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10.02.2018

[RH em Hospitalidade]: 11 anos de vida!

Caros leitores,

Neste dia 03 de outubro comemoramos o décimo primeiro aniversário do blog [RH em Hospitalidade], espaço virtual que, desde 2007, serve como ponto de encontro entre profissionais da área de recursos humanos, turismo, hotelaria e gastronomia.

Colegas de diversas áreas “frequentam” o blog e as redes sociais ligadas à marca [RH em Hospitalidade]. Assim, a interdisciplinaridade se tornou a cara deste blog! Compartilhem sugestões de conteúdos e todo tipo de material que julgarem relevante!

Estou particularmente feliz em comemorar este aniversário por conta das vitórias e aprendizados conquistados durante todo este tempo! Sempre gosto de lembrar que eu criei o blog [RH em Hospitalidade] em Florianópolis (SC), mas seu desenvolvimento se deu a partir da cidade de Santos (SP).

A página surgiu em um momento de mudanças em minha vida pessoal e profissional. Eu pensava que estas mudanças cessariam, mas me enganei. O dinamismo foi a marca de minha vida nesta última década! Com as mudanças, vieram momentos diferentes na vida do blog até pelo surgimento de novos canais de comunicação.

Espero poder sempre transferir este dinamismo ao blog e poder manter esta chama acesa!

Vida longa, Paz e Prosperidade!

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria
[RH em Hospitalidade]
Educação Corporativa com foco no setor de Serviços

9.28.2018

Dia Mundial do Turismo | Cubatão (SP) | 2018

Aristides Faria
Caros amigos,

Na noite desta quinta-feira (27) tive o privilégio ser homenageado na Câmara Municipal de Cubatão, por indicação do Vereador Ivan Hidelbrando, por ocasião do Dia Mundial do Turismo.

Há grande simbolismo neste ato, pois minha família participa ativamente da história do município e é onde eu trabalho. Além disso, Cubatão é tema recorrente de minhas aulas e pesquisas e publicações.

Tive a oportunidade de palestrar sobre o potencial para o desenvolvimento sustentável do turismo nesta localidade na Argentina, no Chile e em diversos estados brasileiros. Além disso, há um capítulo de livro publicado pela Universidade de Florença, da Itália.

Este ato solene consolida um trabalho de muitas décadas e confirma a priorização da atividade turística na atualidade!

Parabenizo aos demais homenageados e colegas que trabalham para consolidar o sistema de turismo nesta linda cidade.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,


Aristides Faria

8.24.2018

RH em Hospitalidade: de olho no futuro!


Intenção de viagem: estamos fora do radar do turista brasileiro?

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

O Brasil vem se consolidando como principal destino turístico escolhido pelos brasileiros. Isso não é exatamente uma novidade e, no cenário atual, tem feito sentido para cada vez mais de nós. A alta taxa de câmbio limita a liberdade do brasileiro em sonhar em passar suas férias ou mesmo fazer negócios no exterior.

Resultados da pesquisa “Sondagem do Consumidor: Intenção de Viagem” (2016), divulgada pelo Ministério do Turismo na última sexta-feira (9), apontaram que 79% tendem a escolher o Brasil como destino de viagem durante os próximos seis meses.

Conforme os dados do levantamento, o modal aéreo deverá ser o principal modo escolhido para o deslocamento desses viajantes. Isso tem a ver com as principais regiões desejadas pelos entrevistados: Nordeste (41%), Sul (26,6%), Sudeste (20,3%), Centro-Oeste (6,6%) e Norte (5,5%).

Outras tendências também podem ser verificadas: viagens de menor duração e descolamentos de menor distância que o habitual, opção por destinos localizados, primeiro, em seus próprios estados, estados limítrofes, macrorregiões e depois estados e macrorregiões vizinhas.

