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5.16.2010

Piracicabana terá que explicar sobre demora para transportar cadeirante

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) cobrou da Viação Piracicabana explicações sobre o episódio com o cadeirante Teógenes Oliveira Neto. Na última terça-feira ele levou quase cinco horas para conseguir pegar um ônibus adaptado. Das 17 horas às 21h50, aguardou no ponto em frente ao número 108, da Av. Presidente Wilson, em Santos.

O problema foi denunciado em A Tribuna. Oliveira é morador de Praia Grande, mas trabalha em Santos como oficial administrativo da Secretaria de Educação. Na terça-feira, quando tentou pegar o primeiro adaptado, da Linha 934, o ônibus não parou. Já no segundo, da Linha 904, o motorista alegou que não tinha a chave para ligar o elevador de cadeiras de rodas.

O terceiro veículo estava com o equipamento quebrado. Oliveira chegou a chamar a Polícia Militar para registrar boletim de ocorrência. Um fiscal da Piracicabana foi até o local para tentar parar um ônibus. O veículo que estava sem a chave do elevador voltou a passar pelo ponto às 21h10. Somente às 21h50 um outro ônibus adaptado e em boas condições passou.

No dia seguinte, a Piracicabana lamentou, por meio de nota, o ocorrido com o cadeirante. A empresa alegou que os problemas "foram esclarecidos como erro operacional por parte dos condutores".

..:: Detalhes ::..

A EMTU cobra explicações por que o condutor de um dos ônibus não tinha a chave de acionamento do elevador, que tipo de avaria impediu o uso do outro equipamento e quais os procedimentos adotados preventivamente visando impedir que veículos com falhas nos elevadores sejam liberados para a operação?

De acordo com a empresa, a ocorrência de falhas, tanto na operação quanto nos veículos, quando detectadas pelos agentes fiscais credenciados da EMTU, são passíveis de sanção,nos termos da legislação.

Ainda conforme a EMTU, diariamente são realizadas fiscalizações, tanto na operação quanto nas condições de manutenção, higiene e conforto dos veículos que operam no sistema da Baixada Santista.

Móveis com Arte - Aldo Lira



5.03.2010

Mundo Desigual

Por: Marcio Demari - Diretor Presidente do Planeta Voluntários - Brasil

"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."Desigualdade Social


21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos.
No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.
A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas c ondições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;
A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.
Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibil idade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

..:: Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.

Encatho 2010: Possibilidades de emprego das TICs na Gestão Hoteleira

Prezados amigos leitores,

Conforme combinamos, seguem os slides da apresentação do artigo "As possibilidades de emprego das Tecnologias da Informação e Comunicação na Gestão Hoteleira", escrito por mim, Aristides Faria, e pelo colega e amigo Tiago Savi Mondo.

A palestra realizou-se durante o 8º Seminário de Turismo & Hotelaria, evento paralelo ao 24º Encontro Catarinense de Turismo & Hotelaria (Encatho).



..:: Clique aqui e baixe o artigo (PDF) na íntegra!