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9.20.2008

Carreira: o efeito borboleta

Por: Vitor Marques

Amigos, por muito tempo convivendo com empresas e pessoas, nos acostumamos às rotinas, adquirindo a tal “experiência profissional”, que costumo traduzir como: A descoberta de soluções para as necessidades profissionais, que se tornam ações freqüentes em nosso dia-a-dia. Agora, pensem a respeito do que acabei de descrever.

Talvez, analisando rapidamente, você concorde com essa parametrização do que seja “experiência profissional”, mas, comparando com suas “vivências” chegue à conclusão de que nunca viveremos literalmente as mesmas experiências mais de uma vez. Tudo que passamos está contido em um momento, em um cenário, em uma formação fotográfica instantânea de nossos neurônios, em uma visão instantânea que surge no ato de nossas decisões; portanto, em nossa rotina diária, é impossível que um mesmo cenário se repita.

Comparativamente, vejamos a vida da borboleta: ela nasce lagarta, luta pela sua sobrevivência, alimenta-se das folhas da planta onde foi depositada, acumulando energia para depois se encasular. Cresce então em um mundo pequenino, seu casulo, mudando suas características pouco a pouco. Em um determinado momento, se liberta do invólucro e se transforma em borboleta, conquistando assim a liberdade do vôo, do ir e vir, levando sua beleza que encanta a todos que a observam. Porém, depois dessa transformação, a borboleta jamais retornará ao seu casulo e jamais voltará à mesma planta em que passou sua fase lagarta.

Nessa libertação para a fase borboleta, quero registrar um pequeno detalhe: se no momento exato que o animal sai de seu casulo para levantar vôo não aguardar que uma ou as duas asas se estiquem completamente e sequem ao vento, ela não poderá voar e estará condenada à morte.

Nós, profissionais, quando entramos no mercado de trabalho, estamos na fase lagarta. Buscamos informações para penetrarmos fundo na carreira que escolhemos, nos arrastando pelas salas de entrevista, vasculhando os caminhos da Internet, das informações curriculares, dos conselhos de nossos pais e mestres, começando nossa rede de networking – nos alimentando de tudo que nos é oferecido. Enfim, vivemos uma luta constante pela sobrevivência (somos lagarta), com o objetivo de conquistar e nosso primeiro emprego (para entrarmos na fase casulo). E então, começamos a nos preparar para a “fase borboleta” de nossa carreira profissional, acreditando que nossa colocação (casulo) é responsável por nos prover de tudo o que precisamos – oportunidade, conhecimento, dinheiro, motivação, etc.

Diante disso, muitos ficam acomodados, esperando que tudo seja servido numa bandeja, sem a consciência de que devemos buscar o que queremos em nosso casulo, através das paredes finas que nos separam do resto do planeta. É fácil esquecer que o mundo nos oferece tudo o que precisamos, mas cabe a cada um de nós a conquista. Temos que nos preparar. É essa atitude que nos fará sair do casulo e nos transformarmos em borboleta, que irá voar não só em torno de seu emprego, mas voará mais alto, conquistando SUCESSO, LIBERDADE e MOTIVAÇÃO onde quer que esteja.

Quem consegue se transformar em borboleta se torna admirável diante da maioria que não consegue ultrapassar a “fase lagarta”, porque os que ficam nessa etapa continuarão reclamando pela falta de liberdade. Ficarão esperando que o sucesso aconteça como um passe de mágica diante da estagnação, do retrocesso, da amargura que os transformam em personagens eternos da mesmice profissional.

Mas vocês, meus amigos, que estão lendo este artigo, vocês são diferentes. Já sabem como sair do casulo e se transformarem em borboletas. Já descobriram que a carreira depende das atitudes e das conquistas provenientes de muito esforço e dedicação.

Sabemos que não é fácil e que teremos muito a aprender, muitas coisas a conquistar
. No casulo estaremos aprendendo, conhecendo e saboreando cada evolução, pois, juntos, conquistaremos a LIBERDADE ao nos transformarmos em borboletas podemos sobrevoar o mundo. E a dica mais importante está ainda na atitude da borboleta que ao voar, busca a sobrevivência no néctar das flores e assim inicia o processo de polinização, distribuindo a vida por onde passa.

É por isso que nós, “profissionais-borboletas”, devemos fazer duas coisas que são primordiais: aguardar que nossas asas se estiquem e sequem antes de levantar vôo e, depois disso, compartilhar nossos conhecimentos, ajudando aos que estão na fase casulo, para que saiam e se tornem borboletas também. Essa é nossa missão e, com certeza, juntos faremos isso.

É assim que se concretiza uma CARREIRA DE SUCESSO, lutando e conquistando a LIBERDADE para, em seguida, termos a satisfação de compartilhar nossas experiências, assim como eu faço agora. A nossa CARREIRA só depende de nós, por isso pense no EFEITO BORBOLETA.

SUCESSO!
Vitor Marques: vitormarquesy@yahoo.com.br. Conheça seu blog!
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