É possível inferir, então, que o litoral paulista está fora do radar do turista brasileiro. É natural que questões metodológicas impactem nos resultados obtidos, mas, de qualquer forma, esta pesquisa pode – deve – colocar em alerta empresários, investidores, gestores públicos, entidades setoriais e mesmo profissionais em formação.

A quantidade de turistas que recebemos – há décadas – reflete o perfil de visitantes que planejamos captar? O volume de vendas e o faturamento obtidos acompanham a quantidade de visitantes que circulam em nossa região? A qualificação da mão de obra atuante no setor de serviços está pronta para atender ao perfil do público que demanda os municípios do litoral paulista?

Ademais da quantidade de visitantes que “descem” para as praias, temos sido competentes em estabelecer marcas e consolidar uma boa reputação para nossas cidades e seus atrativos locais? Além disso, enquanto um grande grupo, temos sido hábeis em ofertar produtos e serviços de boa qualidade?

Considerando que nossos turistas são visitantes habituais, já que em grande número são oriundos da capital, do interior do estado de São Paulo, de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, por exemplo, você acredita que ano a ano nossa oferta tem se diversificado para que se mantenha a atratividade do destino “Costa da Mata Atlântica”?

Particularmente, tenho mais perguntas que respostas prontas e frases de efeito para tentar fazer frente a questionamentos preconcebidos. Pela própria natureza de minha profissão, frequentemente me pego buscando respostas para os problemas estruturais do setor de viagens e turismo de nossa “Costa da Mata Atlântica”.

Também com certa frequência me pego pensando sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui e os rumos que nos levarão aos próximos capítulos de nossa história. É certo, porém, que tempos de crise institucional, econômica e política exigem o efetivo exercício do protagonismo por parte dos profissionais do setor.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

Turismo, Hotelaria, Hospitalidade & Espírito de Serviço

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Um dos motivos que me levou a adotar o turismo como campo de atuação profissional foi o fato de ter nascido e crescido em um destino turístico. Isso significa ter contato desde bastante cedo com turistas oriundos das mais diversas origens.

Além de aspectos culturais, o encontro entre os visitantes e residentes nos destinos oportuniza aos anfitriões uma visão de mundo diferente. Me refiro a um olhar diferente a respeito de nossa própria região.

A visão que adquiri, então, e a qual venho buscando refinar ao longo do tempo é orientada por dados socioeconômicos obtidos junto a organismos (para)estatais como a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) < http://www.perfil.seade.gov.br/ > e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) < http://cidades.ibge.gov.br >.

Especificamente a respeito do destino Guarujá, destaco que a população estimada é de 315.563 mil habitantes, sendo que 21,21% ou 66.930 habitantes têm menos de 15 anos e 12,16% ou 38.372 habitantes correspondem à população com 60 anos ou mais. Assim, cerca de 210.260 habitantes compõem a população em idade produtiva (16 a 59 anos) – ainda que esta noção esteja em permanente mutação.

O setor de serviços caracteriza a economia da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) e de nossa cidade também. Os dados coletados dão conta de que 55,24% dos empregos formais existentes são oriundos de negócios deste setor. Além disso, verifica-se que o rendimento médio mensal destes empregados, em média, é de R$ 3.343,65.

Tomando em conta o ano de 2016, o rendimento médio per capita foi de três salários mínimos (R$ 880,00) ou R$ 2.640,00. A despeito das divergências e diferenças metodológicas, é importante que os jovens ingressantes no mercado de trabalho estejam atentos a estes indicadores, os quais, do mesmo modo, são dinâmicos.

O município apresenta, entretanto, indicadores relativamente mais baixos que os níveis estaduais em termos de infraestrutura e saúde pública. Alguns exemplos são o nível de atendimento do sistema de coleta de lixo (município: 99,17% x estado: 99,66%); nível de atendimento do sistema de abastecimento de água (93,17% x 97,91%) e coleta/tratamento de esgoto sanitário (77,97% x 89,75%).

