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4.11.2010

Revista Melhor - Entrar de sola. E salto!

Por: Caroline Marino - Revista Melhor

"Tânia Cosentino está no mercado há 27 anos e já ocupou muitos cargos gerenciais. Hoje, aos 44 anos, ela preside a Schneider Electric, empresa de gestão de energia e automação, e é dona de uma grande bagagem profissional. A executiva começou na companhia em 2000 e tornou-se candidata à presidência há dois anos. Ela já tinha clara essa ambição e foi atrás de seus objetivos. Depois de uma conversa franca com o então presidente, identificou suas lacunas e trabalhou para preenchê-las. 'Passei um ano na unidade da companhia na Schneider Electric, conhecendo ainda melhor o grupo e me preparando para a possibilidade de presidir a empresa no Brasil', conta.

Além da competência da executiva, seu crescimento reflete a política aplicada na empresa, que proporciona aos profissionais oportunidades de crescimento, como o programa Marco Polo, que dá chances aos colaboradores conhecerem as unidades da companhia em outros países, colaborando para o desenvolvimento de novos projetos e para o conhecimento de outras culturas. Para se ter uma ideia dessas ações na prática, a maioria dos diretores e gerentes ingressaram na empresa como estagiários. 'Sou um exemplo de que a Schneider valoriza sua equipe e dá espaço para o crescimento profissional. Vou dar continuidade a essa prática dentro da companhia, mantendo todos motivados e auxiliando no desenvolvimento de cada um', completa a executiva.

O caso de Tânia é um exemplo da ascensão das mulheres no mercado de trabalho. E o que antes parecia improvável, hoje já é realidade em muitas organizações, como mostra pesquisa do Great Place to Work (GPTW). Segundo o levantamento, elas já ocupam 43% dos postos de trabalho das 100 melhores empresas para trabalhar e estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência. Em 1997, esse número era bem menor:
apenas 11% dos cargos de chefia eram ocupados por mulheres. A pesquisa aponta, também, que nas empresas em que o contingente feminino é maior na liderança, o clima interno é melhor, e o índice de confiança dos funcionários é de 83% contra 81% das empresas lideradas por homens.
Segundo Ruy Shiozawa, CEO do GPTW, essas empresas buscam incorporar no modelo de gestão características femininas como persuasão; maior capacidade de delegar; facilidade no relacionamento interpessoal; talento para gerir equipes; e poder de negociação. 'A valorização desses itens representa uma importante evolução, pois o cenário era outro quando iniciamos, há mais de uma década, essa pesquisa', comenta. Ele explica que, no passado, as mulheres selecionadas para cargos de liderança deixavam de lado esses traços, pois precisavam apresentar um comportamento idêntico ao dos pares masculinos. Hoje, isso já não é tão visto no mercado. 'As competências femininas são, sim, importantes para manter um negócio. Cabe, agora, às mulheres administrar as expectativas dos seus diversos papéis pessoais e profissionais, e a gestão do tempo, para dar conta de todas as suas atribuições e ainda encontrar equilíbrio e qualidade de vida', completa a diretora de desenvolvimento de liderança do GPTW, Andréa Veras."

..:: Artigo completo: Revista Melhor - Gestão de Pessoas

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