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8.24.2018

Agenda Propositiva do Turismo

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Ao longo de minha carreira tive a oportunidade de trabalhar na iniciativa privada, como empregado e empresário, no terceiro setor e, também, na administração pública. Atualmente, dedicado à atividade acadêmica, busco compartilhar estas experiências com alunos e colegas no sentido de colaborar com o desenvolvimento da região da “Costa da Mata Atlântica”, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista.

A partir de minhas experiências e pesquisas mais recentes notei que dois temas se destacaram, tanto negativa quanto positivamente: liderança e protagonismo.

O desenvolvimento do setor de viagens e turismo não se faz isoladamente do restante da economia, aliás é esta simbiose que faz da atividade turística algo tão dinâmico, vivo e – quase que – independente dos cenários econômicos cíclicos, momentâneos.

Notem, caros leitores, que temos até aqui quatro elementos fundamentais para o fortalecimento (ou enfraquecimento) do setor: uma região turística formalmente estabelecida, diversos setores que compõem esta atividade econômica, além da liderança e do protagonismo citados anteriormente.

Quando me refiro a liderança, quero dizer que há uma série de instituições atuantes no turismo, de modo que cada uma busca exercer sua representatividade dentro do arranjo institucional do turismo. Sobre o protagonismo, vejo que algumas destas instituições, além de representarem seus respectivos segmentos, poderão conduzir aos demais atores atuantes no setor de viagens e turismo rumo a um horizonte desejado.

Variados fatores interferem no exercício deste protagonismo. Em minha visão, a vaidade e o individualismo são dois destes fatores. A carência generalizada de competência técnica e a (des)continuidade de políticas públicas também se destacam neste sentido.

Estas conclusões foram obtidas a partir do projeto “Agenda Propositiva do Turismo”, que desenvolvi em 2014 (com posterior atualização em 2016) aqui na região da Costa da Mata Atlântica. A ação, autônoma e apartidária, buscou reunir informações e evidências atualizadas sobre a administração pública do turismo na região, propondo ações governamentais para dinamizar o setor.

O projeto foi desenvolvido em três frentes concomitantes: pesquisa de opinião pública, visitas técnicas a equipamentos turísticos e postos de informações e reuniões com profissionais do setor.

Os resultados deste projeto foram amplamente divulgados e apresentados publicamente ainda em 2014 na Escola Técnica Estadual Aristóteles Ferreira (Santos), na faculdade de Turismo da Uniesp (Diadema) e durante o II Seminário Municipal de Turismo de Itanhaém, promovido por alunos do curso Técnico em Turismo Receptivo da Escola Técnica Estadual Adolpho Berezin.

É essencial que o destino turístico Costa da Mata Atlântica se consolide a partir da união entre os múltiplos atores atuantes no setor e que desta relação – positiva e propositiva – possa emergir um ou mais protagonistas que venham liderar o desenvolvimento turístico regional.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br
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