Outro indicador no qual ainda ficamos para trás é o rendimento nominal per capita em relação à média regional e estadual: município: R$ 27.019,57; RMBS: R$ 34.531,45; e Estado: R$ 45.064,93.

Fica patente, então, que precisamos ser mais produtivos. Otimizar recursos públicos e privados no sentido de empregar melhor a força de trabalho da qual já dispomos. É importante notar, como me referi no título, que turismo, hotelaria e hospitalidade compõem nosso DNA ou nosso “espírito de serviços”. Estamos acostumados com o trabalho em finais de semanas e feriados e, além disso, os períodos de férias escolares são nossos melhores momentos em termos de faturamento.

Vejo grande oportunidade para profissionais e empresas que se dedicam a aprimorar a qualidade do atendimento ao público e sua capacidade de dialogar com as pessoas, tanto presencialmente quanto à distância, no sentido de garantir a melhor oferta para cada um de nossos milhares de visitantes.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

Análise técnica do turismo em Guarujá

Aristides Faria, professor do Instituto Federal de São Paulo.

A profissão de Bacharel em Turismo não possui uma regulamentação nacional, isso significa que não há atributos ou requisitos claros para que uma pessoa exerça esta profissão – que também possui a denominação de “Turismólogo”.

Ocorre que, a despeito da simplicidade com que o setor de viagens e turismo é administrado – o que, em verdade, prescinde a atuação de administradores – eu penso que falta muito profissionalismo na gestão pública municipal do turismo em nossa região.

Não me refiro a carência de competências técnicas apenas, mas à falta de vontade política, de inteligência emocional e de inteligência no gerenciamento das relações interpessoais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento dos negócios do setor.

Por meio destas reflexões iniciais e mesmo superficiais eu gostaria de introduzir os amigos leitores a um exemplo de análise técnica que é possível de ser – rapidamente – feita a respeito da atividade turística em nível municipal.

Inicialmente, fiz uma consulta ao Google, lançando os termos “turismo” e “Guarujá”. A primeira resposta veio do portal TripAdvisor, guia turístico e plataforma de informações e reservas de alcance mundial. Ao clicar, fui direcionado para uma página intitulada “Os 10 melhores pontos turísticos”.

Ao todo, tais pontos turísticos foram categorizados da seguinte maneira: Natureza e parques (21), Atividades ao ar livre (19), Zoológicos e aquários (1), Pontos turísticos e de interesse (12), Compras (8), Vida noturna (3), Recursos para viajantes (1), Concertos e shows (1), Passeios gastronômicos (1), Spas e bem-estar (2), Excursões (1), Passeios de barco e esportes aquáticos (1) e Diversão e jogos (1).

Mesmo que eu não conhecesse a cidade, seria possível identificar, em uma primeira olhada, uma aparente vocação para atividades voltadas ao contato com a natureza (21) e lazer ao ar livre (19). Ambas as categorias fazem alusão às belas praias e mirantes da cidade.

É possível, então, lançar a seguinte questão: Nossas praias, mirantes e parques são tão excelentes quanto devem ser os principais atrativos turísticos do destino Guarujá?

Explorando a página de resultados do TripAdvisor, eu acessei os resultados da categoria “Atividade ao ar livre em Guarujá” e ordenei os resultados a partir da classificação (melhores avaliações) dos usuários, que, em tese, visitaram tais pontos turísticos.

De acordo, então, com as melhores avaliações dos usuários os cinco principais atrativos turísticos desta categoria foram os seguintes: 1. praias Iporanga e das Conchas (77% avaliaram como “Excelente”), 2. Praia de São Pedro (74% “Excelente”), 3. Praia de Iporanga (71% “Excelente”), 4. Praia do Tombo (54% “Excelente” e 35% “Muito bom”) e 5. praias de Pernambuco e do Mar Casado (60% “Excelente” 31% “Muito bom”) – a sexta colocação seria a praia de Pernambuco (50% “Excelente”).

