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6.25.2012

O que seu ofício significa para você?

‘Eu não sei porque, o homem faz o outro sofrer, eu também não sei... dentro da cidade tanta desigualdade não dá pra entender’ | Planta & Raiz
Passaram-se alguns meses desde a última vez em que escrevi um artigo. Não há necessariamente uma única razão ou culpado para tanto, trata-se meramente dos caminhos que a vida cotidiana nos apresenta. Tal como um rio caudaloso, a rotina nos envolve e, sem que notemos, nos leva a lugares jamais visitados – e nem sempre agradáveis.

Exercitar a reflexão e a escrita tornaram-me um homem melhor e, ao longo dos últimos cinco ou seis anos, esses foram os momentos que pude estar comigo, meus pensamentos, que depois vieram a tornar-se realidade. Empresa, status, títulos e algum ‘lugar ao Sol’. Ao conviver diariamente com essas “conquistas”, porém, nota-se que, de fato, são meios e não fins em si mesmos.

Cada vez me convenço mais de que são as pessoas quem fazem essa parafernalha corporativa ter algum sentido. São os (bons) relacionamentos que dão perenidade às conquistas. Ouço atentamente a colegas que contam suas histórias e percebo que, sempre, elas tangem relacionamentos, pessoas, amigos – uns ainda presentes e outros não – e momentos compartilhados com colegas com os quais, no final das contas, passamos horas juntos.

Passo atualmente por uma nova experiência, que é trabalhar no poder público – municipal, no caso. Não receio afirmar que estamos caminhando bem e com isso tem sido fantástico saber que ficaremos na história. Atrelado ao cargo, entretanto, vêm toda sorte de pessoas, sentimentos, impressões, acusações, (pré)conceitos. Sim, fui advertido por amigos mais experientes, mas em meio ao entusiasmo e a boa fé guardei esses avisos em segundo ou terceiro plano.

Sem problemas. Problemas são bem vindos, nos fazem mover, buscar soluções. Ativam a circulação e aguçam os sentidos. São a força motriz de um trabalho exaustivo e de uma busca incansável pela excelência, que jamais atingiremos, mas que – estou convicto – chegaremos bastante perto, ao menos em vista dos recursos que temos em mãos.

Notei ao longo dos últimos meses que as pessoas olham na mesma direção e, presumindo o bem, têm interesses comuns, coletivos. Até que estou conhecendo o período eleitoral. É interessante notar que forma-se dois grupos, que talvez nem existam de fato: aqueles que não tem nada a perder; e aqueles que têm tudo a perder.

Manter o status quo e posições adquiridas sabe-se lá como é o que importa. Intrigas são a melhor arma contra a competências e o interesse em realizar, construir um legado. O teatro da mediocridade ganha espectadores, a voz da mentira ganha coro, os sussurros da mentira ganham os corredores. Quem ganha nada, em nosso caso, é a cidade, seus moradores, e, principalmente, aqueles que vêm a caravana passar.

Orgulho-me do trabalho realizado, mas lamento – muito – pelo desrespeito com que é tratada essa causa. É só um artigo, reflexões ao acaso; mas são palavras que desfazem um nó causado pelo rancor, a mágoa, a tristeza, a dor. Que tudo isso passe logo e que a métrica seja o bem, o bom trabalho e não a mesquinharia de quem utiliza-se do que é baixo e desprezível.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

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