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7.14.2010

Santos amplia linha turística de ônibus e oferece novas atrações

Já pensou em conhecer as principais atrações turísticas de uma cidade em um ônibus com ar-condicionado, saídas com hora marcada, sem risco de viajar em pé e ainda um guia de turismo à disposição durante todo o trajeto? E se a cidade for uma das mais conhecidas do Brasil e do mundo, com quase 500 anos de história; famosa por mostrar o talento de Pelé, o ‘atleta do século’, e com os jardins de praia mais extensos do mundo, registrados no Guinness Book? Melhor ainda, não?

Em Santos, no litoral sul de São Paulo, a 70 quilômetros da maior capital brasileira, essa possibilidade já existe graças à Linha Conheça Santos, que faz muito sucesso e neste sábado, dia 10 de julho, iniciou seu terceiro roteiro, agora envolvendo a Zona Noroeste, tão rica em história quanto desconhecida para a maioria dos turistas e até mesmo parte dos santistas.
Nessa área encontram-se dois importantes espaços: o Jardim Botânico Chico Mendes, segunda área verde de Santos, atrás apenas dos jardins da praia, e as ruínas do Engenho de São Jorge dos Erasmos, construído em 1534, um dos primeiros engenhos do país e considerado a primeira multinacional - era propriedade da família Schetz, de Antuérpia (Bélgica), responsável pelo desenvolvimento da atividade açucareira, produzindo cana para exportação, além de rapadura e aguardente para consumo interno. O engenho funcionou até o século XVIII.
O roteiro para a Zona Noroeste tem muitas atrações pelo caminho. Após a orla, o micro-ônibus sobe pelo Morro do Marapé, junto ao qual se encontra o maior reservatório-túnel da América Latina, com 110 milhões de litros de água, até alcançar o Morro da Nova Cintra, reduto dos primeiros imigrantes portugueses e onde se encontra a Lagoa da Saudade, famosa por suas histórias de jacarés. Em seguida, o veículo desce pelo Morro da Caneleira, passando em frente ao Jabaquara Atlético Clube. Os guias também discorrem sobre a ocupação urbana e os antigos chalés que dominavam a paisagem.

..:: PRIMEIRO ROTEIRO - O primeiro roteiro da Linha Conheça Santos foi criado em 1999 e envolve as atrações de toda a parte leste da cidade - até o mês passado (junho), cerca de 100 mil passageiros já haviam sido atendido. A linha circula aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 17h, com saída de hora em hora da Praça das Bandeiras (bairro Gonzaga), e oferece possibilidade de desembarque/reembarque em vários pontos do trajeto. Já nas férias de verão, a linha funciona também de terça a sexta, com três horários de saída e possibilidade de desembarque apenas no Museu do Café (Centro Histórico). Outros locais do roteiro são o Aquário; teatros Coliseu e Guarany; Outeiro de Santa Catarina, marco da fundação da Vila de Santos; Palácio José Bonifácio, sede do governo municipal; Mercado Municipal, entre outros.

..:: MORROS - No ano passado, foi criada a Linha Conheça Santos-Morros, que apresenta a turista e santistas as tradições portuguesas do Morro São Bento e lugares como a Lagoa da Saudade e a Gruta de Santa Sara Kali, no Morro da Nova Cintra, onde há apresentações da cultura cigana. Esta linha circula quinzenalmente, sempre aos sábados, e funcionará de forma intercalada com a Linha Conheça Santos-Zona Noroeste.

..:: ENGENHO DOS ERASMOS – As ruínas do único engenho, o único que resistiu à passagem dos séculos, na região, está sob responsabilidade da USP (Universidade de São Paulo), que desde a década de 1990 promove a revitalização e preservação do espaço. Seu primeiro nome foi Engenho do Governador, mantido até ser adquirido pela família Schetz, de Antuérpia (Bélgica). A partir daí, os novos proprietários passaram a se dedicar à atividade açucareira, produzindo cana para exportação, rapadura e aguardente. O engenho funcionou até o século 18.

..:: JARDIM BOTÂNICO - Possui um acervo vivo com 20 coleções botânicas e mais de 300 espécies vegetais, algumas em extinção como pau-brasil, cedro e mogno. O parque cultiva as plantas hoje presentes nas ruas, praças e jardins de Santos. O parque originou-se em 1925, do antigo Horto Municipal, que funcionava ao lada da Santa Casa, a primeira do Brasil. Em 1973, esse cultivo passou a ser feito no terreno atual e, 21 anos depois, o horto transformou-se em jardim botânico, passando a desenvolver programas de conservação das espécies nativas da Mata Atlântica. Reformado pela Prefeitura em 2001, ganhou chafariz e deck de madeira sobre o lago maior, destinado a eventos culturais. Tem como destaque espécies da Mata Atlântica e da Amazônia, bosque de pau-brasil, árvores de madeira de lei e 65 qualidades de palmeiras, inclusive a imperial, usada na arborização da Avenida Ana Costa, famosa por esses espécimes, plantados no canteiro central.

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