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8.19.2008

Compreenda que ser durão não basta!

Compreenda que ser durão não basta.

Aristides Faria

Recentemente assisti ao filme “Menina de Ouro”. Trata-se de uma jovem pobre, com um histórico familiar não dos melhores, mas muito determinada a buscar uma vida melhor par si e seus parentes por meio do boxe.

Ela havia imigrado de Estado e trabalhava em uma lanchonete, alimentando-se de restos deixados por clientes. Morava em um cubículo sem luz, iluminado a vela. Um cenário que se torna central na trama.

Bem, não vou contar a história do filme, pois os convido a assistir ao filme. Um filmaço que tem um final não exatamente feliz, mas que nos faz visitar o porão de nossos valores.

Gosto muito de frases de efeito. Vivo tentando unir duas ou três e compor uma só. Adoro frases prontas, mas não costumo usar no dia-a-dia, claro. Aliás, isso é muito chato. No filme, uma delas me chamou muito a atenção. Desde então venho balizando meus comportamentos nela!

Ser durão não basta”. Definitivamente, ser corajoso não é tudo o que nos torna campeões, sobretudo na vida. Faltariam linhas para relatar adjetivos de um campeão na vida. Teríamos enfoques variados para tal. O olhar do caridoso, do honesto, da gratidão, o grande pai, a grande mãe. Ao final todos se encontrariam na rota da compreensão.

Digo compreender no seu mais amplo sentido, ou seja, perceber a intenção de quem está à nossa volta, entender o terreno por onde caminha, saber do que se tratam as ofertas que nos são feitas e assim por diante. Acredito que “compreender” o mundo em que vivemos e as pessoas que nele habitam é a principal virtude de um vencedor.

É condicionante ao sucesso saber a hora de avançar, a de recuar. O momento de dizer, o de calar. O sinal para abraçar, para afastar-se. São louros que apenas quem tem sensibilidade para entrar em sintonia com o planeta irá colher.

Em certo momento eu me foquei em ser durão. Pensei que ter estratégia de longo prazo e táticas de curto, ferramentas e recursos para executar o plano bastariam. Errei grosseiramente. É bem verdade que o plano está sendo cumprido. A duras penas, mas está! Contudo, falta muito do colorido com que pintei o quadro mental deste momento. Aos poucos as cores retomarão seu brilho, tenho certeza.

Não se trata de melancolia ou saudade. Escrevo, sim, pelas baixas que temos de contabilizar ao empreender as mais ousadas cruzadas. Bem, temos de reconhecer que é melhor chegar ao outro lado apenas com os verdadeiros campeões de coração. Todavia, a intenção era atravessar o deserto com todo o time!

Perdas são perdas e, após uma dada altura, nos resta lamentar e seguir. Continuar a labuta, buscando ampliar nossa compreensão acerca das “coisas da vida”. Este é o verdadeiro caminho de um campeão. Centrar-se e sintonizar-se com as cores, vozes, sinais e sutilezas do universo.

O sonho americano, representado aqui pelas produções cinematográficas de Holywood, é baseado em histórias de dor, luta, superação e conquista. É uma cultura que cultua o merecimento, o mérito e o reconhecimento. Eles têm uma expressão que é demais: no pain, no gain (algo como “sem dor, sem ganho”).

Como a Menina de Ouro nos ensina, “ser durão não basta” e é preciso compreender as intenções e as sutilezas com que devemos tratar cada momento vivido e cada plano a ser executado. Há quem ore a Deus e quem se recolhe em seu interior, conversando consigo mesmo. Seja qual for o caminho, procure compreender que “ser durão não basta”.

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