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3.06.2010

A espiritualidade é o grande capital desta era

..:: HSM Management: Adriana Salles Gomes, editora executiva de HSM Management, entrevista Jair Moggi*

"A cultura da competição parece estar fazendo com que as pessoas sofram. Qual é a saída? A competição desenfreada, inclusive interna às empresas, é realmente fundamental para o sucesso?

Até por conta do regime militar, como sabemos, o Brasil ficou muito atrasado no que se refere a competitividade nos negócios. Quase todos os avanços que registramos datam da década de 1990 para cá. Mas agora essa cultura da competição parece estar fazendo com que as pessoas sofram. Qual é a saída? A competição desenfreada, inclusive interna às empresas, é realmente fundamental para o sucesso?


A reflexão que sugiro no tocante a essa pergunta parte da seguinte constatação: o que se consegue com a emulação da competição é tirar o melhor e o pior das pessoas. Um filme na praça que recomendo a todos os executivos e pessoas que se interessam pelo tema é Enron - Os Mais Espertos da Sala, distribuído pela Paris Filmes. Não é obra de ficção, é um documentário que reúne depoimentos reais e documentos e vídeos internos da empresa, apresentados na CPI do Senado americano, sobre o caso Enron. O filme é muito rico porque mostra o mal, como fenômeno espiritual, atuando numa organização de maneira muito explícita -e deu no que deu. O lado mais chocante do filme, para mim, é ver que foi uma cultura empresarial movida a competição que levou pessoas a fazer o que fizeram, reduzindo a pó bilhões de dólares, só para ficar nos danos materiais.

Então, qual é a alternativa para tirar o melhor das pessoas sem arriscar a tirar também o pior delas?

Eu acredito em valorizar o conceito de visão espiritual nas organizações. Como aglomerados humanos permanentes, as empresas são verdadeiras entidades coletivas vivas e, portanto, têm natureza espiritual, quer queiram, quer não.

Por quê? Explico. Quando um grupo de pessoas se junta com algum objetivo comum, seja ele qual for - desde fundar uma associação até criar um negócio -, elas estão se dedicando a um objeto imaterial - uma idéia, uma intenção, uma vontade, com pensamentos, sentimentos, atenção, trabalho e ações. E, por isso, elas acabam gerando uma cultura, um ambiente, um espírito coletivo."

..:: Confira a entrevista na íntegra: A espiritualidade é o grande capital desta era

* Jair Moggi é economista, advogado e mestre em administração de empresas pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), com especialização em recursos humanos e administração financeira na FGV-EAESP, gestão estratégica no Insead-European Institute of Business Administration (Fontainebleau, França) e solução criativa de problemas na University of New York.

2.01.2010

Fraude com cartão atravessa fronteiras

Por: Adriana Cotias - Valor On-line!

"'Vendemos coletores de dados (chupa-cabra), cartões de crédito e débito com limites entre R$ 1,5 mil e R$ 20 mil, trilhas de dados, gravadores, cartões virgens, impressoras... tudo para você entrar no ramo! Promoção só nesta semana: kit coletor + gravador + 100 cartões virgens só R$ 2 mil. Todos os equipamentos acompanham CD de instalação, manual em português, vídeo aula e dicas e truques para você trabalhar com segurança, sem correr riscos.' O anúncio, copiado de uma página da internet, revela que ao mesmo tempo em que emissores, adquirentes e bandeiras investem anualmente bilhões de reais em prevenção, há uma indústria dafraude que prospera.

Nem mesmo a tecnologia do chip, que avança a passadas largas no Brasil, é capaz de coibir completamente o roubo de dados e o uso indevido, uma vez que os plásticos emitidos no país também contam com tarja magnética. No caso dos cartões de crédito internacionais, o que tem ocorrido é a migração das compras e saques para outros mercados, que não contam com terminais que leem o dispositivo.

Isso quer dizer que as informações contidas na trilha magnética podem ser copiadas com o uso de um coletor, apelidado de chupa-cabra, e impressas num plástico clone, que depois será usado para transações na Argentina, no Uruguai ou mesmo nos Estados Unidos, o país que criou o cartão de crédito mas está um passo atrás nessa tecnologia. Outra tendência é que as fraudes migrem para os cartões com limites mais baixos, pois nem todos os bancos estão convertendo integralmente a sua base para o chip, privilegiando os limites mais elevados, com prejuízo potencialmente maior."

..:: Matéria completa: Fraude com cartão atravessa fronteiras