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6.25.2011

Espanha quer cortar 3,8% dos gastos públicos em 2012


A Espanha propôs nesta sexta-feira cortar os gastos do governo em quase 4% no próximo ano para reduzir o déficit que tem preocupado investidores, dada a possibilidade de o país se tornar o próximo a precisar de um resgate.

A ministra de Finanças, Elena Salgado, afirmou que os gastos do governo central propostos no plano de Orçamento de 2012 serão de 117,4 bilhões de euros (US$ 167 bilhões), 3,8% inferiores aos deste ano.

Ela salientou que esse montante não inclui os gastos dos governos regionais, muitos dos quais apresentam déficits acima das metas estabelecidas e se tornaram uma fonte de preocupação, já que a Espanha tenta colocar suas finanças públicas em ordem.
Elena Salgado disse que a Espanha continua empenhada em reduzir o seu déficit de 9,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado para 6% neste ano e 4,4% em 2012. Daí por diante, o país espera ficar no limite estabelecido pela União Europeia, 3% em 2013.
O Orçamento de 2012 tem que ser aprovado até o final do ano. O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero dirige um governo de minoria e vai precisar da ajuda de pequenos partidos para ver os valores aprovado.

Zapatero afirma que pretende convocar eleições gerais em março de 2012, mas ele está sob pressão de alguns membros de seu partido, que sugerem que ele deixe o governo e convoque eleições antecipadas.

Os socialistas do partido de Zapatero foram arrasados nas eleições locais e regionais no mês passado, com os eleitores enfurecidos com a taxa de desemprego de 21,3%. O crescimento econômico projetado é de apenas 1,3% neste ano e de 2,3% em 2012, segundo projeções do governo, que para muitos economistas são otimistas.

A oposição conservadora do Partido Popular é favorita nas próximas eleições gerais, que poderá colocar fim a oito anos de governo socialista.

Também nesta sexta-feira, o governo removeu uma restrição temporária que tinha baixado o limite de velocidade nas estradas de 120 para 110 quilômetros por hora.

A redução foi imposta em março, quando os preços do petróleo dispararam por causa das revoltas na Líbia e no resto do mundo árabe.

Autoridades disseram hoje que o limite poderia ser restaurado, já que os preços do petróleo estão agora um pouco mais baixos e a expectativa é de queda. "Nestas circunstâncias, percebemos que a medida não fazia mais sentido", afirmou o vice-primeiro-ministro Alfredo Perez Rubalcaba, acrescentando que os meses de condução mais lenta possibilitaram à Espanha poupar 450 milhões de euros em sua balança de pagamentos.

Além disso, o setor de turismo da Espanha deve crescer até 8% durante os meses de verão, disse Rafael Galego, presidente da associação das agências de viagens do país. Gallego disse que a incerteza que afeta atualmente outros tradicionais destinos turísticos do Mediterrâneo, como Grécia, impactou positivamente a Espanha.

..:: Fonte: Associated Press | Valor On-line

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