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11.19.2012

O empresário dos hotéis no Brasil

..:: Por: Naiana Oscar | Hotel Invest (08/10/2012)

Em dezembro de 2008, o empresário Antonio Setin estava de férias com os filhos em Nova York quando recebeu um telefonema do sócio: "Meu caro, nós vamos quebrar. Não temos caixa para chegar a janeiro". Oito meses depois, a incorporadora Klabin Segall, quebrada, foi vendida para a Agra, que hoje pertence à PDG. Setin curou o trauma de ter visto a empresa ruir com um sabático pela Europa. De volta ao Brasil, retornou ao mercado imobiliário e, mais recentemente, à hotelaria, ramo que o tornou conhecido na década de 90.

Hoje, ao lado da Odebrecht, a Setin é a empresa que mais tem investido em hotéis no País. A incorporadora vai aplicar R$ 700 milhões na construção de oito empreendimentos em São Paulo e na Bahia. As unidades serão lançadas até o fim de 2013 e devem gerar vendas no valor de R$ 1,3 bilhão. Dos oito hotéis, cinco são de uma bandeira da Accor que ainda não existia no Brasil. A marca Adagio difere das outras bandeiras do grupo francês por ter sido projetada para estadias mais longas de, no mínimo, quatro noites. Os quartos têm sala e cozinha, por exemplo.

Essa não é a primeira vez que Antonio Setin traz uma novidade da Accor para o Brasil. Os negócios entre as duas companhias vêm de longa data e remontam à época em que o empresário brasileiro começou a fazer seu nome no mercado da hotelaria. Foi Setin que trouxe as bandeiras Ibis e Formule 1 para o País na década de 90. Hoje, ele é o maior parceiro da Accor no mercado brasileiro.

Na indústria hoteleira, funciona assim: o incorporador localiza o terreno, negocia a área, contrata a construtora, tira o hotel do papel e vende os quartos para um grupo de investidores (ou banca tudo com recursos próprios). A operadora - no caso, a Accor - empresta sua marca e administra o empreendimento.

Os primeiros hotéis que Setin desenvolveu, na década de 90, foram financiados integralmente por ele. Até hoje, o empresário é dono do Ibis Barra Funda, em São Paulo, e reconhecido como um dos empreendimentos hoteleiros mais rentáveis do País. "Esse é o inconveniente da incorporação hoteleira: quando o negócio é bom demais, o incorporador não coloca à venda no mercado", alfinetou um concorrente.

Setin já ganhou e já perdeu muito dinheiro na hotelaria. Ele começou a investir nesse segmento em meados dos anos 90, depois que sua incorporadora imobiliária foi arrasada pelo plano Collor. Sem solução para um terreno que não tinha vocação para abrigar imóveis residenciais, o empresário decidiu apostar num hotel. Entre 1996 e 2003, a empresa dele colocou no mercado 15 empreendimentos, com um total de 4 mil quartos. Era o boom da hotelaria no Brasil. "Todo mundo queria investir em hotéis, na expectativa de ter uma renda gorda e garantida", diz Diogo Canteras, presidente da consultoria HotelInvest. Mas a superoferta de quartos fez a rentabilidade do setor despencar e afugentou os investidores.

Até o fim do ano passado, Setin ainda amargava um estoque de 200 unidades no Ibis de São José dos Campos. Só agora, que o mercado voltou a crescer, é que ele conseguiu desovar os quartos. "É a falta de conhecimento dos investidores e a irresponsabilidade de quem desenvolve os projetos que mata o mercado", diz o empresário, sem esconder a preocupação de que a hotelaria viva de novo uma superoferta.

Escolado em crise. Se tem um assunto que Setin domina e conhece bem é crise. Ao menos é o que diz sua história. Filho de operários paranaenses semianalfabetos, o empresário começou a trabalhar com o irmão mais velho, aos 13 anos, numa marcenaria. Foi o único dos oito irmãos que conseguiu fazer faculdade. Estudou arquitetura e começou a construir casas para vender, numa época em que o mercado imobiliário estava estagnado. "A Setin nasceu no meio de uma crise." Depois disso, veio o plano Collor, seguido da ascensão e queda do mercado hoteleiro.

Em 2005, ano em que as primeiras incorporadoras abriram o capital na bolsa, o empresário perdeu o irmão mais velho (e sócio) num acidente de carro. Dois anos depois, vendo que os concorrentes já estavam em outro patamar, ele decidiu se unir à Klabin Segall - empresa que não resistiu à crise financeira mundial e foi vendida para a Agra, controlada na época pelo megainvestidor espanhol Enrique Bañuelos.

