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8.29.2008

Santos (SP): panorama atual sobre a regionalização do turismo

Publiquei o artigo científico "Santos (SP): panorama atual sobre a regionalização do turismo" no V Seminário da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Turismo. Eis seu resumo:

A infra-estrutura urbana do município de Santos, litoral paulista, não acompanhou o seu rápido crescimento demográfico e econômico a partir do século XIX. O objetivo deste estudo de caso é melhor compreender a atual fase de desenvolvimento turístico da cidade. Para alcançar tal intento, a pesquisa promove um estudo histórico do tripé Turismo, Qualidade Ambiental e Investimento público municipal no segmento, contextualizando-o no processo de regionalização. Iniciativas de promoção e de comercialização da imagem santista ao turismo deixaram de acontecer durante anos. Nos últimos dez anos, porém, essa situação tem sido alterada, inclinando uma mudança no perfil do visitante que procura a cidade de Santos. Isto se reflete nos investimentos feitos para a melhoria contínua da infra-estrutura turística e para o surgimento de novos empreendimentos turísticos. A partir da análise de dados estatísticos, confirma-se um incremento dos índices positivos de balneabilidade das praias de Santos, aumento do período de permanência e dos gastos médios dos turistas, além de um maior investimento da prefeitura local na Secretaria Municipal de Turismo.

Eis os slides:


Compartilho aqui algumas impressões acerca dos debates que aconteceram após a apresentação:
>>> Primeiro, os debates interferiram na apresentação! Exato, o tema mostrou-se inquietante e o pessoal quis comentar ao longo da fala! Isso é ótimo, mostra que mesmo que com uma imagem estereotipada, a cidade e a região causam fervor!

>>> Segundo, uma região que recebeu 3.650.000 turistas e dispõe em Santos de cerca de 2.700 leitos de hotéis e pousadas intriga! Ainda mais que as taxas médias de ocupação destes meios de vêm caindo ano a ano. Eis o fenômeno do turismo de residência secundária, tema de Dissertação e Tese da Profa. Dra. Olga Tulik.

>>> Ao final concluímos que as palavras-chave são: fragmentação da força de trabalho, desconexão de iniciativas e desarticulação das ações do Estado. O esforço para se pensar e atuar regionalmente é patente, mas o Estado parece ter sido esquecido ou abdicou-se da tarefa de participar, orientar e capitanear o processo de desenvolvimento do turismo.
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