Notem que obtive acesso a este verdadeiro diagnóstico rápida e gratuitamente. Isso significa que, sendo ou não Turismólogo, os destinos têm à disposição um verdadeiro arsenal de informações de boa qualidade para gerenciar seus equipamentos, serviços e atrativos. Diante deste cenário, estamos no caminho certo? Aliás, rumo a qual futuro mesmo?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

Política e Economia: impacto das incertezas atuais no turismo regional

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Hoje, agosto de 2018, ano eleitoral, há incertezas e caminhos ambíguos à frente. É natural, em tempos de crise, que dois grandes temas se destaquem: Política e Economia. Além destes, outros como Segurança, Saúde e Educação públicas caminham juntos.

Bem, fui convidado para escrever sobre Turismo, que, literalmente, é a minha praia. A literalidade se deve ao fato de eu ter nascido e crescido nas praias paulistas e ter desenvolvido minha carreira em destinos turísticos localizados na franja litorânea brasileira.

O ambiente de incertezas e ambiguidades também impacta o mercado turístico, pois investidores seguram suas aplicações, empregados se apegam aos seus trabalhos atuais – ou aceitam trabalhos de menor remuneração – e os governos... em geral, seguem firme na inatividade de sempre!

É essencial que o poder público lidere os demais atores atuantes no setor de viagens e turismo e que estes movimentos façam parte de políticas públicas “com” turismo. Isso significa que políticas públicas de saúde devem contemplar o fluxo turístico que a cidade recebe e poderá vir a receber no futuro.

Significa que políticas públicas voltadas à manutenção da sustentabilidade das praias do município, levem em consideração a realização de eventos culturais e esportivos, por exemplo, que poderão ser realizados nestes espaços.

Isso quer dizer que os dirigentes públicos municipais e os gestores de empresas e entidades setoriais devem buscar meios para o estabelecimento de uma visão compartilhada em relação ao presente e futuro desejado para o destino. Neste sentido, Política e Economia ganham ainda mais importância.

É natural que aspectos inerentes aos grupos de poder e aos partidos políticos mais relevantes na cidade e região façam parte deste cenário. Também é compreensível que o momento do ciclo econômico pelo qual passa o país e a cidade ditem o ritmo e a tolerância a riscos por partes dos múltiplos atores do setor.

Acredito, com isso, que ganham importância os profissionais graduados e experientes na gestão do turismo. Pessoas que congregam formação e experiência têm maior chance de lograr sucesso na gestão do destino e na mobilização dos negócios do setor também. Isso, claro, não é exclusividade do turismo.

Tive a oportunidade de trabalhar como Coordenador de Turismo e Eventos da Secretaria de Cultura e Turismo na Prefeitura de Praia Grande, cidade vizinha. “PG” é uma das cidades mais visitadas do país, seu desenvolvimento – nem sempre sustentável – é patente e o crescimento populacional que a cidade tem experimentado é bastante notório também.

Por lá, Política e Economia, assim como em âmbito nacional, são os grandes temas do momento. Noto, entretanto, que a certa coerência que houve entre as gestões mais recentes pode ter gerado frutos positivos para o mercado turístico local atual.

Espero que o destino Guarujá encontre este rumo e se consolide na posição que lhe é de legítimo direito: a liderança do turismo regional!

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

Desenvolvimento sustentável da atividade turística em nível municipal

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Para o desenvolvimento sustentável da atividade turística em nível municipal, a atuação consorciada entre os múltiplos atores atuantes no setor de viagens e turismo configura-se como um dos mais importantes fatores de sucesso para esses destinos.

Mesmo sem analisar um caso concreto, a experiência tem mostrado amplamente que destinos turísticos bem-sucedidos são gerenciados profissionalmente por pessoas comprometidas com visão e objetivos compartilhados entre todas as suas partes interessadas.

