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8.03.2009

As redes sociais e o RH

Por: Dan Turkieniez* - Portal Administradores

Na era da Web 2.0 existem muitos comentários sobre a finalidade das redes sociais. Sabe-se que, por meio delas, é possível manter contatos atualizados, encontrar pessoas com as mesmas afinidades que as suas, saber o que seu amigo - ou até mesmo o que o presidente dos Estados Unidos - está fazendo no momento.


De forma coletiva, há a possibilidade de transformar interações desordenadas em resultados. E as redes sociais são as ferramentas mais apropriadas dentro desse modelo. Por outro lado, parecem servir para qualquer coisa e, sem um propósito definido, servir para qualquer coisa é o mesmo que servir para nada. Por isso, é grande o índice de usuários que “abandonam” seus perfis, deixando-os desatualizados e obsoletos.

No mundo corporativo, muitas empresas já tornaram um hábito pesquisar por profissionais cadastrados nas redes sociais. Porém, ainda é pouco comentado sobre a qualidade e a veracidade das informações. Os profissionais de recursos humanos penam horas e horas para encontrar um perfil interessante para suas posições. Perdem um tempo valioso do seu dia sem saber se o trabalho de pesquisa foi em vão ou correspondeu à realidade.

Felizmente, há empresas preocupadas com o tempo, com a qualidade e com a velocidade das informações que só as redes sociais bem arquitetadas conseguem oferecer. Atualmente, é possível agregar conceitos de inteligência coletiva e de colaboração para alcançar resultados efetivos que melhoram a eficácia na busca de profissionais e, ao mesmo tempo, tornam o processo mais agradável para estes candidatos.
Se uma empresa abre um processo de recrutamento para uma vaga de emprego, hoje, pode-se comunicar ao mercado de forma rápida e efetiva. Uma novidade agregadora neste cenário é a indicação de profissionais por meio de redes sociais focadas no mercado de trabalho. Os profissionais de RH conseguem encontrar candidatos em pouco tempo e, de forma organizada. Já os candidatos podem acompanhar o andamento da vaga e até receber um feedback em relação ao processo de recrutamento. Desta forma, elimina qualquer sensação de falta de comunicação com candidatos, mesmo que não-aprovados.
Com essa solução, é possível “navegar” pelos nós das redes sociais até alcançar o que se procura com um grande diferencial: a agilidade da Internet. No mundo offline, as notícias e informações são propagadas por meio de contatos diretos, como encontros e telefonemas entre as pessoas. Já no mundo online e, principalmente, nas redes sociais, a propagação é amplificada e repassada por contatos indiretos (e-mails ou posts), ganhando velocidade e alcance que nunca foram experimentados anteriormente.

Na minha visão, o grande desafio é gerar valor para todos os usuários através dessas interações. Gerar valor é ter um propósito, ou seja, um objetivo comum que possa ser alcançado com a colaboração entre as pessoas. Sendo esta a principal razão para que as redes sociais continue crescendo e se fortalecendo.

* O autor é diretor executivo do INDICA, empresa de hunting online da ALLIS S.A.
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