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8.24.2018

Turismo, Hotelaria, Hospitalidade & Espírito de Serviço

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Um dos motivos que me levou a adotar o turismo como campo de atuação profissional foi o fato de ter nascido e crescido em um destino turístico. Isso significa ter contato desde bastante cedo com turistas oriundos das mais diversas origens.

Além de aspectos culturais, o encontro entre os visitantes e residentes nos destinos oportuniza aos anfitriões uma visão de mundo diferente. Me refiro a um olhar diferente a respeito de nossa própria região.

A visão que adquiri, então, e a qual venho buscando refinar ao longo do tempo é orientada por dados socioeconômicos obtidos junto a organismos (para)estatais como a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) < http://www.perfil.seade.gov.br/ > e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) < http://cidades.ibge.gov.br >.

Especificamente a respeito do destino Guarujá, destaco que a população estimada é de 315.563 mil habitantes, sendo que 21,21% ou 66.930 habitantes têm menos de 15 anos e 12,16% ou 38.372 habitantes correspondem à população com 60 anos ou mais. Assim, cerca de 210.260 habitantes compõem a população em idade produtiva (16 a 59 anos) – ainda que esta noção esteja em permanente mutação.

O setor de serviços caracteriza a economia da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) e de nossa cidade também. Os dados coletados dão conta de que 55,24% dos empregos formais existentes são oriundos de negócios deste setor. Além disso, verifica-se que o rendimento médio mensal destes empregados, em média, é de R$ 3.343,65.

Tomando em conta o ano de 2016, o rendimento médio per capita foi de três salários mínimos (R$ 880,00) ou R$ 2.640,00. A despeito das divergências e diferenças metodológicas, é importante que os jovens ingressantes no mercado de trabalho estejam atentos a estes indicadores, os quais, do mesmo modo, são dinâmicos.

O município apresenta, entretanto, indicadores relativamente mais baixos que os níveis estaduais em termos de infraestrutura e saúde pública. Alguns exemplos são o nível de atendimento do sistema de coleta de lixo (município: 99,17% x estado: 99,66%); nível de atendimento do sistema de abastecimento de água (93,17% x 97,91%) e coleta/tratamento de esgoto sanitário (77,97% x 89,75%).

Outro indicador no qual ainda ficamos para trás é o rendimento nominal per capita em relação à média regional e estadual: município: R$ 27.019,57; RMBS: R$ 34.531,45; e Estado: R$ 45.064,93.

Fica patente, então, que precisamos ser mais produtivos. Otimizar recursos públicos e privados no sentido de empregar melhor a força de trabalho da qual já dispomos. É importante notar, como me referi no título, que turismo, hotelaria e hospitalidade compõem nosso DNA ou nosso “espírito de serviços”. Estamos acostumados com o trabalho em finais de semanas e feriados e, além disso, os períodos de férias escolares são nossos melhores momentos em termos de faturamento.

Vejo grande oportunidade para profissionais e empresas que se dedicam a aprimorar a qualidade do atendimento ao público e sua capacidade de dialogar com as pessoas, tanto presencialmente quanto à distância, no sentido de garantir a melhor oferta para cada um de nossos milhares de visitantes.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br
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