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2.10.2009

Como não se endividar diante do desemprego

Por: Reinaldo Domingos*Portal Administradores

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou recentemente que a crise vai gerar aproximadamente 50 milhões de desempregados até 2009 em todo o mundo, o que será trágico para muitos países. Para o Brasil a perspectivas para o futuro já são assustadoras, todos analistas concordam que haverá reflexos da crise e um grande número de demissões já acontecem.

Em resumo, haverá uma reversão do quadro no qual o desemprego vinha caindo e é provável até que haja um pequeno aumento do desemprego, gerada em função da queda do consumo e das exportações. Assim é a hora das pessoas começarem a prevenir caso esses problemas venham a atingi-las.

Para isso elas devem começar a se preocupar com a educação financeira, poupando uma quantidade de dinheiro que permitam uma boa reserva financeira em caso da perda de empregos. Essa ação deve ser iniciada com um controle diário de todos os gastos por pelo menos 30 dias. É importante que sejam inclusos até mesmo os gastos que consideram irrelevantes, como gorjetas, cinema, um suco ou um salgado antes da aula. São nessas pequenas ações que ocorre o desequilíbrio financeiro e são nelas também que começamos a ajustar nossas finanças, dando início a uma boa reserva financeira para eventuais problemas futuros. Para uma rápida conta, um fumante que gasta R$3,00 por dia em cigarro, economizará ao fim de um mês R$90,00 (sem contar na melhora da qualidade de vida!).

Outro alerta muito importante com a crise é a necessidade de evitar gastos desnecessários, gastando mais do que pode por algo que imagina ser necessário e que depois se mostrará inútil, ou mesmo por excesso de diversão como festas, bares e viagens, ou até mesmo roupas e assessórios. A questão não é se privar desses prazeres e sim de controlá-los e ver sua real necessidade nesse momento de incertezas.

Uma dica para diminuir os gastos é não comprar por impulso. Sempre pense: “O que essa compra agregará para mim? Posso deixar esse desejo para depois?”. Se não for relevante não faça. Se for, deve-se sempre realizar uma pesquisa de preços e negociar para abaixá-los o máximo possível, não se esqueça de também pesquisar na Internet.

Essas ações são apenas uma pequena mostra do que se deve saber para lidar adequadamente os salários no momento de crise, evitando que se tenha uma quebra abrupta no padrão de vida.

Mas, apesar da necessidade dessa prevenção, tenho certeza que os impactos da crise não serão tão grandes e, caso siga os conselhos acima, também tenho certeza que você terá tomado os primeiros passos para a conquista de seus sonhos de médio e longo prazo com esse dinheiro que guardou.

Mais do que se prevenir, é fundamental criar o habito de poupar e priorizar seus sonhos, a independência financeira é resultado de ações tomadas hoje e para tanto guardar dinheiro é vital para que possa ter uma vida mais saudável e prazerosa, comece agora!

* O autor é consultor e terapeuta financeiro. Também é autor do livro “Terapia Financeira -(Editora Gente), e presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira.
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