Do lado oposto, a arrogância e o egocentrismo compõem um rol de aspectos que competem contra o desenvolvimento sustentável do setor. Além disso, configura um ambiente no qual vigora a hostilidade entre os atores atuantes no turismo, o que termina por impactar negativamente a obtenção de vantagens competitivas para o destino como um todo.

Em verdade, eu gostaria de apontar neste texto, caros leitores, a importância na consolidação de observatórios para subsidiar o trade turístico no gerenciamento de destinos turísticos. Os observatórios são organismos ou grupos dedicados ao estudo, à análise e ao monitoramento do desempenho de um campo da ciência ou do mercado.

Durante o primeiro semestre de 2016 tive a oportunidade de apresentar o Observatório do Turismo (www.observatoriodoturismo.com) ao então Secretário de Turismo do município de Guarujá, Sr. Emerson dos Santos Lopes. A ação resulta de projetos de extensão universitária e iniciação científica que desenvolvi no âmbito do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Câmpus Cubatão), no biênio 2016-2017. Além disso, o Observatório do Turismo compõe meus estudos em nível de Mestrado (2013-2015) e Doutorado (2016-2019) em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. Atualmente, está no ar um formulário de pesquisa, mas terei prazer em disponibilizar os resultados do Observatório do Turismo por e-mail.

A questão é: não se estrutura um sistema de gestão de um destino turístico consolidado e tradicional como o Guarujá de um dia para o outro. É essencial, por exemplo, que se construa um criterioso histórico do desenvolvimento da atividade turística na cidade e região, de modo que sejam amplamente conhecidas tendências (“lições aprendidas” e experiências) e perspectivas futuras do mercado no qual o destino figura.

As relações de hospitalidade e hostilidade entre os múltiplos atores atuantes no turismo da cidade dão o tom de seu desempenho mercadológico. É essencial que cada um desses atores execute as ações que lhe competem no contexto coletivo, colaborando para a evolução de todo o sistema de turismo, além de trabalhar para aumentar a competividade de seu próprio negócio.

Entidade setoriais são essenciais neste sentido, ou seja, é esperado que sejam capazes de arregimentar o empresariado rumo a uma posição futura planejada. Em minha visão, particularmente, isso se faz por meio da colaboração e de certo desprendimento por parte dos gestores de empresas privadas e dirigentes do poder público.

Discursos proferidos em tempo verbal passado não me parecem agregar muito valor a este propósito. Acredito, sim, que as “lições aprendidas” e as experiências anteriores são fundamentais, mas vejo que não são fiadoras de sucesso presente ou futuro. Reforço: o sucesso me parece depender da ação consorciada entre os múltiplos atores atuantes no setor de viagens e turismo. Vamos juntos?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

Agenda Propositiva do Turismo

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

Ao longo de minha carreira tive a oportunidade de trabalhar na iniciativa privada, como empregado e empresário, no terceiro setor e, também, na administração pública. Atualmente, dedicado à atividade acadêmica, busco compartilhar estas experiências com alunos e colegas no sentido de colaborar com o desenvolvimento da região da “Costa da Mata Atlântica”, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista.

A partir de minhas experiências e pesquisas mais recentes notei que dois temas se destacaram, tanto negativa quanto positivamente: liderança e protagonismo.

O desenvolvimento do setor de viagens e turismo não se faz isoladamente do restante da economia, aliás é esta simbiose que faz da atividade turística algo tão dinâmico, vivo e – quase que – independente dos cenários econômicos cíclicos, momentâneos.

Notem, caros leitores, que temos até aqui quatro elementos fundamentais para o fortalecimento (ou enfraquecimento) do setor: uma região turística formalmente estabelecida, diversos setores que compõem esta atividade econômica, além da liderança e do protagonismo citados anteriormente.

