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2.26.2009

Mais pessoas têm acesso a benefícios de assistência à saúde, diz pesquisa

Por: Karin Sato - InfoMoney

No ano passado, foi registrado um aumento na concessão de determinados benefícios nas empresas.

É o caso da assistência odontológica (84% em 2008 contra 81% em 2007), do check-up periódico para executivos (65% ante 64%, na mesma base comparativa), do auxílio farmácia (52% contra 45%) e previdência privada (76% contra 71%).

Os dados integram a 3ª edição da Pesquisa sobre Benefícios de Assistência à Saúde, realizada pela Watson Wyatt, que visa esclarecer as evoluções ocorridas no mercado, bem como orientar as empresas sobre as melhores práticas. O trabalho envolveu 242 empresas dos mais variados portes e segmentos, totalizando 890 planos médicos e cobertura a mais 1,6 milhão de vidas.

Custo do agregado

Quanto ao custo do agregado, a tendência é de que ele seja repassado integralmente ao colaborador, por meio de desconto em folha de pagamento ou cobrança por boleto, já que 56% das organizações já agem dessa forma ou pretendem agir.

Além disso, 46% das companhias acreditam que o programa de assistência à saúde destinado a aposentados deva ser autossustentável pela contribuição dos participantes. Em 2007, cerca de 34% das respostas já seguiam o mesmo raciocínio.

Benefício Farmácia é cada vez mais freqüente

Uma prática bastante difundida hoje é a concessão do Benefício Farmácia. Na maioria das empresas, o modelo prevalente é o do desconto na compra de medicamentos em rede de farmácias. Porém, 27% delas já fornecem, além do desconto, o reembolso.

Ainda hoje, na maioria dos casos, o gerenciamento desse benefício fica a cargo do departamento de Recursos Humanos. Nota-se, entretanto, que a contratação de empresas terceirizadas especializadas em Benefício Farmácia vem se consolidando, saltando de 23% das respostas em 2007 para 29% em 2008.

Custo da assistência à saúde

Segundo a pesquisa, enquanto o custo médio per capita mensal do programa de assistência à saúde sofre um aumento médio anual - o que foi registrado entre 2006 e 2008 - de 10,19%, o custo médio per capita mensal da assistência odontológica mantém-se estabilizado.

Em um comparativo entre 2007 e 2008, observa-se que houve uma elevação de 21% para 25% no número de empresas que pretendem repassar o aumento dos custos do programa de assistência à saúde aos colaboradores. Outras ações, como absorver aumentos (37%) ou ampliar a coparticipação (22%) também deverão ser praticadas.

Para evitar o aumento dos custos dos planos de saúde, as empresas estão adotando medidas, tais como o desenvolvimento de uma ampla abordagem de comunicação (59%), a realização de palestras informativas e de conscientização (53%), o mapeamento do perfil de risco da sua população (49%) e a identificação de doentes crônicos ou com necessidades especiais (44%).

Crise e perspectivas para 2009

Este ano traz um cenário desafiador para muitas empresas com operação no Brasil, em função das incertezas trazidas pela desaceleração econômica global. Diante disso, a Watson Wyatt realizou também uma pesquisa acerca dos impactos da crise sobre os pacotes de benefícios de assistência à saúde e as tendências para este ano.

As empresas pretendem renegociar os valores pagos como prêmio/mensalidade (38%) e rediscutir o porcentual de sinistralidade (relação entre a média de utilização e os custos que a sua empresa paga à operadora de assistência médica) estabelecido em contrato (33%), o que implica que as operadoras terão mais dificuldades em repassar reajustes por conta da sinistralidade para os contratos de pré-pagamento.

Quanto aos benefícios já oferecidos, telefone celular (16%) e automóvel designado (14%) aparecem como os que devem sofrer alteração. Já em relação aos benefícios a conceder, concluiu-se que a maioria irá adiar o planejamento de implantação, com destaque para os planos de previdência complementar (14%), check-up periódico para executivos (12%) e programas de assistência ao empregado (11%).

Melhor alternativa para os gestores

Segundo a Watson Wyatt, a melhor alternativa é o gerenciamento correto do pacote, por meio de acompanhamento permanente do desempenho associado a um eficiente processo de comunicação.

O estudo verificou que a intenção das empresas não é reduzir o nível dos benefícios oferecidos, mas aguardar uma estabilização do cenário econômico para a tomada de decisões mais precisa acerca da implantação de novos benefícios ou de alterações profundas naqueles já oferecidos.
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