Dos tombos que levou, Setin diz ter aprendido algumas lições. "Agora, só fecho negócios em lugares que posso chegar de carro, para ter tudo ao alcance dos olhos", diz. "E o tamanho da empresa será suficiente para não me impedir de usufruir o que conquistei até agora. Fim de semana, por exemplo, é sagrado."

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Brasileiros se preparam pouco para entrevistas de emprego

..:: Por: Adriana Fonseca | Valor Online


Profissionais britânicos e irlandeses são os que mais gastam tempo pesquisando sobre as empresas e as vagas para as quais estão se candidatando. Levantamento da consultoria Robert Walters com 2.500 profissionais ao redor do mundo mostrou que 74% dos irlandeses e 55% dos britânicos investem mais de duas horas na busca por informações a cada entrevista de emprego. Na média global, 38% relataram dispor desse tempo.

No Brasil, por outro lado, 40% afirmaram dedicar menos de 30 minutos para se informar mais sobre a vaga que almejam. Globalmente, 22% disseram que se preparam por apenas 30 minutos. Outros países têm números semelhantes aos do Brasil. Na Holanda, por exemplo, 44% também acham meia-hora suficiente e na Alemanha, 41%.

Entre os que dedicam mais de duas horas para pesquisar sobre a vaga - além de grande parte dos irlandeses e britânicos - também aparecem os chineses (50%), os profissionais de Hong Kong (42%), da Austrália (41%), dos Estados Unidos (41%) e da África do Sul (39%).

Ao divulgar o estudo, Chris Hickey, diretor geral de recrutamento da Robert Walters para o Reino Unido, disse que ele sempre recomenda aos executivos que pesquisem a companhia e a vaga para a qual estão se candidatando o máximo possível antes do encontro presencial com o recrutador. “Na entrevista, os empregadores procuram entrevistados que possam demonstrar um certo nível de entendimento da posição e das preocupações do negócio”, afirmou.

Durante a preparação, Hickey recomenda que os profissionais explorem o site da empresa para entender, com precisão, o que a companhia faz e seu recente desempenho. Segundo ele, também é uma boa ideia conversar com pessoas do setor para pegar dicas sobre a cultura organizacional do futuro empregador. Finalmente, recomenda ele, vale acompanhar a cobertura que a mídia tem feito da companhia, pois isso pode munir o candidato de informações sobre as atividades, estratégias e presença de mercado da empresa. “A habilidade de demonstrar conhecimento sobre todas essas facetas da empresa durante a entrevista pode ser um fator diferencial para os empregadores quando estão decidindo quem vai ficar com a vaga”, completa.

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11.13.2012

30 novas carreiras encontre a sua aqui


Quais são e quanto pagam as áreas que estão despontando no mercado e devem absorver mais profissionais nos próximos anos

Luiz de França, Vanessa Vieira e Colaboração de Lucas Rossi | Portal Você s/a


Anualmente, a rede Laureate, grupo multinacional de educação que é dono de 50 universidades em 20 países, dez delas no Brasil, faz um estudo no qual mapeia as áreas do conhecimento que deverão ganhar projeção no mercado de trabalho e exigir profissionais nos próximos anos.

Com o estudo, a instituição identifica demandas de mercado, que muitas vezes nem as organizações sabem que têm, e procura criar cursos adequados para atender as empresas.

O estudo de 2011 aponta que parte significativa das novas carreiras está relacionada às indústrias de tecnologia da informação, engenharia, energia e à sustentabilidade. Outra parcela estará concentrada em serviços, em áreas como entretenimento e saúde. "Esses empregos estão relacionados a mudanças demográficas e a novas tecnologias e vão requisitar mais inovação e criatividade do que as formações tradicionais", diz Oscar Hipólito, diretor-geral acadêmico da Laureate Brasil.

Outra característica das carreiras emergentes é a integração de diferentes esferas do conhecimento. "O profissional do futuro é um especialista que busca uma conexão com outra área", diz Carlos Antônio Leite Brandão, do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Embora algumas das profissões ainda nem existam formalmente, os interessados podem usar desde já as informações sobre as novas carreiras para pautar seus caminhos profissionais.

"A pessoa pode ir se aproximando, dentro da empresa, de áreas afins àquela em que pretende atuar no futuro", diz Renata Giovinazzo Spers, coordenadora de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo. "Os profissionais que se anteciparem, se preparando desde já para atender às tendências do mercado para os próximos anos, provavelmente vão se tornar referência nessas novas áreas, quando elas explodirem", diz. Mas, lembrese: para conquistar essas vagas, é preciso investir na educação. Então, mãos à obra.

..:: Saiba quais são essas 30 carreiras no Portal Você s/a

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