Quando me refiro a liderança, quero dizer que há uma série de instituições atuantes no turismo, de modo que cada uma busca exercer sua representatividade dentro do arranjo institucional do turismo. Sobre o protagonismo, vejo que algumas destas instituições, além de representarem seus respectivos segmentos, poderão conduzir aos demais atores atuantes no setor de viagens e turismo rumo a um horizonte desejado.

Variados fatores interferem no exercício deste protagonismo. Em minha visão, a vaidade e o individualismo são dois destes fatores. A carência generalizada de competência técnica e a (des)continuidade de políticas públicas também se destacam neste sentido.

Estas conclusões foram obtidas a partir do projeto “Agenda Propositiva do Turismo”, que desenvolvi em 2014 (com posterior atualização em 2016) aqui na região da Costa da Mata Atlântica. A ação, autônoma e apartidária, buscou reunir informações e evidências atualizadas sobre a administração pública do turismo na região, propondo ações governamentais para dinamizar o setor.

O projeto foi desenvolvido em três frentes concomitantes: pesquisa de opinião pública, visitas técnicas a equipamentos turísticos e postos de informações e reuniões com profissionais do setor.

Os resultados deste projeto foram amplamente divulgados e apresentados publicamente ainda em 2014 na Escola Técnica Estadual Aristóteles Ferreira (Santos), na faculdade de Turismo da Uniesp (Diadema) e durante o II Seminário Municipal de Turismo de Itanhaém, promovido por alunos do curso Técnico em Turismo Receptivo da Escola Técnica Estadual Adolpho Berezin.

É essencial que o destino turístico Costa da Mata Atlântica se consolide a partir da união entre os múltiplos atores atuantes no setor e que desta relação – positiva e propositiva – possa emergir um ou mais protagonistas que venham liderar o desenvolvimento turístico regional.

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

Destinos turísticos inteligentes e sustentáveis

Aristides Faria, Professor do Instituto Federal de São Paulo

A vocação turística de Guarujá é inegável. Fatores como a oferta hoteleira e gastronômica excelentes e a beleza cênica de suas praias e mirantes ajudaram a consolidar o município como importante destino turístico nos mercados nacional e internacional.

Além destes aspectos, a riqueza histórica e cultural também é marcante e ano a ano consolida o lema “Viva o Guarujá o ano todo” na memória de quem já visitou a cidade e no imaginário de quem sonha em fazê-lo.

Feita esta introdução, chamo a atenção dos leitores para dois atores inerentes ao negócio do turismo: de um lado o vendedor e do outro o comprador. Isto é, o anfitrião, que acolhe aos visitantes, prestando-lhe serviços de hotelaria, gastronomia, entretenimento e transportes, por exemplo, e os hóspedes que consomem esta oferta.

O turismo, então, se desenvolve a partir destas relações, ou seja, quão melhor for o desempenho dos negócios locais, mais competitivo o destino como um todo tenderá a ser. Em teoria, parece simples, mas há muitos fatores que impactam direta e indiretamente este processo.

Há dois termos em voga quando tratamos sobre gestão de destinos turísticos: inteligentes e sustentáveis. Em síntese, o primeiro refere-se ao gerenciamento dos múltiplos atores atuantes no destino, de sua marca e dos fluxos de visitantes também. O segundo diz respeito à manutenção da boa qualidade ambiental, estrutural e de serviços a moradores e visitantes ao longo do tempo.

Notem, caros leitores, que ambos os termos são indissociáveis! A questão-chave é: quem exercerá a liderança e o protagonismo na gestão do destino turístico?

Na Costa da Mata Atlântica, denominação turística da Região Metropolitana da Baixada Santista, a resposta ainda está no ar. No papel, temos um arranjo institucional importante, mas que não parece conferir legitimidade a qualquer uma das organizações que habitam este universo: Agência Metropolitana da Baixada Santista, Costa da Mata Atlântica Convention & Visitors Bureau, Sebrae, Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, variadas Instituições de Educação Superior, Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Sindicato dos Trabalhadores em Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares de Santos, Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira e Sindicato Estadual dos Guias de Turismo de São Paulo, além de outras diversas entidades estaduais que mantém representantes na região.

