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3.12.2009

Tendências do Turismo: Perspectiva desportiva

Por: Aristides Faria



O sucesso da carreira de todo profissional do setor de Turismo & Hotelaria depende essencial e fundamentalmente das pessoas. Costumo usar o termo “públicos de interesse” para fazer referência a todos grupos de pessoas que decidem por nosso sucesso ou fracasso.

Este princípio gerencial vale tanto para empresas, quanto para nós profissionais. Estamos conversando sobre os “profissionais”, ou seja, aqueles que têm formação em nosso campo de atuação, independente do nível educacional. Por exemplo, pense em um Técnico em Turismo, que estuda para iniciar sua carreira na área operacional de empresas do segmento. Podemos enumerar alguns desses públicos de interesse da seguinte maneira: ex-colegas de turma, ex-chefes (aquele que ofereceu a primeira oportunidade de estágio – por mais precária que tenha sido), ex-professores e orientadores, empregadores atuais, colegas de trabalho e clientes habituès.

Deixei esta categoria de clientes para o final propositalmente. Usei um termo técnico, que vem do francês também por querer. Bem, são clientes que estão em sua empresa regularmente. A diferença é que em um hotel, por exemplo, o ato de hospedar-se e confiar em seus serviços e produtos carrega muitas subjetividades. Você deve concordar ser nobre carregar a responsabilidade de zelar pela alimentação, pelo sono, pelos negócios, pela saúde, pelo lazer e pelo entretenimento das pessoas que optaram por seu meio de hospedagem, não? Certamente! Isto é Hospitalidade. Isto é ser um Anfitrião Profissional!

Conforme Child & Faulkner (1998, p.02),

A estratégia competitiva tende a focar em um mercado ou produto específico. Muitas empresas [e profissionais], entretanto, miram – ou poderiam faze-lo – diversos negócios e praças. Então surge a questão: em quais negócios, mercados e praças deve uma organização [e um profissional] estar e como agir para conseguir isto?


Os autores não respondem a esta questão final, mas dão algumas diretrizes interessantes sobre o assunto. Primeiro eles nos dizem para refletirmos sobre nossa missão e objetivos. Você ainda não tem uma “Declaração de Missão”? Faça uma o mais rápido possível e escreva seus objetivos aonde possa vê-los com freqüência. Depois, perceba a cooperação enquanto um meio de compartilhamento de recursos, riscos e realização de projeções. É a soma de competências e a divisão dos louros. Em terceiro lugar, eles nos sugerem compreender a cooperação não como uma alternativa, mas enquanto uma oportunidade de podermos competir mais efetivamente.

Ora, a perspectiva desportiva da qual trata o título de nosso artigo refere-se à estratégia competitiva. A carreira é um jogo de xadrez. Para obter sucesso ou ao menos retardar o fracasso frente a um player mais inteligente – não necessariamente mais forte –, como visto, é preciso estar com as pessoas e ser acessível a elas. Seja pró-ativo e note os demais – todos eles – enquanto parceiros. A carreira é um jogo... cooperativo e que demanda muita paciência e sabedoria para ser jogado.

Referência
CHILD, John; FAULKNER, David. Strategies of Co-operation. England: Oxford University Press, 1998.

PUBLICAÇÃO SIMULTÂNEA NO BLOG COSTA DO SOL TURISMO!
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