser nas urnas? Porque esta senhora pode e eu não?

Sem contar que, tive que arrumar várias pessoas para subir as escadas comigo, pois já tinha solicitado a transferência para o andar de baixo e não fui atendido... o pessoal responsável pelo cartório eleitoral queria que eu deixasse de votar e justificasse... ridículo! Gostaria muito que vocês me ajudassem a denunciar esses fatos... Falsa democracia que vivemos!
Sou morador da cidade da Praia Grande, na vila Caiçara e voto no colégio Mario Possani . Já estou pensando se tiver o segundo turno... mais estresse! Depois dizem que eleição é uma festa!
Lógico que não sou o único que deve passar por algo assim, então peço que me ajudem a denunciar, protestar!

Agradeço a atenção de todos! Qualquer coisa estou a disposição"!

Jackson Paula

7.24.2010

Prof. Dr. Alexandre Panosso informa!

"Prezados/as colegas da lista,

Por favor, indiquem essa notícia para, amigos, alunos ou interessados em turismo que possuem deficiência visual:

O livro "Teoria do Turismo: conceitos, modelos e sistemas" (Lohmann e Panosso Netto, São Paulo: Editora Aleph, 2008) foi digitalizado no formato Dayse (Digital Accessible Information System), específico para uso de deficientes visuais, pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.

O livro foi digitalizado a pedido dos autores, da editora Aleph e de Rodrigo Baldo, deficiente visual, estudante do curso de Lazer e Turismo da EACH/USP.
Tratam-se de dois arquivos: um com o livro escaneado em formato especial (grande) e um outro de áudio com a leitura completa da obra.
..:: IMPORTANTE ::..
O livro pode ser solicitado gratuitamente no site do LIDA (Livro Digital) mas somente terão acesso a ele deficientes visuais.

Abraços a todos/as
Alexandre Panosso Netto"

5.16.2010

Piracicabana terá que explicar sobre demora para transportar cadeirante

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) cobrou da Viação Piracicabana explicações sobre o episódio com o cadeirante Teógenes Oliveira Neto. Na última terça-feira ele levou quase cinco horas para conseguir pegar um ônibus adaptado. Das 17 horas às 21h50, aguardou no ponto em frente ao número 108, da Av. Presidente Wilson, em Santos.

O problema foi denunciado em A Tribuna. Oliveira é morador de Praia Grande, mas trabalha em Santos como oficial administrativo da Secretaria de Educação. Na terça-feira, quando tentou pegar o primeiro adaptado, da Linha 934, o ônibus não parou. Já no segundo, da Linha 904, o motorista alegou que não tinha a chave para ligar o elevador de cadeiras de rodas.

O terceiro veículo estava com o equipamento quebrado. Oliveira chegou a chamar a Polícia Militar para registrar boletim de ocorrência. Um fiscal da Piracicabana foi até o local para tentar parar um ônibus. O veículo que estava sem a chave do elevador voltou a passar pelo ponto às 21h10. Somente às 21h50 um outro ônibus adaptado e em boas condições passou.

No dia seguinte, a Piracicabana lamentou, por meio de nota, o ocorrido com o cadeirante. A empresa alegou que os problemas "foram esclarecidos como erro operacional por parte dos condutores".

..:: Detalhes ::..

A EMTU cobra explicações por que o condutor de um dos ônibus não tinha a chave de acionamento do elevador, que tipo de avaria impediu o uso do outro equipamento e quais os procedimentos adotados preventivamente visando impedir que veículos com falhas nos elevadores sejam liberados para a operação?

De acordo com a empresa, a ocorrência de falhas, tanto na operação quanto nos veículos, quando detectadas pelos agentes fiscais credenciados da EMTU, são passíveis de sanção,nos termos da legislação.

Ainda conforme a EMTU, diariamente são realizadas fiscalizações, tanto na operação quanto nas condições de manutenção, higiene e conforto dos veículos que operam no sistema da Baixada Santista.

2.01.2010

Trem-bala muda o destino das cidades

Por: Danilo Fariello, de Tóquio - Valor On-line!

"O Japão, que criou o primeiro trem-bala do mundo há 45 anos, conseguiu espalhar pelos trilhos do país o desenvolvimento econômico obtido em Tóquio no pós-guerra. Com 2176 quilômetros de linhas prontas e 589 quilômetros em construção, a meta do governo é conectar todo o país. Enquanto isso, no Brasil, terminou na sexta-feira a consulta pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a criação do primeiro Trem de Alta Velocidade (TAV) do país com uma audiência em Barra Mansa (RJ). No evento, a prefeitura de Volta Redonda (RJ), que pretende 'roubar' da cidade vizinha uma estação prevista no edital, apresentou um projeto de desenvolvimento municipal.

A experiência japonesa explica muito bem o porquê da disputa entre as cidades por uma estação. Seja em Tóquio, de onde partiu o primeiro trem de alta velocidade, ou em cidades onde as estações são mais recentes, como Kyoto e Hiroshima, e até mesmo naquelas onde as linhas estão em construção, o trem-bala altera a dinâmica e a história do município. O impacto é principalmente forte nas cidades menores porque ele provoca um aumento na migração de pessoas e também porque cria empregos.