Em nível local, nas nove cidades da região, esta constelação não é menos brilhante, nem conta com muito menos estrelas. Além disso, soma-se a estas organizações, um sem número de empresários de micro e pequeno portes, estudantes (profissionais em formação), profissionais autônomos e mesmo aqueles que atuam na informalidade.

Guarujá manterá e ganhará vantagens competitivas conforme gerenciar estes atores, suas demandas e encontrar uma visão compartilhada entre todos ou quase todos estes. A inteligência competitiva está nas pessoas que liderarão este processo. Quem serão?

Fale com o autor: aristidesfaria@ifsp.edu.br

2.06.2018

Mestrado Profissional em Turismo lança edital com 10 vagas para alunos regulares

Inscrições podem ser feitas entre os dias 15 de fevereiro e 9 de março.

O Instituto Federal de Sergipe (IFS) lançou edital com 10 vagas para alunos regulares do Programa de Pós-Graduação de Mestrado Profissional em Turismo (PPMTUR), com ingresso no primeiro semestre de 2018. As inscrições podem ser feitas gratuitamente entre os dias 15 de fevereiro e 9 de março.

O Mestrado Profissional em Turismo do IFS é uma modalidade de pós-graduação stricto sensu voltada para a capacitação de profissionais, e enfatiza estudos e técnicas diretamente relacionados ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Seu objetivo é contribuir com o setor produtivo, no sentido de agregar competitividade e produtividade a empresas e organizações públicas ou privadas.

..:: O mestrado possui duas linhas de pesquisa ::..
  1. Gestão de Destinos Turísticos: Sistemas, Processos e Inovação (DTPI)
  2. Gestão de Turismo de Base Comunitária (GTBC).

Os interessados em uma das vagas ofertadas devem comparecer à Coordenação do PPMTUR, localizada na Rua Francisco Portugal, 150, Bairro Salgado Filho, das 8h às 12h e das 14h às 17h, munidos da documentação exigida em edital ou enviá-la via Correios.

O processo de seleção é composto pelas seguintes etapas:
  • prova escrita;
  • avaliação do pré-projeto;
  • entrevista e defesa do pré-projeto;
  • prova de idioma; e
  • avaliação curricular.

O resultado final da seleção está previsto para o dia 3 de maio. As matrículas dos aprovados acontecem entre 7 e 8 de maio, e as aulas serão iniciadas no dia 14 do mesmo mês.


Acesse o Edital 001/2018!

1.02.2018

Que 2018 seja um grande ano para você!!

Caros amigos,

Passado o período de Festas, venho registrar meus votos de felicidades e realizações plenas aos amigos leitores, que têm acompanhado o blog da [RH] há dez anos.

Espero que o último ano tenha sido pleno, que as inevitáveis tristezas e derrotas tenham sido superados e veículo de aprendizagem e amadurecimento. Agora, em 2018, vamos seguir juntos no trabalho em prol do desenvolvimento dos trabalhadores e empreendedores do turismo e áreas afins.

O blog da [RH] está passando por um movimento de transformação. A atualização do blog foi reduzida e o número de acesso, com isso, foi expressivamente reduzido. Trata-se de um processo natural e esperado. Desde 2015 assumi cargo público, de modo que encerrei as atividades da [RH em Hospitalidade]. Desde então venho trabalhando no reposicionamento de minha atuação profissional.

O próprio Seminário de Hospitalidade do Litoral Paulista (SEHLIPA), principal produto da empesa, teve sua sexta edição suspensa e transferida – provavelmente – para 2019. Estou em processo de análise de viabilidade da transformação do projeto, que era anual, em bienal ou trienal. Logo compartilharei novidades!

Registro, então, meu agradecimento pela audiência e parceria de tantos anos!!

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria