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9.20.2008

Osni Gomes com "menos show e mais pé no chão"

Menos show e mais pé no chão
Por: Osni Gomes

Muitas organizações recorrem a espetáculos pirotécnicos na ilusão de motivar sua equipe quando a coisa não anda bem. Tais ações servem apenas para encobrir a necessidade de medidas mais profundas, dispendiosas e desafiadoras para implementar melhorias no ambiente de trabalho. Devido à sua baixa consistência, o show sai de cartaz em pouco tempo, deixando um sentimento de descrédito e desânimo nas pessoas que, muitas vezes, o assistiram mais por obrigação do que por vontade própria ou necessidade. "Líderes" falam e agem como se os empregados não percebessem o que acontece na empresa e não conversassem entre si.

Mais arriscado ainda que lançar um show interno é promover em paralelo uma campanha de divulgação no mercado. Não faz muito sentido vangloriar-se com os clientes sobre o comprometimento dos empregados e a qualidade dos produtos e serviços quando tudo ainda não passa de boas intenções. Normalmente existe um engano impressionante a respeito do tempo necessário para efetuar grandes mudanças na cultura organizacional.

Campanhas que prometem serviços excepcionais lançadas por uma empresa que presta serviços apenas medíocres pode sair pela culatra, gerando efeitos duplamente negativos. Antes os clientes conheciam a qualidade dos serviços e não pensavam muito a respeito. De repente surge uma campanha preconizando excelência e os clientes de uma hora para outra percebem a disparidade grotesca entre a promessa e a realidade. Melhor seria promover melhorias efetivas no nível da prestação de serviços e então fazer propaganda da mudança.

Nenhum programa de mudanças e melhorias funcionará se não houver primeiro uma mensagem clara e objetiva do que se pretende. Segundo, exemplos fortes por parte da liderança que deve demonstrar através de seu comportamento a firme intenção de implementar e recompensar iniciativas e em terceiro um processo consistente de acompanhamento que permita o oferecimento de capacitação e recursos bem como o alinhamento dos sistemas e procedimentos da organização.

Outra atitude importante que a empresa deve tomar é identificar dentro do seu quadro quais são as pessoas que se encaixam nos três grupos a seguir:

01. Aqueles que "não" fazem o que se espera deles;
02. Aqueles que "só" fazem exatamente o que se espera deles e;
03. Finalmente, aqueles que fazem muito "além" do que se espera deles. Estas pessoas não podem, de forma alguma, serem colocadas no mesmo "balaio" e serem tratadas da mesma maneira.

Após a identificação de quem é quem, é preciso acordar quem precisa ser acordado, preparar quem precisa ser preparado, remanejar quem precisa ser remanejado, recompensar quem precisa ser recompensado e liberar quem precisa ser liberado.

Este tema pode ser trabalhado em sua Empresa como Consultoria, Palestra ou Treinamento.

Osni Gomes: Consultoria e Educação Corporativa - Belo Horizonte (MG)
(31) 9767-7325 - osnigomes1@yahoo.com.br - Skype : osni.alves.gomes - MSN: osnigomes1@hotmail.com
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