O ministro do Território, Infraestrutura e Transporte do Japão, Seiji Maehara, disse ao Valor que também no Japão houve muita disputa entre as cidades para abrigar as estações do trem-bala porque naquelas onde ele passa o desenvolvimento econômico é mais acelerado. A estratégia japonesa para criar um número maior de estações foi criar três tipos de trens, conta. Um deles é expresso entre grandes cidades. Outro trem para em mais estações e um terceiro para em todas elas, para atender a migração diária de trabalhadores que usam o meio de transporte para ir ao trabalho e voltar. O projeto da ANTT para o eixo Rio-São Paulo-Campinas tem previsão similar no edital."

..:: Matéria completa: Trem-bala muda o destino das cidades

1.22.2010

Ricardo Shimosakai faz site inspection em Santos e São Vicente

Caros amigos e parceiros,

Gostaria de compartilhar com os amigos leitores e demais colegas a minha satisfação em ter recebido e acompanhado o Ricardo Shimosakai a uma inspeção sobre acessibilidade aqui em nossas queridas cidades de Santos e São Vicente, no litoral de São Paulo.

Foram dois dias bastante intensos de visitas e de cumprimento de um roteiro de visitas técnicas a atrativos turísticos, espaços públicos e também a empresas da região.

O primeiro dia, sábado, começou com uma visita ao Mendes Hotéis. Foram inspecionadas UH’s tanto da torre Plaza como da Panorama. Fomos acompanhados pela simpática Daniela, que atua na área comercial da Rede.

Seguimos à tarde para o mirante Niemeyer, em São Vicente, cidade limítrofe a Santos. A paisagem da orla é fascinante e permite uma visão belíssima da Baía de Santos, da Ilha da Santo Amaro, aonde localiza-se o município do Guarujá, e também da vizinha Praia Grande. O mirante é contemplado com uma vaga reservada logo em sua entrada e conta com passagens amplas e rampas de acesso.

Na sequência partimos para o Centro Histórico de Santos, onde passeamos no bondinho. Existe um carro de reboque que é adaptado. O último assento é retirado, dando lugar a uma cadeira de rodas no caso de haver um visitante com esta demanda.

À noite fomos conferir a programação da casa noturna Typographia Brasil, que fica, também, no Centro Histórico de Santos. A casa conta com banheiro adaptado e com um atendimento bastante atencioso para auxiliar no que for necessário. A entrada não pode ser alterada em virtude do tombamento do prédio, o que limita – mas não impede – o acesso.

No domingo iniciamos o dia com a inspeção no Memorial das Conquistas do Santos Futebol Clube. Bairrismos à parte, este atrativo é demais! Mesmo aos que não torcem pelo Peixe, recomendo a visita. O lugar preserva diversos momentos do futebol mundial, sobretudo dos tempos áureos do Santos. O museu tem espaços amplos e é basicamente plano, o que ajuda na mobilidade. O acesso ao gramado e aos camarotes poderá sofrer intervenções que melhorem as condições de acessibilidade no estádio, que está em constante processo de modernização.

Antes de fazermos uma parada para o almoço, visitamos a plataforma do emissário submarino de Santos. Seguimos, então, para o aMarlin Restaurante, um restaurante belíssimo localizado em São Vicente. Fomos muito bem atendidos e servidos. A vista da baía, com a Ponte Pênsil ao fundo decorando a paisagem vale a visita! A casa também conta com vaga reservada e tem acessos a cadeirantes.

Voltamos ao Centro Histórico de Santos para visitar o Museu do Café e sua cafeteria. Fomos igualmente bem atendidos. O pessoal da Bolsa Oficial do Café, aonde localiza-se o Museu, está definitivamente preparado para atender a pessoas com demandas específicas. Valeu, pessoal! Considerando tratar-se de um monumento, vejo que as adaptações foram bem conduzidas. Recomendo a visita!

Fechamos nossas atividades no Píer 1, restaurante à beira mar, na Barra de Santos... ou na Ponta da Praia, com a região mais ao Norte da Baía é mais conhecida. Outro lugar muito bonito e de qualidade superior. O atendimento é também um destaque da casa. Há uma limitação, contudo, para a circulação de cadeiras de rodas, apesar da rampa de acesso na entrada da casa.

De modo geral, acredito que nossa visita tenha sido um sucesso. O Ricardo é a pessoa mais indicada para fazer observações técnicas acerca da acessibilidade e do atendimento que recebeu aqui no litoral paulista. Espero que as impressões tenham sido positivas e que possamos desenvolver as ações que “tramamos” durante estes dois dias de intensa troca de idéias sobre Turismo, Eventos, Hotelaria, Gastronomia e Hospitalidade.

Apesar de já nos conhecermos, foi um prazer ter meu primeiro trabalho externo à frente da Assessoria de Relacionamentos do Santos e Região Convention & Visitors Bureau com este cara tão especial!