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9.16.2008

RH em Hospitalidade: essa moda pega!

Hotelaria: bate-papo pelo Brasil - recursos humanos

Na coluna bate-papo de hoje, Paula Ortega, Gerente de RH do São Paulo Airport Marriott Hotel, localizado em Guarulhos (SP), faz três perguntas a Alaor Barbosa de Oliveira, chefe de RH do Tropical Hotel Tambaú, em João Pessoa.

Alaor Oliveira é formado em Administração de empresas pela Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo (Esan). Ele começou sua carreira hoteleira em 1998, pela Companhia Tropical de Hotéis, em Araxá (MG). Em seguida, atuou, pela mesma rede, em Salvador, até 2005. Em abril deste ano retornou ao grupo no Tropical Tambaú, em João Pessoa. Em suas horas vagas Oliveira gosta de ler e aproveitar as belas praias da cidade.

Paula Ortega: Neste momento o Brasil vive um aquecimento em todos os setores, o que requer contratação e retenção de talentos. Ao mesmo tempo, precisa de capacitação e qualificação da pessoal para melhores e mais competitivos produtos ou serviços. Como conciliar a necessidade de capacitar/qualificar talentos e retê-los?
Alaor Barbosa de Oliveira: Uma empresa que consegue enxergar e gerenciar o conhecimento, as habilidades e as atitudes de seus colaboradores/talentos tem um ponto positivo a mais frente a seus concorrentes. O RH estratégico é aquele que está alinhado com os objetivos e metas da empresa. Ele consegue conciliar a tarefa de capacitar e reter talentos quando conhece as metas e objetivos da organização e tem conhecimento das habilidades, atitudes e aspirações de seus colaboradores. Cabe ao RH buscar e utilizar ferramentas e meios para capacitação, proporcionando condições favoráveis para retenção de seus talentos.

Paula: Deverá entrar nos próximos meses em vigor a redução de alíquotas nos custos trabalhistas das empresas que investirem em prevenção de acidentes. Que impacto isto terá sobre as empresas do nosso setor de atividades? Por quê?
Oliveira: O custo trabalhista no Brasil é muito alto e qualquer redução é muito bem-vinda. Toda boa organização deve investir na prevenção contra acidentes de seus colaboradores. Em nossa área de atuação são comuns afastamentos principalmente por problemas ergonômicos, embora o grau de risco nas empresas de hotelaria seja baixo.

A redução das alíquotas, além de diminuir custos trabalhistas e o absenteísmo, proporcionará às empresas melhores condições para investir em treinamento, conscientização e prevenção de acidentes. E o mais importante, estará zelando pela saúde de seus colaboradores.

Paula: Ao mesmo tempo em que a lei cobra das empresas o preenchimento de cotas para deficientes de toda natureza, sabe-se que inúmeras pessoas nessas condições preferem não se colocar profissionalmente para prosseguir recebendo benefícios, acomodando-se e colaborando para que as cotas não sejam preenchidas. Curiosamente, esta dinâmica raramente é mencionada abertamente, quase como se o segmento de deficientes fosse intocável ou inacusável. Qual sua opinião sobre isto?
Oliveira: Penso que o governo e as empresas devem divulgar mais estudos, programas, vagas e perspectivas de mercado para os PNE - Portadores de Necessidades Especiais. O governo precisa criar mais programas de capacitação, já as empresas, programas de recrutamento e retenção. O grande problema é que a maioria dessas pessoas carece de conhecimento, informação, capacitação, instrução e escolaridade, quesitos essenciais para o ingresso no mercado de trabalho.

Acredito que o papel do governo não é apenas cobrar e multar as empresas, mas sim de criar mecanismos para fiscalizar e incentivar os PNEs a se colocarem no mercado de trabalho, gerando com essas medidas diminuição em suas despesas com pagamento de benefícios.

Contatos: Paula Ortega: gerenciarh.gru@deville.com.br e Alaor Barbosa de Oliveira: alaor.barbosa@tropicalhotel.com.br

Notícia publicada segunda-feira, 15 de setembro de 2008 - 08h07 no Hôtelier News!
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