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3.18.2009

II Encontro de Aqüicultura - Universidade Santa Cecília, Santos (SP)

A aqüicultura é uma atividade dedicada ao cultivo das diferentes espécies que vivem na água. O objetivo dos estudos desta área é tornar a aqüicultura uma alternativa de produção alimentar que substitua gradualmente a extração animal de ecossistemas marinhos e continentais praticada ao longo dos anos. É um mercado que apresenta um crescimento anual de 8%.

Cada vez mais, a aqüicultura se torna uma alternativa à pesca extrativa, que enfrenta redução de estoques tanto nos oceanos quanto nos rios, com isso tem garantido cada vez mais a presença do peixe na mesa do consumidor. Enquanto muitos estoques pesqueiros naturais já se encontram em seu limite máximo de exploração, a produção de pescado pela aqüicultura tem aumentado muito nos últimos anos.

O Brasil possui uma linha costeira com 8.500 km de extensão, cerca de 12% de água doce disponível do planeta, 550 mil hectares de reservatórios e mais de 400 km de canais de irrigação somente no Nordeste. Além disso, possui clima adequado e grandes extensões de terras alagadas propícias ao desenvolvimento da aqüicultura. Apesar de nos últimos cinco anos a aqüicultura brasileira ter apresentado taxas de crescimento anuais superiores a 20%, enquanto a média mundial é de 9%, a produção nacional em aqüicultura ocupa o 25º lugar no ranking mundial.

A aqüicultura marinha é responsável por 43% do pescado consumido no mundo. Em outras palavras, são 45,5 milhões de toneladas de peixes anuais avaliadas em 63 bilhões de euros. De acordo com a FAO, a exportação mundial, em 2005, foi de 95 milhões de toneladas, das quais 60 milhões foram canalizados para o consumo humano. Apesar desse número, a Europa contribui apenas com 3% da produção da aqüicultura mundial, embora seja líder em espécies como a truta, a dourada, o robalo e o salmão.

Esses são dados do Estado mundial da aqüicultura em 2006, documento divulgado em Nova Délhi. As estatísticas apresentadas pela FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, são alarmantes: seis de cada dez espécies comerciais são exploradas ao extremo, sendo que apenas 30% dos mares têm recursos garantidos. A FAO calcula que, se não forem tomadas medidas imediatas, espécies muito populares, como o bacalhau, poderão desaparecer dentro de, no máximo, 15 anos.

Apesar de ser uma atividade produtiva muito antiga, o crescimento mundial da aqüicultura, nos últimos anos, tem preocupado os pesquisadores. Eles dizem que a aqüicultura deve ser desenvolvida de maneira sustentável para que o ambiente seja utilizado de forma racional e a atividade possa ser praticada por muito tempo.

Os objetivos desse encontro são: promover o intercâmbio de conhecimentos entre pesquisadores e estudantes da graduação e pós-graduação e criar oportunidades de discussões sobre temas relevantes à aqüicultura.

Prof. MSc. Orlando Couto Junior
Prof. Biól. Lucilene Pais

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