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1.18.2010

Santos, sempre, Santos!

Amigos leitores e Prof. Trigo, compartilho a seguir alguns apontamentos sobre a postagem "Porto de Santos: Vergonha Nacional", publicado no "Blog do Trigo" em 18 de janeiro de 2010.

"Fico contente por sua viagem – a partir do embarque – ter sido bacana. Afinal de contas, precisamos de férias para organizar a vida para este ano que se inicia. Aliás, desejo um 2010 fantástico a todos nós que compartilhamos de um amor em comum: o Turismo.

Como sabes, acompanho seu blog e o admiro. Reitero agora minha disposição em compartilhar, irrestritamente, o sistema de comunicação de minha empresa, a [RH em Hospitalidade. Empresa que escolhi empreender em Santos. Não por acaso, apesar dos laços familiares na região. Deixei Florianópolis (SC), aonde iniciei minha carreira, para empreender em Santos.Tratou-se, há cerca de três anos, de uma escolha. Seguramente acertada, afirmo.

Não posso, então, me furtar à oportunidade de fazer alguns apontamentos sobre seu relato:
- Há um problema crônico no sistema portuário nacional, que é gerenciado pelas Companhias Docas Brasil a fora. Há esforços enormes para flexibilizar a gestão, privatizar terminais e desenvolver as áreas retro-portuárias, o entorno dos Portos. O que dizer sobre o maior Porto da América Latina, em movimentação?;

- Há interesses diversos na gestão de um terminal de passageiros. As taxas não condizem com os serviços prestados e a gestão da mão-de-obra não parece estar comprometida com a satisfação do cliente/turista, com a promoção de uma experiência de viagem integral (que seja real desde a descida da Serra do Mar, até o retorno) e muito menos com a preservação do nome de nosso município;

- A Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura Municipal de Santos não pode, senão por meio de conversas/sugestões/orientações, intervir neste quadro. O terminal de passageiros do Porto de Santos tem gestão privada. Além dos limites portuários, nossa Secretaria tem trabalhado bastante e com muito profissionalismo, auferindo resultados fantásticos;

- Os navios de cruzeiros agregam muito pouco valor ao Turismo de nossa região, além de tomar mercado de hotéis e resorts (para adoçar a leitura de alguns). O Santos e Região Convention & Visitors Bureau lançou o programa “24h na Costa da Mata Atlântica”, que fomenta a permanência na região, pré ou pós embarque;

- Dentre mais de 93 destinos concorrentes, o Circuito foi classificado ainda como o 2º melhor material promocional, e 3° melhor site (www.srcvb.com.br ou www.roteirosdacosta.com.br), em nível nacional. (Fonte: Revista Ecoturismo);

- A profissionalização do Turismo é corrente. Em nossa região, ademais da tradição bicentenária da “hospedagem” regional e da riquíssima história de luxoque Santos ostenta, existe uma longa jornada a ser percorrida até que tenhamos uma força de trabalho treinada, qualificada e em status para fazer frente aos desafios que a intensa modernização do turismo impõe ao mercado;

- Durante minha exposição no Seminário da Anptur, 2008, fui criticado por uma Profa. Dra. Quando afirmei ser a gestão de muitos empreendimentos em nossa região pouco profissional. Suas imagens e relatos confirmam não o meu entendimento, mas os resultados de minhas investigações – que remontam ao ano 2000, quando empreendi meu trabalho de conclusão de curso sobre o município de Santos;

- Infelizmente nossa marca e todos esforços que empreendemos acabam sendo prejudicados por situações – REAIS – como a que o Sr. vivenciou.
A extensão de minhas considerações (acredite, há outras! rs!) deve-se a ao “discernimento, à coragem e – extrema – vontade de contribuir para que nossa região tenha um complexo portuário que faça jus a seu nome.

É sob este intento que a ABBTUR São Paulo está participando da fundação do Instituto Porto de Santos, liderado pela Companhia Docas de Santos. Este evento mostra o envolvimento que a sociedade civil pretende e carece, e também a intenção que os gestores deste complexo portuário têm em transformar a realidade das imagens apresentadas.

É, também, sob este intento que a ABBTUR São Paulo firmou convênio com o Santos e Região Convention & Visitors Bureau para agregar pessoas a estas entidades e proporcionar aos profissionais e estudantes da região ao “Programa Olá Turista!”.

Não estou certo se feliz ou infelizmente, mas já posso adiantar que temos recebido e-mail’s, telefonemas e solicitações de acesso às vagas do Programa Olá Turista! de profissionais de todo o país. Isso rebate a realidade ilustrada pelas fotografias e aponta que há, sim, pessoas – muitas delas – com discernimento, coragem e vontade de fazer um futuro melhor do que o que nos foi proporcionado.

Seu relato demonstra exatamente o jargão “explorar o turista, e não o turismo”. Ignorando a pobreza do “explorar”, refiro-me a ingerência e o pequeno alcance da visão de “administradores” que miram a taxa de embarque muito mais do que o desejo de bem receber e acolher nossos visitantes.
Fica a seguinte provocação: “O empresariado tem responsabilidade direta quanto ao planejamento, à ética e a manutenção de elevados padrões de qualidade. Quando há problemas nas áreas de turismo ou hotelaria, o empresariado é um dos primeiros setores a ser atingido, e é fundamental que a saúde financeira do País seja preservada, a começar pela saúde das empresas, pois isso é bom não apenas para os empresários, mas também para funcionários, fornecedores, clientes e governos (que vivem dos impostos pagos por todos)”. (PANOSSO NETTO; TRIGO, 2009).
São todos – sempre –muito bem vindos!

Um forte abraço!

Aristides Faria. Consultor da [RH em Hospitalidade]. Diretor de Comunicação da ABBTUR São Paulo. Assessor de Relacionamentos do Santos e Região Convention & Visitors Bureau.

PANOSSO NETTO, A. TRIGO. L G G. Cenários do Turismo Brasileiro. São Paulo: Aleph, 2009.

* Quanto a imagens... eu ficaria com estas:



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